quarta-feira, 11 de março de 2009

Divulgando a Campanha Ficha Limpa

Prezados companheiros,

Informamos e convidamos a todos que puderem a comparecer na Câmara Municipal de Bertioga dia 24/03/09, onde estaremos apresentando o Tema "Campanha Ficha Limpa" na Tribuna Livre que será realizada após os trabalhos da sessão legislativa, cujo início é às 19hs.

Será um prazer poder contar com o apoio e a presença de vocês.

abraços fraternos

Kátia Hidalgo Daia
Coordenadora do Comitê 9840 de
Bertioga Centro

quinta-feira, 5 de março de 2009

AJUDE A DIVULGAR E PARTICIPE DA COLETA COMO VOLUNTÁRIO!

3° Coleta de assinaturas da Campanha Ficha Limpa
no Conjunto Nacional

De 9 a 13 de março, das 9h às 19h
Piso térreo do CCN
Av. Paulista, entre as ruas Augusta e Pe. João Manoel
Mais informações:
(11) 3022 9485 . 9157 2634

Campanha Ficha Limpa ganha novo apoio

O Movimento Cristão Jovem, do Distrito Federal, é a mais nova entidade a declarar seu apoio à Campanha Ficha Limpa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O movimento ecumênico que reúne jovens de diferentes igrejas pretende realizar coletas de assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos.

Em encontro com a diretora da Secretaria Executiva do MCCE, Jovita José Rosa, e o representante da Associação dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), entidade do Comitê Nacional do MCCE, Pedro Oto de Quadros, membros do Movimento Cristão Jovem ouviram e conheceram mais sobre a Campanha Ficha Limpa. A reunião aconteceu no último sábado, 28/02, em Brasília (DF).

O Movimento Cristão Jovem não só decidiu apoiar a Campanha, como também pretende realizar um dia de mobilização entre os seus membros. A proposta é que no dia 21/03, diversos jovens montem postos de coleta de assinaturas em diferentes pontos do Distrito Federal. Outra proposta é a realização de um seminário, em parceria com o MCCE, sobre a Campanha, envolvendo toda a comunidade do Movimento Cristão Jovem.

Fonte: MCCE

Sugestões à Campanha Ficha Limpa

Escrevo para fazer duas sugestões de ações para dar visibilidade à campanha.

1) A primeira é algo que, de tão evidente, é bom repetir: que nós, os copiados nos e-mails de informação da campanha, repassemos os e-mails a TODOS OS NOSSOS CONTATOS PESSOAIS e pedirmos que façam o mesmo (que repassem a todos os seus contatos). Pode haver gente que ainda não fez isso...

2) A outra ação é algo que fiz e que me deixou muito contente! A idéia é simples: mandar e-mails ou fazer ligações do celular às rádios de São Paulo que interagem com os ouvintes e falar da campanha.

Exemplo de caso concreto
Eu costumo ouvir a rádio Bandeirantes AM (840 khz) e participar nos espaços abertos aos ouvintes. Há cerca de 2 semanas o locutor Zancopé Simões, apresentador do programa "Bandeirantes a caminho do sol", que vai da 0h às 6h da manhã, comentava a entrevista do Jarbas Vasconcelos à Veja, na qual o senador criticava o PMDB pelo clientelismo e corrupção. Para mim, isso foi a deixa pra falar da campanha...

Enviei um e-mail explicando a Campanha Ficha Limpa, divulgando o blog e dizendo que nós podíamos fazer alguma coisa para mudar aquela situação. Ele leu minha mensagem no ar, na íntegra, divulgou o blog, mas infelizmente estava tão pessimista que disse que nosso esforço não adiantaria (lamentável a postura dele!!).

Bom, então, gostei da idéia. Vou escrever para outro programa que ouço na Band FM, esse às 21h. Vamos ver no que dá.

Precisamos ocupar a mídia e mobilizar a opinião pública!

Abs,
Fernando

Enviado por Fernando Tossunian, de São Paulo, SP

Ouça debate da CBN - Políticos condenados em primeira instância devem ter o mandato cassado?

O debate ocorreu no dia 25/02/09 entre Chico Whitaker, membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), e o advogado Everson Tobaruela, presidente da Comissão de Direito Político e Eleitoral da OAB-SP. A mediação foi do jornalista Heródoto Barbeiro:

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2009/02/25/POLITICOS-CONDENADOS-EM-PRIMEIRA-INSTANCIA-DEVEM-TER-O-MANDATO-CASSADO.htm

terça-feira, 3 de março de 2009

Artigo - Candidatos e Idoneidade Moral e Ética

CANDIDATOS E IDONEIDADE MORAL E ÉTICA

ÚLTIMA INSTÂNCIA – Revista Jurídica - 01/12/2006
Hélio Bicudo

1) De um modo geral, os nossos tribunais têm se furtado a um estudo mais profundo do dispositivo do artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal ao advertir que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.Com essa aplicação, exclusivamente conforme a letra do dispositivo constitucional e advertindo que in claris cessat interpretacio, não se está indo ao fundo da questão e permitindo, no caso de registro de candidatos a pleitos eleitorais, que pessoas sem idoneidade moral e ética representem o povo brasileiro, seja em nossos Legislativos, seja em postos dos Executivos federal, estadual e municipal.

2) Dispositivo posterior que adveio da emenda constitucional da revisão nº 4, de 7 de junho de 1994, ao referir-se aos “direitos políticos”, afirmou que a lei complementar deveria estabelecer “outros casos de inegibilidade” a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.Trata-se de norma que serve de fundamento a uma interpretação que tenha em vista uma visão global da Constituição no que ela representa no seu todo, ao invés de compartimentalizá-la em dispositivos que se possam dizer autônomos.

3) Na verdade, são dois dispositivos constitucionais apenas aparentemente contraditórios. Aliás, ainda que o fossem, caberia ao intérprete encontrar a maneira de conciliá-los.

Na verdade, o disposto no artigo 5º, LVII, da Constituição não impede que, para efeitos eleitorais, seja examinada a vida pregressa dos candidatos a cargos eletivos. Aqui se cuida do direito fundamental à liberdade. Outra é a hipótese da emenda 4/94. Aliás, a Constituição é exigente quanto à probidade dos membros dos Poderes da República. Assim, os juízes do STF serão escolhidos dentre cidadãos, dentre outros requisitos, de reputação ilibada. E o mesmo acontece relativamente aos ministros do STJ. Os juízes ingressam na carreira mediante concurso público onde se exige probidade e conhecimento técnico jurídicos.

Ora, se a lei maior exige que os juízes das mais altas Cortes do país tenham representação ilibada, isto só pode ser alcançado...

Publicado em 1/12/2006
Leia o artigo na íntegra em:
http://ultimainstancia.uol.com.br/colunas/ler_noticia.php?%20idNoticia=33498

Comitê Piracicaba

Da esquerda para a direita: Cleide Coelho da Silva, Jesselei José da Silva
e Pedro dos Santos Soares, do Comitê 9840 - Piracicaba (Foto: divulgação Gabinete da Câmara)

Notícias da Câmara
27/2/2009

Integrantes do MCCE divulgam campanha

O primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Carlos Gomes da Silva, o Capitão Gomes (PP), no último dia 20 de fevereiro, recebeu em seu gabinete a visita de integrantes do Comitê 9840 Piracicaba do MCCE Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, na divulgação da Campanha Ficha Limpa. O grupo também consolida a posição do movimento que é o imediato cumprimento por parte da Câmara da resolução de 1999, de autoria do vereador Gomes, visando a transparência em gastos públicos.

Na oportunidade, os membros ratificaram a posição do Comitê, no entendimento de que não existe mais espaços dentro do cenário político brasileiro e piracicabano que atente! contra a divulgação de gastos públicos.

Entendemos que para a consolidação do Estado Democrático de Direito é fundamental que práticas outrora adotadas sejam revistas em todas as esferas públicas. Divulgar gastos é dar transparência pública, onde há transparência fica quase que impossível observar qualquer problema com o erário público, ou uso indevido.

São tempos de mudanças, em Piracicaba não pode ser diferente, e o Movimento vai trabalhar para que as mudanças ocorram. Acreditamos em novos caminhos, que vão nos conduzir para novos horizontes, e esses caminhos devem ser construidos alicerçados em tranparência pública, disseram.

Campanha Ficha Limpa

A Campanha Ficha Limpa, iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançada em abril de 2008, pretende levar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos. O PL introduz novos critérios para permitir candidaturas de políticos, propondo alterações no texto...

Autor do texto: Martim Vieira - Mtb 21.939
Enviado por Jesselei José da Silva, de Piracicaba, SP

Campanha Ficha Limpa em Avaré (SP)

Renata,

Após nosso contato, há alguns meses, já inteirado da Campanha Ficha Limpa, colhi, em Avaré, interior do Estado de São Paulo, cerca de 60 assinaturas e as enviei, conforme orientação, para Brasília.

Publicamos, também, no Jornal da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, um relato a respeito dos objetivos e das perspectivas do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A edição foi distribuída em Outubro/Novembro de 2008.

Em Fevereiro corrente, iremos veicular, na Revista E Vamos à Luta, na seção Cidadania, os propósitos da Lei de Iniciativa Popular, o histórico do MCCE etc. Para os assinantes, enviarei, junto ao exemplar da Revista, um panfleto da campanha e o documento para a recolha de assinaturas.

Infelizmente, confesso, não há, pelo menos em Avaré, a devida mobilização das pessoas e de organizações sociais para a promoção desta campanha.

Obrigado. Miguel Chibani".

Enviado por Miguel Chibani, de Avaré, SP

segunda-feira, 2 de março de 2009

Comitê 9840 de Santarém coleta assinaturas no período de Carnaval

Notícias Dia-a-Dia nº 2106

Brasília, 27 de fevereiro de 2009

Assessoria de Imprensa

Comitê 9840 de Santarém coleta assinaturas no período de Carnaval

O Comitê [9840] de combate à corrupção eleitoral, de Santarém (PA) continua a coletar assinaturas da Campanha "Ficha Limpa", promovido pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). A última ação do grupo realizou-se durante o “Cristoval – 2009”, que reuniu mais de 50 mil pessoas entre os dias 22 e 24 de fevereiro. O Cristoval é um retiro espiritual realizado no período do carnaval pela Renovação Carismática Católica de Santarém.

Os integrantes do Comitê fizeram a coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, sobre a vida pregressa dos candidatos. Para levar a proposta ao Congresso Nacional, a Campanha precisa de um milhão e trezentas mil assinaturas [o que representa 1% do eleitorado brasileiro]. Até agora já foram coletadas mais de 600 mil assinaturas em todo o Brasil.

Fonte: Notícias CNBB

Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Do blog do Heródoto Barbeiro - Luta cidadã

L U T A C I D A D Ã

Sex, 23/01/09 por herodoto.barbeiro categoria • O Shampoo da Semana
Heródoto Barbeiro

Não é de hoje que Francisco Whitalker, o Chico, luta pelos princípios éticos na política brasileira. Chico está liderando uma coleta de assinaturas para a apresentação de um projeto de origem popular para por um ponto final nessa confusão que é a cessão de legenda partidária para pessoas que já foram condenadas em primeira, segunda e, às vezes, em terceira instância e ainda assim conseguem se eleger e caem no chamado foro privilegiado. Daí para frente vai tudo pra um buraco negro, onde o processo se arrasta por anos e anos e o acusado pode tranquilamente exercer o mandato conquistado por muitos e muitos anos. Não se consegue por um ponto final na questão, uma vez que as leis foram feitas por eles para beneficiá-los de uma maneira cínica e eficiente, porém totalmente ruim para a democracia que se quer c onstruir no Brasil. O argumento que todos sabemos é que se existe ainda algum recurso, a sentença " não transitou em julgado " e por isso todos os direitos estão assegurados. Inclusive o de se candidatar e ser eleito em busca da impunibilidade e a solidariedade corporativa de parlamentares do mesmo jaez. E os cidadãos ficam atônitos, imóveis politicamente, e assistem o suspeito de cometer crimes comuns que vão do peculato ao estupro e o mais comum, a corrupção triunfarem nos parlamentos. Obviamente que ninguém quer cercear o direito de ampla defesa, mas por um limite no excesso de recurso que o político utiliza para manter a sua carreira. E os seus negócios. É bom também que fique claro que se está falando de crimes comuns, capitulados nos códigos, e não no direito a liberdade de expressão e livre pensamento, ou direito de opinião política e parlamentar.

O projeto precisa de um milhão e meio de assinaturas, o Chico Whitaker anuncia que já têm 700 mil. A CNBB e a OAB estão juntas nesse projeto e graças a uma mobilização popular vai ser possível conseguir o mínimo regimental para dar andamento. Não é a primeira vez que isso acontece, a apuração de compra e venda de votos em prazo de 24 horas, durante a campanha eleitoral, foi implantada pelo mesmo método, está valendo e o Chico também esteve à frente do movimento. Esta é uma excelente oportunidade para outras entidades comprometidas com a cidadania, portanto acima de partidos ou de paixões e interesses políticos, ajudem a causa com listas de nomes e assinaturas de eleitores. É o momento que outras igrejas, sindicatos, clubes de serviços como o Rotary, Lyons, ordens maçônicas, centrais sindicais, empresas públicas e privadas, centros acadêmicos, sociedade amigos de bairros, clubes esportivos, enfim, que cada setor organizado da sociedade dê a sua contribuição.

É verdade que apenas esse projeto de iniciativa popular não vai mudar de uma hora para outra os homens que governam em nosso nome o Brasil. Mas ajuda. É um passo no aprimoramento da democracia e isso ocorre de baixo para cima. O modelo de esperar que eles cortem na própria carne, ou dêem um tiro no pé, demonstrou até agora que não funciona. A reforma política está trancada em alguma gaveta do Congresso e cada vez que há pressão para que seja discutida surgem os argumentos mais inócuos para justificar porque não anda. Nem na sua totalidade, nem fatiada. Uma vez é porque é ano de eleição, outra vez é porque não é ano de eleição. Com isso essa oligarquia de privilegiados oriundos de diversas camadas sociais e partidos se cristalizam no poder. A iniciativa cidadã é o projeto de orígem popular, uma vez apresentado o Congresso vai ter que examiná-lo e com isso vai se dificultar a impunidade parlamentar a mão da corrupção. Não é difícil entrar no site da CNBB e dar uma contribuição para ajudar a melhorar o ambiente político. Depende apenas de nós. Heródoto Barbeiro -jornalista TV Cultura/CBN(http://www.herodoto.com.br/)

Link para o artigo: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/blogdobarbeiro/2009/01/23/l-u-t-a-c-i-d-a-d-a/

Da Folha de São Paulo (editorial) - Brechas eleitorais

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 26/02/09

Editoriais
editoriais@uol.com.br

Brechas eleitorais

Enquanto a Justiça aperta o cerco contra fraudes de campanha, Congresso deve reformas para ampliar transparência

A JUSTIÇA tem emitido sinais inequívocos de maior rigor contra as infrações em campanhas eleitorais. A destituição de Cássio Cunha Lima (PSDB) do cargo de governador da Paraíba, por decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral, foi apenas o exemplo mais recente.O endurecimento tem ocorrido em várias frentes. No caso do ex-governador, o processo envolvia abuso do poder econômico e político mediante utilização da máquina do Estado. Mas o cerco contra outros vícios, como a compra de votos e a boca-de-urna, também foi apertado.

O aperfeiçoamento da legislação teve peso importante nesses avanços. Como esta Folha noticiou, um artigo incluído na Lei Eleitoral em 2006, na esteira do escândalo do mensalão, abriu um flanco importante para a punição do caixa dois e outras fraudes que digam respeito a financiamento de candidatos. Esse artigo determina, entre outras providências, a cassação do mandato de políticos mediante comprovação de ilícitos na captação ou no desembolso de dinheiro durante a campanha. Foi o que ocorreu com o deputado federal Juvenil Alves (PRTB-MG), cassado em abril de 2008.

O mesmo procurador cuja ação redundou na cassação de Juvenil Alves assina outra peça importante, a denúncia contra o ex-ministro dos Transportes e prefeito de Uberaba (MG), Anderson Adauto Pereira (PMDB). O político reconheceu ter recebido R$ 410 mil do lobista Marcos Valério de Souza, pivô do mensalão, para quitação de dívidas do pleito de 2002. Nem tais dívidas nem os pagamentos efetuados com esse dinheiro apareciam na prestação de contas do então candidato.

Os avanços obtidos pela Justiça Eleitoral merecem ser saudados, mas a falta de celeridade é um problema que precisa ser enfrentado. Não faz sentido que os julgamentos definitivos ocorram só depois de os políticos terem exercido o mandato quase integralmente. Se são culpados, exerceram o papel sem legitimidade; se são inocentes, a incerteza sobre o mandato se estendeu demais. Nos dois casos, o prejuízo maior é do eleitor.

Evidentemente, o melhor caminho é a prevenção; é atuar com rigor durante a campanha e tirar do pleito os candidatos que cometam fraude. Para tanto, é preciso reformar as normas eleitorais no sentido de aumentar as exigências quanto à prestação de contas dos candidatos. É perfeitamente factível que todo o fluxo dos recursos, identificando cada doador e cada despesa, seja publicado diariamente na internet.Da mesma forma, cumpre extinguir as doações dissimuladas, feitas para o partido, e não para o candidato. Trata-se de um meio de omitir o nome dos favorecidos e retardar a identificação dos doadores.

Os congressistas têm até outubro para implantar essas e outras mudanças na legislação eleitoral -a fim de que as alterações possam vigorar no pleito de 2010. Se não o fizerem, correrão o risco de ver a Justiça, mais uma vez, tapar as lacunas dessa omissão interesseira.

Enviado por André Merli Ribeiro, de São Paulo, SP

REUNIAO COM O PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL - ALAN NETO

O MCCE REALIZARA NESTA SEXTA FEIRA, AS 10 HORAS, REUNIAO COM O PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL SR. VER. ALAN NETO, NA PAUTA SERA APRESENTADO-LHE O MCCE, HISTORIA-OBJETIVO E MISSAO. ENTREGAREMOS-LHE ALGUNS TEXTOS DO MOVIMENTO QUE PAUTAM SOBRE A ETICA NA POLITICA E OCOMBATE A CORRUPÇAO E AS IMPUNIDADES, BEM COMO O MATERIAL DA CAMPANHA FICHA LMPA, O TERMO DE ADESAO AO MCCE GUARULHOS DE COMPROMISSO PUBLICO DO VEREADOR NO COMBATE A CORRUPÇAO E AIMPUNIDADE.

APOS ESTA VISITA AGENDAREMOS E REALIZAREMOS TAMBEM NOSSA VISITA AOS OUTROS 33 VEREADORES DA CASA E AO SR. PREFEITO MUNICIPAL E AOS SECRETARIOS DE GOVERNO, ALEM DOS NOVOS PROMOTORES PUBLICOS ELEITORAIS E A DA CIDADANIA DE GUARULHOS. SEMPRE COM O OBJETIVO DE EMPENHAR NOSSOS ESFORÇOS PARA REALIZAR UM ACOMPANHAMENTO E FISCALIZAÇAO DO LEGISLATIVO E DO EXECUTIVO, SEMPRE PAUTADO PELO ESPIRITO DO MCCE GUARULHOS, FAZER UMA AÇAO EFETIVO DENTRO DO ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO.

FRATERNALMENTE

MARLON LELIS DE OLIVEIRA
COORD. MCCE GUARULHOS
11-2885-6997 ou 9383-4727

[*] abaixo reafirmamos o convite para nosso evento na OAB dia 27/02/09 as 19hs.

_______________________________________________________

O MCCE GUARULHOS CONVIDA VOSSA SENHORIA:

A PARTICIPAR CONOSCO DA NOSSA SESSÃO PLENÁRIA COM TEMA: "O REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA MUNICIPAL E A PARTICIPAÇÃO POPULAR". SERÁ DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2009, ÀS 19 HORAS, NA OAB GUARULHOS - RUA LUIZ FACCINI, 394 - CENTRO - GUARULHOS. INFORMAÇÕES 11-2885-6997 ou 9383-4727 ou no EMAIL: MCCEGUARULHOS@IG.COM.BR

*VEJA CARTAZ CONVITE EM
HTTP://COMITE9840GUARULHOS.BLOGSPOT.COM

PAUTA:
19:00 - RECEPÇÃO E CREDENCIAMENTO
19:15 - AMBIENTAÇÃO E INFORMES
19:30 - SAUDAÇÃO AOS PARTICIPANTES
19:45 – RELATO DO ACOMPANHAMENTO FEV/2009 DA CAMARA MUN. GUARULHOS
20:00 – APRESENTAÇAO DO TEMA DE ESTUDO
20:45 - PERGUNTAS DA PLATÉIA
21:15 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
21:30 - ENCERRAMENTO E AVISOS ÚLTIMOS.

VOSSA PRESENÇA SERÁ MUITO BEM VINDA E APROVEITO PARA SOLICITAR DIVULGAÇÃO DESTE EVENTO EM VOSSA REDE DE AMIGOS E INTERESSADOS NO TEMARIO.

FRATERNALMENTE:

MARLON LELIS DE OLIVEIRA
COORD. MCCE GUARULHOS
11-2885-6997 - 9383-4727

Enviado por Marlon Lelis de Oliveira, de Guarulhos, SP

Da Gazeta Mercantil - Custo da corrupção no Brasil alcança R$ 10 bilhões ao ano

Fonte: Jornal Gazeta Mercantil - 25/02/09

Custo da corrupção no Brasil alcança R$ 10 bilhões ao ano

Brasília, 25 de Fevereiro de 2009 - O Brasil aparece em pesquisa publicada este mês pela organização não governamental International Budget Partnership (IBP) como o país mais transparente da América Latina na aplicação do orçamento público.

Contudo, o dado perde o brilho quando confrontado com problemas variados, como a demora na reforma do código de processo penal ou o famigerado excesso de cargos comissionados no Executivo federal, e seus efeitos mais diretos no governo. Os dois fatores são citados por especialistas entre as causas para uma perda anual nos cofres públicos estimada em R$ 9,6 bilhões por conta da corrupção no país.

"A legislação processual penal brasileira é, para dizer pouco, retrógrada e ineficiente", critica o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, que comanda o órgão responsável pela fiscalização de fraudes no uso do dinheiro público e pelo desenvolvimento de mecanismos de prevenção à corrupção e ao desvio de dinheiro público, obtido à custa de cobrança de uma carga tributária de quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB).

O principal problema do código, diz o ministro da CGU, é o número elevado de brechas legais que abrem caminho para recursos por parte dos acusados e, por conta disso, para processos que se arrastam por anos a fio sem conclusão.

"É a presunção da inocência levada até as últimas consequências, um embaraço que foi legitimado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal. Quem tem acesso a um bom advogado vai ver seu processo se estender por 15, 20 ou mais anos. E todos sabemos que criminosos do colarinho branco sempre têm acesso aos melhores escritórios de advocacia", acentua Jorge Hage.

Propinas

O resultado é a elevada percepção de impunidade, que reduz investimentos e aumenta a corrupção no relacionamento entre entes privados e servidores públi-cos. Levantamento realizado em 2002 pela multinacional Kroll Associates,de gerenciamento de risco, e pela ong Transparência Brasil afirma que quase um terço das empresas brasileiras já recebeu pedidos de propina por funcionários públicos das mais diversas áreas em troca da liberação de alvarás ou licenciamentos.

"A cultura do brasileiro nessa relação entre público e privado ainda é muito contaminada", afirma o professor de Teoria da Corrupção no departamento de Ciências Políticas da UnB, Ricardo Caldas.

Ele inclui nesse arcabouço a questão do financiamento privado de campanhas eleitorais, fator que, para o professor, colabora em muito com a corrupção no Executivo e no Legislativo, em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal).

"E não adiantam paliativos, a imposição de um limite de gastos nas campanhas, por exemplo, acabou por criar um efeito contrário: sobrou dinheiro para um caixa dois usado amplamente na compra de votos", observa Ricardo.

Caldas, que cita a explosão de processos na Justiça Eleitoral contra governadores eleitos, como o que cassou o ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), ameaça do mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), como exemplos dessa consequência.
"A compra de votos é um ato sutil de corrupção onde o político muitas vezes sequer aparece diante do eleitor. Ele se preserva e manda um cabo eleitoral.Uma reforma política ampla pode não ser a cura para esses problemas, mas ela é necessária como início de uma mudança nessa cultura", enfatiza o acadêmico da UnB.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Karla Correia)

Veja também entrevista com Claudio Weber Abramo, da Transparência Brasil: "Não é possível ser íntegro na miséria" - http://docs.google.com/Doc?id=dgx3c728_101grvxxzc6

Enviado por André Merli Ribeiro, de São Paulo, SP

Do Jornal Cruzeiro do Sul - Católicos debaterão segurança pública durante a Quaresma

Católicos debaterão segurança pública durante a Quaresma

Regina Helena Santos
Notícia publicada na edição de 25/02/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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Debater a insegurança, levando em conta a responsabilidade e o papel de cada um para fortalecer a sociedade a mudar este quadro. Esse será o principal objetivo da Campanha da Fraternidade de 2009, que começa na quarta-feira de Cinzas - 25 de fevereiro - com o tema Fraternidade e Segurança Pública e o lema A paz é fruto da Justiça. Criada em 1964 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a iniciativa traz, a cada ano, um assunto diferente que se torna o foco da evangelização, por meio dos sermões das missas em todo o Brasil e de encontros promovidos durante o período da Quaresma - os 40 dias que antecipam a data da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Todas as paróquias já receberam material de apoio para este trabalho, comentou Anice Souza de Almeida, coordenadora arquidiocesana da campanha.

De acordo com o arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, a igreja pretende conscientizar os cristãos de que o mal tem raízes e não há ninguém, na sociedade, que não esteja comprometido com esta questão. O verdadeiro cristão não deve somente apontar o mal, mas pensar: o que eu posso fazer para ajudar a mudar isso?. Para a escolha do tema, os bispos brasileiros avaliam os assuntos que estão afetando diretamente a sociedade e que necessitam de uma reflexão mais profunda. Muita gente fala que o ser humano tem uma tendência natural para fazer maldades. Porém, sabemos que as circunstâncias e o ambiente favorecem muito as pessoas a ingressarem no mundo da criminalidade, falou dom Eduardo, destacando que o Brasil possui uma série de problemas crônicos de insegurança. Existem bolsões de pobreza, ligados diretamente ao tráfico de drogas e provenientes da desigualdade social. Enquanto a sociedade não atender às necessidades fundamentais do ser humano, será difícil mudar esse quadro, opinou, referindo-se à moradia digna, saneamento básico e emprego. Diante da amplitude do tema escolhido para este ano, o arcebispo de Sorocaba admite que é quase impossível não relacionar a falta de oportunidades sociais com a atuação dos políticos brasileiros. Em uma sociedade organizada, existem pessoas, dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, que são responsáveis pela condução dessa sociedade e por criar políticas públicas para melhorar a vida da comunidade.

Além dos debates nas paróquias, a Campanha da Fraternidade será tema de um encontro no próximo dia 6 de março, na Câmara Municipal de Sorocaba, que reunirá vários segmentos da sociedade. Haverá ainda a intensificação da busca por adesões ao abaixo assinado, organizado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), com o apoio da CNBB, que defende a apresentação de um projeto de iniciativa popular, no Congresso Nacional, para criação de uma lei que impeça a candidatura de qualquer pessoa que esteja sendo condenada pela Justiça, mesmo que em...

Leia a reportagem na íntegra em: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=163522

Divulgando a campanha ficha limpa

Olá pessoal,

Nossa mobilização na Casa da Cultura rendeu em dois finais de semana aproximadamente 330 assinaturas. Houve divulgação nos jornais locais e até da região de Mogi das Cruzes, inclusive com direito a entrevista. Para ver basta acessar o link: http://www.dattv.com.br/tv/Default.aspx?id=208

Estamos planejando novas mobilizações para o mês de março.

abraços

Kátia Hidalgo Daia
Coordenadora do Comitê 9840 de
Bertioga Centro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Voluntários para nova coleta da Campanha Ficha Limpa no Conjunto Nacional - 9 a 13/03/09

Pessoal,

A próxima coleta no Conjunto Nacional (localizado na Avenida Paulista, em São Paulo) acontecerá de 9 a 13 de março - ou seja, na segunda semana do mês.

E no período de 2 a 6 de março faremos uma abordagem direta junto aos condôminos do Conjunto Nacional. Todos eles receberão uma carta, uma ou duas folhas de assinatura e um folheto de divulgação da Campanha Ficha Limpa.

Precisamos de voluntários para auxiliar no posto de coleta. Portanto, quem puder e quiser trabalhar lá conosco, entre em contato pelo e-mail campanhafichalimpasp@uol.com.br. O posto funcionará das 9h às 19h.

Vamos realizar mais uma belíssima coleta.

Um grande abraço,

Renata Celani

Carnavalesco Joãosinho Trinta apóia Campanha Ficha Limpa

Joãosinho Trinta declarou seu apoio à Campanha Ficha Limpa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O homenageado da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) no carnaval deste ano no Distrito Federal também convidou o MCCE para participar do desfile das escolas de samba no Ceilambódromo, na terça-feira, 24/02.

O apoio do carnavalesco Joãosinho Trinta à Campanha Ficha Limpa aconteceu depois de um encontro entre a diretora da Secretaria Executiva do MCCE, Jovita José Rosa, e o assessor do artista, Ricardo Marques, em Brasília (DF). Segundo Ricardo, Joãosinho decidiu apoiar a Campanha e, para isso, convidou militantes do Movimento a desfilarem, divulgando a Campanha, no Ceilambódromo, na terça-feira de carnaval, 24/02.

O desfile da "Ficha Limpa" acontecerá antes da passagem da escola de samba Aruc, que este ano homenageia Joãosinho Trinta. O MCCE também aproveitará a oportunidade para distribuir folders da Campanha e coletar mais assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos.

Cristiane Vasconcelos
Assessoria de Comunicação – Comitê Nacional
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
comunicacaomcce@gmail.com
www.mcce.org.br

Carnaval da Campanha Ficha Limpa

Amigos/as,

Espero que todos/as estejam bem animados/as para o carnaval, principalmente para coletar assinaturas para a Campanha Ficha Limpa.

Aqui no DF estamos organizando a participação do MCCE na escola de samba Aruc, que nos cedeu espaço, via solicitação do carnavalesco Joaosinho Trinta (homenageado pela escola e comprometido com a Campanha), para panfletar e coletar assinaturas. Gostaríamos muito que todos os comitês 9840 espalhados pelo Brasil organizassem algum tipo de ação para coletar assinaturas durante o carnaval. Precisamos intensificar a nossa Campanha para submeter até junho deste ano o Projeto de Lei.

Pretendemos divulgar nova parcial do número de assinaturas no dia 3 de março, como resultado da coleta durante o carnaval. Pedimos que todos/as ajudem para ampliarmos o número de assinaturas.

Atenção: é preciso que o nome do/a eleitor/a seja preenchido sem abreviação, conforme título de eleitor. Estamos tendo dificuldade em obter o número do título com nomes incompletos.

Abraços e bom carnaval!!!

Suylan Midlej
Secretária Executiva - Comitê Nacional
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(61) 2193 9646
www.mcce.org.br

Divulgando a Campanha nas paróquias


Oi, Caci,

Conforme conversamos envio para seu conhecimento o folder que entreguei para:
- Paróquia São Pedro Apóstolo - Pe. Renato
- Paróquia São João Vianei - Pe. Renato - entreguei para a Vanda
- Irmãs de Sion - Rua Iperoig 209 Perdizes
- Irmã Maria Gilvaneide e Irmã Joselia
- Maria Aparecida da Silva - Participa do Bazar da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Curso de Italiano

Informo que vou entregar no domingo na Paróquia Nossa Senhora da Lapa - Pe. Adauto
e vou na OAB

Abraços

Inez Mariza

Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP

Paraná estabelece meta para coleta de assinaturas da Campanha Ficha Limpa

Brasília, 19 de fevereiro de 2009

Assessoria de Imprensa

Regional Sul 2 discute Missão e organização das Pastorais Sociais

A diocese de Apucara (PR) realizou, entre os dias 13 e 15 de fevereiro, um encontro das Pastorais Sociais do Regional Sul 2 da CNBB (Paraná). Estiveram presentes 17 dioceses, entre as 18 do Regional, num total de 115 agentes de pastoral.

Durante o Encontro, dois objetivos principais foram destacados: Refletir sobre a Missão da Pastoral Social, a partir de Aparecida com o auxílio da assessora da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e Paz da CNBB, irmã Delci Maria Franzen e do assessor das Pastorais Sociais da arquidiocese de Londrina, padre Altair Manieri.

E o segundo trata-se da organização das Pastorais Sociais, levando em conta os seus papeis específicos, respeitando as diferenças [unidade na diversidade] e planejando a criação da Cáritas Regional. O secretário-executivo do Regional Sul 2, padre Carlos Chiquim, esteve presente coordenando a articulação das Pastorais em âmbito Regional, na perspectiva da pastoral orgânica. “Estes objetivos foram iluminados através do evangelho e o comprometimento de uma nova estrutura da Igreja contida no Documento de Aparecida, proporcionando um novo rosto das pastorais”, comenta irmã Delci.

Estiveram presentes o bispo da diocese de Paranaguá (PR) e referencial nacional da Pastoral Afro, dom João Alves dos Santos, e o bispo da diocese de São José dos Pinhais e referencial das Pastorais Sociais do Regional Sul 2, dom Ladislau Biernaski.

Como encaminhamentos foram apresentados propostas discutidas em grupos de integrar os eixos das pastorais referentes à sua organização eclesial-pastoral e a sua presença no mundo. Foram assumidas as seguintes ações comuns: alcançar a meta de 200 mil assinaturas do projeto “ficha limpa”, participar intensamente da Campanha da Fraternidade e das Conferências sobre Segurança Pública, participar da Romaria da Terra do estado, realizar a Conferência da Paz nas Câmaras Municipais e na Assembléia Legislativa do Estado, entre outros.

Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP
Fonte: Notícias Dia-a-Dia nº 2103 - CNBB

Comitê 9840 de Mato Grosso pede cassação de vereador por compra de votos e quebra de decoro parlamentar

O Comitê Estadual 9840 de Mato Grosso entregou uma Carta de Princípios ao presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Deucimar Silva. O documento pede a cassação do vereador Ralf Leite que foi flagrado cometendo ato sexual com adolescente em rua da capital. O vereador já responde por acusações de compra de votos nas eleições de 2008. 

A carta apresentada pelo Comitê de Mato Grosso ao vereador Deucimar Silva, presidente da Câmara de Cuiabá, pede a cassação do vereador Ralf Leite com base na violação dos deveres, na falta de decoro parlamentar e nas acusações de improbidade administrativa. Ralf foi flagrado pela Polícia Militar abusando sexualmente de um adolescente em via pública de Cuiabá. 

O vereador ainda responde processo do Ministério Público Eleitoral (MPE) por compra de votos e abuso de poder econômico. Ralf leite é acusado de abuso econômico no uso de combustível (que rendeu a prisão em flagrante de um de seus irmãos) e o suposto apoio recebido de detentos de um dos presídios de Cuiabá. Segundo a acusação, houve inclusive contatos telefônicos entre presos em busca do apoio à eleição do parlamentar. 

A Carta de Princípios do Comitê 9840 faz duas solicitações ao presidente da Câmara de Cuiabá. A primeira é a instauração de comissão para processo de declaração de falta de decoro em desfavor de Ralf Leite, por notícia de conhecimento público. A segunda solicitação é a instauração de processo por improbidade administrativa, pelo vereador ter se utilizado de advogados da Câmara em sua defesa na Delegacia. 

Fonte: Assessoria de Comunicação SE-MCCE e jornal O Documento.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

reuniao coord mcce Guarulhos


Amigos nesta quarta temos nossa reuniao as 19:30 hs
nossa pauta organizar o evento do dia 27/02, as 19hs na oab e montar nossas avaliaçoes das sessóes da camara ate mo momento.
em anexo o folder da sessao plenaria tema: REGIMENTO INTERNO DA CAMARA E A PARTICIPAÇAO POPULAR.
aguardo todos aqui em casa.
abraços

marlon lelis
11-2885-6997 / 9383-4727

Caso Cunha Lima - Textos da Agência Brasil e de vários jornais

VÁRIOS TEXTOS sobre a cassação do governador Cunha Lima.

Lembrando: ele é filho do senhor Ronaldo Cunha Lima (http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac73566,0.htm)

André

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

TSE confirma cassação de mandato de Cássio Cunha Lima do governo da Paraíba

Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou hoje (17) recursos do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice José Lacerda Neto (DEM), contra a cassação de seus mandatos, decretada em 20 de novembro do ano passado pela prática de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006.

Os ministros reiteraram que deverá assumir o governo da Paraíba o senador José Maranhão (PMDB), que ficou em segundo lugar no último pleito. Cunha Lima ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal(STF), mas terá que deixar o cargo imediatamente, tão logo a decisão seja comunicada ao TRE da Paraíba. Cunha Lima ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a decisão, a defesa de Cunha Lima deu entrada a um mandado de segurança no TSE, para ser julgado ainda na sessão de hoje, em que pede a manutenção do governador cassado no cargo até a publicação do acórdão no Diário da Justiça.

Cunha Lima se mantinha no cargo por meio de liminar concedida pelo próprio TSE em 27 de novembro do ano passado, até que se esgotassem as possibilidades de recurso na Corte.

O julgamento foi retomado com o voto do ministro Arnaldo Versiani, que pediu vista do processo em 17 de dezembro de 2008, quando alegou que precisava conhecer profunddamente os memoriais. Versiani negou o recurso e votou no sentido de que fosse realizada eleição indireta pela Assembléia Legislativa da Paraíba, no prazo de 30 dias, para preencher o cargo de governador.

A proposta de nova eleição foi criticada pelos ministros Joaquim Barbosa e o relator do processo, Eros Grau. Barbosa chegou a classificar o voto de Versiani como "absurdo" e Grau o definiu como uma “afronta” à jurisprudência da Corte. “Não me parece adequado estabelecer nova eleição quando não houve nulidade de mais de 50 % dos votos”, afirmou o relator. Apenas o ministro Felix Fischer...

Enviado por André Merli Ribeiro, de São Paulo, SP
Leia as notícias na íntegra em: http://docs.google.com/Doc?id=dgx3c728_100dwgrcgf7

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Da Folha Online - AMB quer que candidatos informem se estão com "ficha suja" na Justiça

10/02/2009 - 20h53
AMB quer que candidatos informem se estão com "ficha suja" na Justiça

da Folha Online

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) quer que os candidatos sejam obrigados a informar à Justiça Eleitoral se respondem a processos judiciais. Para o presidente da AMB, Mozart Valadares Pires, assim como fazem a declaração de seus bens, os candidatos também devem informar se estão com "ficha suja" na Justiça.

"É direito de todo cidadão conhecer o passado de seu candidato", afirmou Pires, por meio de nota.

A sugestão da AMB foi apresentada nesta terça-feira ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, para ser incluída nas resoluções da Corte para as eleições de 2010.

Nas eleições municipais do ano passado, a AMB colocou na internet uma lista com a relação dos candidatos que tinham "ficha suja" na Justiça.

Outra sugestão apresentada pela AMB é a realização de audiências públicas pela Justiça Eleitoral durante a campanha eleitoral.

Segundo o presidente da AMB, nas eleições municipais do ano passado, os juízes realizaram 1.469 audiências públicas em 964 zonas eleitorais.

"[Essas audiências] abrem um importante canal de comunicação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade, ampliando as vias de divulgação da legislação eleitoral", afirmou Pires por meio de nota.

Leia mais sobre "ficha suja"
Campanha da CNBB ataca prática do "rouba, mas faz"
Levantamento mostra que 23 prefeitos reeleitos em SP respondem a processos
Movimento anticorrupção recolhe assinaturas contra candidatura "ficha suja"

Do Portal Tudorondonia - Restrição para candidato com problema na Justiça é uma das poucas novidades da reforma política defendida pelo governo

Restrição para candidato com problema na Justiça é uma das poucas novidades da reforma política defendida pelo governo


Cercada de desconfiança por todos os lados, a mais nova proposta de reforma política do governo Lula desembarcou ontem (10) no Congresso com velha roupagem para tentar transpor os mesmos obstáculos que impediram o avanço de suas antecessoras.

A julgar pelas mudanças defendidas pelo Executivo, como a adoção do voto em lista fechada e do financiamento público de campanha, poucas são as chances de a espinha dorsal da proposta ser aprovada na atual legislatura. Isso porque essas mesmas medidas já foram rejeitadas pelo Plenário da Câmara em 2007.

Distribuído em sete proposições, o pacote traz a rigor duas novidades: o impedimento da candidatura de pessoas condenadas em tribunais de Justiça e a abertura de uma “janela” para os políticos trocarem de partido antes das eleições.Em junho do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o entendimento de que somente pessoas condenadas em última instância podem ser consideradas inelegíveis. De acordo com um dos projetos da reforma política, condenados em segunda instância pela Justiça eleitoral ou por crimes contra a administração pública, entre outros, não poderão se candidatar por pelo menos três anos.

Candidatura condenada

O veto também vale para os condenados pelos crimes de abuso do poder econômico ou político, tráfico de drogas, contra o patrimônio público, o mercado financeiro e a fé pública, como falsificação de documentos.“Isso contempla o artigo 14 da Constituição Federal, que protege alguns valores como a moralidade e a vida pregressa do candidato”, observa o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

Nas eleições do ano passado, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) encabeçou campanha contra os chamados “ficha suja”, com a divulgação dos candidatos que respondiam a processo na Justiça. O modelo proposto pelo governo, explica Dino, é intermediário entre a proposta da entidade e o que prevê a atual legislação.Por um lado, não impede a candidatura de processados; por outro, veda que pessoas com vida pregressa no mínimo duvidosa se valham de protelações na Justiça para garantir sua candidatura. “A inelegibilidade vai se dar toda vez que a decisão se der por um colegiado, seja ele o Tribunal de Justiça ou os tribunais superiores”, esclarece o ex-juiz.

O líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), entende que a proposta é razoável. “Para quem já tem uma condenação, eu entendo ser constitucional”, diz o oposicionista. Na avaliação do deputado, a idéia tem boas oportunidades de vingar na Casa. “É um momento de dar uma resposta à sociedade.”

Publicada em 11/02/2009
Leia a reportagem na íntegra em: http://www.tudorondonia.com/ler.php?id=10135

Do Portal G1 - Governo encaminha proposta de reforma política ao Congresso

GOVERNO ENCAMINHA PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA

Voto em lista fechada e financiamento público serão debatidos.São seis projetos de lei e uma proposta de emenda à Constituição.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

saiba mais
Relator da reforma política pedirá fim da reeleição
Sistema partidário brasileiro está 'falido', diz Tarso Genro
Governo explica proposta de reforma política no Congresso
Governo aceita sugestões, mas não negocia 'princípios' da reforma política

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional sete projetos para reformar o sistema político nacional. As mensagens foram enviadas na segunda-feira (9) e publicadas no Diário Oficial nesta terça-feira (10).

Nesta manhã, os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Tarso Genro (Justiça) se encontraram com os presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para debater o tema. A reforma proposta pelo governo abrange itens como voto em lista fechada para as eleições proporcionais, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, cláusula de barreira para partidos políticos e inelegibilidade de candidatos com ficha suja.

Múcio destacou que uma das novidades da reforma é justamente a possibilidade de o Congresso poder debater os temas de forma separada por meio de sete projetos. São cinco projetos de lei ordinários, um de lei complementar e apenas uma emenda constitucional, que necessita de mais apoio para entrar em vigor. “Esse conjunto de idéias que nós trazemos hoje vem de centenas de entidades da sociedade civil, da academia e de cientistas que estudam este problema. A idéia é aprimorar, e está na vontade suprema dos deputados e senadores aceitar essas idéias e melhorar o sistema”, disse o ministro das Relações Institucionais.

Publicado em 10/02/09
Fonte: G1

Veja imagens da coleta de assinaturas para a Campanha Ficha Limpa na Praça John Lennon (Alto da Lapa, SP)

A coleta ocorreu em dezembro de 2008. Caso você tenha imagens de outras coletas, envie-as para o blog através do e-mail campanhafichalimpasp@blogspot.com:






Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

campanha ficha limpa em Bertioga

Olá pessoal,

Nesse primeiro final de semana de coleta de assinaturas na Casa da Cultura de Bertioga conseguimos aprox.200 assinaturas.

A grande maioria assinou e nos agradeceu bastante por estar realizado esta campanha. Como a notícia do momento não faltaram comentários sobre o absurdo do deputado do castelo e pessoas relatando de casos e compra de votos e novas eleições que estão ocorrendo em suas cidades de origem.Como atendemos muitos turistas, incentivamos a também promoverem a coleta em suas cidades, instruindo-os a entrar no site e imprimir o formulário.

Fomos entrevistados e filmados por um veículo de comunicação de Mogi das Cruzes responsável pela TV Diário e Jornal Diário do Alto Tiete. Em matéria local saiu uma notinha no Jornal da Baixada divulgando nossa mobilização e o Jornal da Hora fotografou-nos e disse que deverá publicar algo em próxima edição.

Estaremos novamente por lá nesse final de semana, nos dias 13, 14 e 15/02/09. Agradecemos aos voluntários que nos apoiaram. Segue anexo algumas fotos.

Vamos em frente!

abraços

Kátia Hidalgo Daia
Coordenadora do Comitê 9840 de
Bertioga Centro



Da Revista Consultor Jurídico - OAB cria grupo para estudar combate à corrupção

Um grupo criado pela OAB terá a responsabilidade de sugerir mudanças legislativas que coíbam a corrupção eleitoral. Em cerimônia realizada nesta terça-feira (9/2), que contou com a participação dos presidentes do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Britto; do Senado Federal, José Sarney; e da Câmara dos Deputados, Michel Temer; a Ordem criou o Grupo de Coordenação de Direito Eleitoral, que será composto por advogados e ex-ministros do TSE. As informações são da Agência Brasil.

"Sem o combate à compra de votos nas eleições, a democracia não se tornará legítima, autêntica. Teremos uma democracia de faz-de-conta e o representante não será necessariamente do povo, mas dos financiadores de campanha", afirmou o presidente da Comissão Nacional de Legislação da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, que irá coordenar o grupo.

Uma primeiras propostas a ser apresentada será o aumento do prazo de inelegibilidade de canditatos condenados por compra de votos de três para cinco anos. "É uma possibilidade a ser considerada. Um endurecimento da legislação eleitoral, nessa perspectiva de combate à corrupção, se faz necessário", disse o ministro Carlos Britto. "A fraude é exatamente um dos pontos de fragilidade estrutural do sistema eleitoral, com uso de meios ilícitos desde o financiamento da campanha até a prestação de conta."

Outro foco dos trabalhos serão sugestões que reduzam o tempo de duração dos processos na Justiça Eleitoral. "Há uma demora muito grande nos processos. Mandatários eleitos com práticas abusivas de poder político e econômico exercem o cargo público durante muito tempo", disse Coelho.

Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, um dos pontos mais importantes a ser discutidos é uma consolidação das leis eleitorais. "Hoje as normas eleitorais são decididas às vésperas das eleições, o que não queremos mais. Só teremos leis definitivas a partir de uma consolidação, que una todas as leis esparsas, aquelas que geram confusão, e as leve para a claridade", disse.

"Essa iniciativa da OAB é fundamental para a consolidação das leis eleitorais", disse Michel temer. Para ele, o fato de essa consolidação dar maior estabilidade ao sistema vai permitir que o Tribunal Superior Eleitoral não precise regulamentar a matéria, "como tem sido nos últimos tempos".

Fonte: Revista Consultor Jurídico . 09/02/09
Enviado por Marlon Lelis, de Guarulhos, SP

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

MCCE se reúne com membro do Forum de Solidaridad Perú para discutir ações de combate à corrupção eleitoral

O representante do Fórum Solidaridad Perú, Giancarlo Castiglione, participou de reunião com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), nesta sexta-feira, 06/02, em Brasília, para conhecer as ações do Movimento. Ao final da reunião, o MCCE propôs o início de uma ação articulada entre Brasil e Peru para o combate à corrupção eleitoral.

As campanhas do MCCE, os resultados alcançados, a atuação dos Comitês 9840 e a relação do Movimento com a mídia no país foram alguns dos temas discutidos entre o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e o representante do Forum Solidaridad Perú, Giancarlo Castiglione, em reunião, no dia 06/02, em Brasília. Interessado em levar exemplos de experiências bem sucedidas para o Peru, Castiglione se reuniu com membros do MCCE para conhecer sobre a estrutura e a atuação do Movimento e trocar idéias sobre como combater a corrupção eleitoral.

Giancarlo disse que o cenário político atual do Peru apresenta muitas dificuldades, o que inibe a implementação de ações mais efetivas de movimentos sociais organizados. Segundo ele, os movimentos sociais no Peru ainda atuam contra problemas pontuais, centrados em suas regiões. Além disso, há uma despolitização das instituições, das empresas, o que enfraquece inclusive os partidos políticos. Contra essa realidade, Castiglione acredita que um trabalho como o do MCCE – estruturado em comitês por todo o país – que atua na mobilização social em rede, pode ser...

Fonte: MCCE
Leia a notícia na íntegra em: http://www.mcce.org.br/noticias/not590.htm

Força-tarefa da Polícia Federal dará celeridade a investigações eleitorais em Alagoas

O pedido para envio de reforço que auxilie nas investigações de mais de 300 inquéritos da Polícia Federal em Alagoas foi feito pelo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto. Entre os inquéritos, todos relativos à eleição passada, estão denúncias encaminhadas pelo Comitê 9840 de Alagoas e pela seccional da OAB/AL.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, aceitou o pedido do Conselho Federal da OAB de enviar uma força-tarefa da Polícia Federal para acelerar as investigações de cerca de 330 inquéritos policiais em Alagoas. Todos os inquéritos tratam de denúncias feitas na eleição passada, envolvendo vereadores e prefeitos do Estado.

Segundo o representante do Comitê Estadual 9840 de Alagoas, Fernando da Silva, muitas dessas denúncias foram encaminhadas pelo Comitê que atuou na fiscalização em todo o Estado durante as Eleições 2008. Compra de votos e uso eleitoral da máquina administrativa estão entre as principais denúncias, a maioria delas com provas. Para Fernando, a ação da força-tarefa veio no momento certo para dar celeridade às investigações...

Fonte: MCCE
Leia a notícia na íntegra em: http://www.mcce.org.br/noticias/not589.htm

Para o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, "no direito eleitoral, em dúvida fica-se a favor da sociedade"

"Entendo que o processo penal, que trata do indivíduo, e o direito eleitoral, que trata da representação da coletividade, não se comunicam. Eles têm pressupostos filosóficos diferentes. A regra segundo a qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado protege o indivíduo. Acho isso correto, claro. Mas também acredito que o indivíduo não pode usar essa regra em seu benefício quando pretende ocupar um cargo eletivo. No direito penal, em dúvida fica-se a favor do réu. No direito eleitoral, em dúvida fica-se a favor da sociedade. Quando um político exibe um número de processos que evidencia um namoro aberto com a delituosidade, esse político não pode representar a coletividade."

O trecho acima é parte da entrevista que o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, concedeu à revista Veja em 6/07/2008.

Leia a entrevista na íntegra em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_290131.shtml?func=1&pag=0&fnt=9pt

Artigo - Justiça Eleitoral ajuda 'fichas-sujas'

JUSTIÇA ELEITORAL AJUDA 'FICHAS-SUJAS'

Lucia Hippolito*

ELEIÇÕES 2008

Até este ano, um entendimento do TSE a respeito da impugnação de candidaturas era importante instrumento dos TREs no esforço para barrar os candidatos com ficha suja.

Explico: desde 2006, o TRE do Estado do Rio vinham impugnando candidaturas. Claro que o candidato podia recorrer ao TSE. Mas enquanto o plenário do TRE decidia e enquanto o TSE não julgava o último recurso, o candidato estava proibido de fazer campanha.

Não resolvia o problema do candidato com ficha suja, mas ajudava.

Nas eleições de 2006, por exemplo, no Estado do Rio nenhum candidato envolvido na máfia das sanguessugas foi reeleito. Ponto para a Justiça Eleitoral. Ponto para o eleitor.

Amparado neste exemplo, o presidente do TRE-RJ convenceu os presidentes de todos os TREs a encamparem a campanha contra o “ficha-suja”.

O colégio de presidentes de TREs tomou várias resoluções a esse respeito.

Mas o TSE entendeu que a presunção da inocência deveria valer também para matéria eleitoral (contrariando opinião do próprio presidente da casa, ministro Carlos Ayres Britto). Com isso, os “ficha-suja” relaxaram. E continuaram alegremente a fazer suas campanhas.

Os presidentes de TREs, por sua vez, não desistiram de impugnar candidaturas, porque contavam com o entendimento de que, enquanto o processo não é julgado, o candidato não pode fazer campanha.

Pois para as eleições de 2008, o TSE decidiu facilitar ainda mais a vida dos candidatos “ficha-suja”. Baixou resolução permitindo que os candidatos...


*Jornalista

Fonte: Site Rede de Participação Política do Empresariado - FIEPR
Publicado em 25/09/2008
Leia o artigo na íntegra em: http://www.fiepr.org.br/redeempresarial/Notes2218content57673.shtml

Artigo - Inelegibilidade: barrando os "ficha suja"

INELEGIBILIDADE: BARRANDO OS "FICHA SUJA"

Kiyoshi Harada
jurista, professor e especialista em Direito Financeiro e Tributário pela USP

O Senado Federal, em meio à pressão popular para barrar a candidatura de políticos com "fichas sujas" iniciou a discussão do Projeto de Lei Complementar nº 390/05 com a emenda substitutiva apresentada, para complementar a regulamentação do disposto no § 9º do art. 14 da Constituição Federal:

"§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

Verifica-se, de pronto, que não se trata de uma faculdade conferida ao Legislativo, mas de expressa determinação para que o Congresso Nacional acrescente às hipóteses de inelegibilidades previstas nos §§ 4º e 8º, do art. 14 outros casos de inelegibilidade.
Só que a Constituição não deu uma carta em branco ao Parlamento Nacional. Prescreveu balizamentos mínimos para a ação do legislador, que deve buscar motivação válida do ato legislativo, fundamentando sua ação, dentre outros valores, na proteção da probidade administrativa e na moralidade para o exercício do mandato.

Assim, o projeto legislativo em discussão altera a redação...

Fonte: Site Jus Navigandi
Publicado em julho de 2008
Leia o artigo na íntegra em: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11521

sábado, 7 de fevereiro de 2009

CONSULTA: propostas do Conjunto Nacional - nova coleta em março e outros

Por conta do sucesso da recente coleta no no Conjunto Nacional (de 26 a 30/1 - mais de 2.500 assinaturas em cinco dias), fomos novamente convidados pela administração do local a voltar lá em março.

Com as seguintes propostas:

. Podemos trabalhar nas duas primeiras semanas de março - ou em apenas uma semana, ou nas duas semanas, se houver interesse de nossa parte;

. Sugeriu-se que na primeira semana o posto de coleta fique no corredor da Horsa II, onde fica a loja maior da Livraria Cultura e por onde passa o pessoal que trabalha no local (o Conjunto Nacional tem 400 condôminos);

. E na segunda semana poderíamos voltar ao local original do posto de coleta, por onde trafega o pessoal que sai do metrô, consumidores que freqüentam as lojas do Conjunto, etc.;

. Há perspectiva de se contactar diretamente alguns locais de trabalho, como o call-center que fica no primeiro andar;

. E se houver interesse de nossa parte, podemos agendar uma coleta no Conjunto Nacional mensalmente, daqui pra frente.

Estamos fazendo uma consulta no blog aos interessados em trabalhar voluntariamente no Conjunto Nacional pela Campanha Ficha Limpa, tendo em vista a perspectiva da coleta de março, e em que horários (lembrando que o posto de coleta fica aberto das 9h às 19h). Amigos e familiares podem ser também consultados.

Precisamos responder ao CN sobre a coleta de março na semana que vem. Pedimos que vocês nos retornem até quarta-feira próxima, dia 12/2.

Um grande abraço,

Caci Amaral e Renata Celani
MCCE - Campanha Ficha Limpa
Comitê 9840 Estadual - São Paulo
(11) 3022 9485 . 3022 6821 . 9157 2634
campanhafichalimpasp@uol.com.br

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Artigo - Ficha suja: partidos políticos não cumprem o seu papel

FICHA SUJA: PARTIDOS POLÍTICOS NÃO CUMPREM O SEU PAPEL

Por Pedro Benedito Maciel Neto*

Estamos acompanhando o debate sobre a possibilidade de cidadãos, que respondam a certos processos, poderem ou não registrar suas candidaturas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que, em tese, poderão porque a lei proíbe as candidaturas somente no caso de condenação transitada em julgado, mas os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) decidiram que os candidatos de “ficha suja” terão as candidaturas impugnadas.

Trata-se de um conflito interessante esse entre o TSE e os TREs. O que está em questão não é apenas a idoneidade do candidato, a qual, segundo alguns estaria comprometida em razão da existência de pendenga judicial, mas o cumprimento da lei pelos TREs, ou do entendimento, claramente político desses órgãos do Poder Judiciário.

A lei diz que em não havendo trânsito em julgado — ou seja, em não estando definitivamente julgado o processo que sofre o candidato — ele, mesmo que esteja respondendo a processo, poderia, e poderá candidatar-se, mas não é essa a interpretação defendida pelos TREs.
O conteúdo da norma, seu comando enfim, perde relevância diante do fenômeno denominado Judicialização da Política. Mas antes de falar sobre esse tema vale a pena, creio, escrever sobre o que dispõe...

___

*Pedro Benedito Maciel Neto é advogado, professor universitário e membro do escritório Maciel Neto Advocacia

Fonte: Site Consultor Jurídico
Publicado em 2/07/08
Leia o artigo na íntegra em:
http://www.conjur.com.br/2008-jul-02/ficha_suja_partidos_politicos_nao_cumprem_papel

http://www.conjur.com.br/2008-jul-02/ficha_suja_partidos_politicos_nao_cumprem_papel

Artigo - Justiça deve enfrentar questão da candidatura de réus

JUSTIÇA DEVE ENFRENTAR QUESTÃO DA CANDIDATURA DE RÉUS

Por Vladimir Passos de Freitas*

Cena 1. Ela era uma mulher simples, pouco mais que alfabetizada, cozinheira de profissão, cerca de 45 anos, casada com um pedreiro, tinha cinco filhos e criava mais seis. Seu nome era Dinorá Ramalho do Nascimento, mas era conhecida como Dona Maria. Morava em Caraguatatuba, litoral de SP, onde eu era Promotor de Justiça. Seu bom senso e autoridade moral levaram-na a ser nomeada Comissária de Menores. Nesta condição, zelava pelo bom tratamento de crianças da cidade, orientando as mães, repreendendo-as quando necessário e, nos casos extremos, levando crianças abandonadas para sua casa. Na vida, conheci poucas pessoas com tanto bom senso, espírito público e sentido de justiça.

Cena 2. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, seguido por outros TREs, decide rejeitar candidaturas de candidatos às próximas eleições que tenham antecedentes criminais (Estado de S.Paulo, 2.6.2008, página A6). O Tribunal Superior Eleitoral, por apertada maioria, assume posição contrária. Porém, promete divulgar, através da internet, os candidatos com “ficha suja”. Dias depois, volta atrás. Os TREs, à falta de regulamentação, ficam divididos quanto à posição a ser tomada. Por exemplo, o TRE-PR divulga a lista na sua sede, mas não a coloca na internet (Gazeta do Povo, 20.7.2008, página 15).

Dirá o leitor: mas o que tem a ver a Dona Maria com a eleição de réus? Aparentemente, nada. Na vida real, tudo. Explico.

O número de parlamentares processados criminalmente é expressivo. E o de candidatos, enorme. O impedimento da candidatura esbarra no artigo 5º, inciso LVII, que diz: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Vai daí que essa enorme quantidade de candidatos não pode ser considerada culpada, pois a ação penal está em andamento. E este andamento, com habilidade mediana da defesa, pode durar oito, dez ou 12 anos. Basta saber manejar, com astúcia, a legislação processual (por exemplo, arrolando testemunhas no exterior) e esgotar todos os recursos possíveis. Inclusive o especial ao STJ e o extraordinário ao STF.

O conflito entre a presunção da inocência ou da não-culpabilidade e a realidade não fica limitado à Justiça Eleitoral. Cria outras perplexidades. Por exemplo, o réu condenado pelo Tribunal do Júri que sai livre da sessão de julgamento. Ou o alto executivo que, condenado pelo TRF por crime...
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*Vladimir Passos de Freitas é desembargador aposentado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e professor de Direito Ambiental da PUC/PR.


Fonte: Site Consultor Jurídico
Publicado em 23/06/08
Leia o artigo na íntegra em: http://www.conjur.com.br/2008-jun-23/justica_enfrentar_questao_candidatura_reus

Link para a Campanha Ficha Limpa no blog do jornalista Mílton Jung

Mílton Jung, âncora do programa CBN São Paulo, criou um link em seu blog para a Campanha Ficha Limpa (na seção No Ar, à direita da tela):

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung/

MCCE participa de Assembléia Contra a Corrupção e a Impunidade no FSM

No último dia do Fórum Social Mundial 2009, em Belém (PA), 01/02, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) participou da Assembléia Contra a Corrupção e a Impunidade, coordenada pela Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade, nova rede de entidades da qual o MCCE faz parte.

Que recado passar para a sociedade a respeito do combate à corrupção e à impunidade? Com esse objetivo, os participantes da Assembléia Contra a Corrupção e a Impunidade se reuniram para construir propostas que foram apresentadas na tarde do último domingo, 01/02, na Assembléia Geral do Fórum Social Mundial. O MCCE sugeriu que fossem desenvolvidas ações para contribuir com o rompimento da cultura da corrupção em duas frentes: junto à sociedade (marchas, seminários, caravanas, educação popular) e aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário (fiscalização e acompanhamento).

As propostas foram elaboradas com base no resultado das duas oficinas que o Movimento promoveu no Fórum, quando, durante os debates, os participantes sugeriram que houvesse um maior acompanhamento das ações junto aos poderes para que eles também se mobilizem e atuem de fato no combate à corrupção. Do MCCE, estavam presentes na Assembléia: Chico Withaker, da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Caio Magri, do Instituto Ethos, Suylan Midlej, da secretaria executiva do Comitê Nacional do Movimento, e Luciano Santos, do Comitê 9840 de São Paulo.

Entre as deliberações da Assembléia, foi decidido que uma série de ações voltadas para o combate à corrupção e à impunidade será desenvolvida ao longo de 2009, culminando com ações realizadas simultaneamente em diferentes países no Dia Mundial de Combate à Corrupção, 9 de dezembro. Outras 21 assembléias também aconteceram na manhã do domingo (01/02).
Com a participação na Assembléia Contra a Corrupção e a Impunidade, o MCCE encerrou sua participação no FSM 2009, atuando em quatro atividades. Além das duas oficinas "Como combater a corrupção eleitoral", realizadas...

Fonte: MCCE
Leia a notícia na integra em: http://www.mcce.org.br/noticias/not588.htm

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Do MCCE Guarulhos: Relatório provisório das reuniões de 07 e 21 de janeiro de 2009

RELATORIO PROVISORIO DAS reuniÕES DE 07 E 21 janeiro 2009

Companheiros e companheira de caminhada pela Ética e pela Cidadania:

01 – Planejamento estratégico de acompanhamento da câmara e da prefeitura;

CAMARA:
a) – Inicio das sessões Câmara Mun. Guaru - 03 fev 2009 – as 14hs – 17hs;
b) – Uso regular da tribuna livre. Iniciando já na primeira sessão dia 03/02;
c) – Visita aos Vereadores para apresentar o MCCE e entregar o kit combate a corrupção, alem de apresentar o termo de compromisso assinado com o MCCE de atuar firmemente na fiscalização do executivo e no combate a corrupção;
d) – Participar das Comissões, principalmente da Constituição Justiça e Redação e da Ética e Decoro parlamentar;
e) – Acompanhar as sessões da Câmara, Comissões e atuação parlamentar para apresentar a cada mês, nas Sessões Formativas e plenárias publicas do MCCE da ultima sexta feira do mês na OAB, um parecer das atividades da câmara municipal.

Enviado por Marlon Lelis de Oliveira, de Guarulhos, SP
Leia o relatório na íntegra em: http://docs.google.com/Doc?id=dgx3c728_99hmxzkscg

Oficina do MCCE reúne mais de 200 pessoas no FSM, em Belém (PA)

A segunda oficina realizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), na Tenda Irmã Dorothy, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), dia 31/01, reuniu mais de 200 pessoas para discutir como combater a corrupção eleitoral no país.

O MCCE promoveu oficina com o tema "Como combater a corrupção eleitoral", no último sábado, 31/01, como parte da programação do Fórum Social Mundial 2009. O espaço de discussão reuniu mais de 200 participantes. Integrantes do Comitê Nacional e de Comitês 9840 do MCCE falaram sobre o Movimento e sua atuação, sobre a Campanha Ficha Limpa e apresentaram a campanha 2009, Corrupção Eleitoral e Saúde.

O membro do MCCE e representante da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), entidade do Movimento, Daniel Seidel, abriu a oficina relembrando o início da luta pela criação da Lei 9840, a primeira de iniciativa popular no país. Em seguida, o juiz Márlon Reis, representante da Associação dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) no Comitê Nacional do MCCE, falou sobre a força da mobilização...

Fonte: MCCE
Leia a notícia na íntegra em: http://www.mcce.org.br/noticias/not587.htm

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

noticias de Bertioga

Olá pessoal,

Temos a grata satisfação de informar que conseguimos espaço para coleta de assinaturas na Casa da Cultura de Bertioga que acontecerá em dois finais de semana, nos dias 06,07, 08, 13, 14 e 15/02/09.

Esperamos conseguir bastante sucesso nessa nova mobilização.

abraços

Kátia Hidalgo Daia
Coordenadora do Comitê 9840 de
Bertioga Centro

Dica de leitura: artigos do blog e o livro Ficha Suja e Impugnação de Candidaturas

A respeito dos fundamentos e constitucionalidade do PL de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, bem como o debate sobre a questão do trânsito em julgado e o princípio da prevenção que dá base a este projeto, aos que puderem se aprofundar e praticantes do direito recomendamos os textos já divulgados neste blog (veja em Marcadores o link 'Artigos').

E também para quem quiser relembrar editoriais de jornais e pronunciamentos dos magistrados à época do julgamento do caso Eurico Miranda, sugerimos o livro Ficha Suja e Impugnação de Candidaturas, do jurista Lauro Barreto (Ed. Edipro).

São palavras do autor ao comentar o voto do desembargador Marcelo Ribeiro sobre o caso Eurico Miranda: " O mais grave contudo..., mas saber que , desde 1994, revisão da Constituição fedral determinou que lei complementar estabeleça " outros casos de inelegibilidade" tendo em conta, também, a "vida pregressa" dos candidatos e, até agora, transcorridos mais de 14 anos, nossos legisladores ainda não se dignaram a rever a LC nº 64/1990 adaptando-a àquela determinação constitucional".

Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP

Frases ouvidas (várias vezes) pelos voluntários durante a segunda coleta no Conjunto Nacional

"Gosto de iniciativas" - de uma jovem . "Quero assinar já!" . "A situação tem que mudar" . "É preciso fazer alguma coisa" . "Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho de vocês" . "O povo precisa se mexer"
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Mas também a descrença: "Assino, mas vocês acham que conseguem? Quem vai votar a favor? se aprovada não haverá mais políticos"
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E tínhamos que explicar que, entre 180 milhões de brasileiros, seria fácil achar outros candidatos. E nos respondiam: "A senhora sabe, o poder corrompe" . "Há outras medidas importantes: unificar as polícias, extinguir cargos de confiança dentro dos tribunais eleitorais"
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Foram várias as sugestões para tornar a CFL mais visível no próprio CN: "Banners maiores, com o nome do MCCE bem visível"
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O exemplo da conquista anterior, a lei 9840, também serviu de argumento para insistirmos - e dizíamos: "Também desta vez vamos conseguir e precisamos de sua assiantura para apresentar o projeto ainda este semestre no Congresso Nacional" . "Colete em casa com os amigos e envie as folhas diretamente para o MCCE, em Brasília"
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Vale lembrar dos filhos e netos que apareceram para ajudar, bem como novos voluntários que estavam circulando pelo Conjunto Nacional, conheceram a Campanha e voltaram no dia seguinte!


Enviado por Caci Amaral, de São Paulo, SP

Leia depoimentos de voluntários sobre a segunda coleta no Conjunto Nacional (26 a 30/1)

Naur Martins
"Como é bom fazer coisas prazeirosas como participar da "Campanha". Uma grande verdade vem à tona:
É muito maior o número de pessoas boas, bem intencionadas, com espírito de cidadania, do que as más, mau intencionadas e, muitas vezes, criminosas, que agem contra os bons princípios e contra a nação, enfim. Podemos crer que em nosso País há esperança sim.
Nós fizemos tudo com muita alegria, colhemos belos frutos, que foram as manifestações das pessoas que, também com alegria nos procuravam para assinar. Sinto-me altamente gratificado por ter sugerido a coleta no Conjunto Nacional, que foi um êxito e abriu muitas possibilidades para a continuidade desse trabalho vitorioso.
Parabéns a nós tod@s."

*
Edgar Pereira Louzi
"Fiquei satisfeito com o resultado. O lugar (CN) serve de fonte para colheita de muitos depoimentos. Sem contar com aqueles que já de pronto, ao ler o "bander" se aproximava da banca para assinar, enquanto outros delongava na decisão de assinar, ouvindo os motivos e o objetivo do abaixo-assinado.

Tivemos casos pitorescos, como franceses, italianos, portugueses de passagem por aqui, querendo assinar também. Deparamos tb com pessoas que relutava em assinar, alegando que condenação na 1ª instância tinha chance de candidatura, aí dava vontade de perguntar se ele(ela) eram candidatos e estava na situação. Veio tb uma pessoa da magistratura da Bahia, parabenizando o trabalho e não ficava a conversar mais devido reunião de trabalho aqui em São Paulo.

Na sexta feira passaram pessoas da Belem do Pará, quando informamos q a Coordenação MCCE estava presente lá, colhendo assinaturas, ficaram até emocionadas. Até pessoas interessadas no movimento apareceu, como o caso do Sr. Carlos (do bairro Liberdade) que conversou bastante comigo e com Raimundo(figura especial), deixou até nº de telefone para próximas atividades (nos dias de sábados e domingos e na semana ás noites) para ajudar no movimento."

*
Olga de Oliveira Lima
"Pena que não pude ficar mais tempo na sexta feira! Foram mais de 4h00 em contato com um público o mais diversificado possível, quanto à classe social, etc..uns demonstrando apoio e anseio de mudanças, outros enteressados em conhecer melhor a campanha "não posso assinar mais tres vezes para mudar logo esta situação"!, "é pra já, assino" como também indiferência através da linguagem oral e corporal de uns poucos, mas todos os abordados estavam aí em busca de algo e acredito que o posto de assinaturas da CFL não passou despercebido."

*
Raymundo Medeiros
"Foi muito gratificante participar com vocês na coleta de assinaturas no Conjunto Nacional.
Como eu estou também na internet completando os dados, faço as seguintes observações para maior eficiência dos trabalhos:
1) Ficarem atento para que os nomes sejam completos. Muitos assinam : O. , P. , M.
2) Para que os nomes sejam do titulo; muitos dão nomes diferentes, ou de solteiro (a) ou de casado (a).
3) Quando a letra não for de forma, deve ser bem legível. Qdo não for legível o responsavel pela coleta de acrescentar a palavra em letra de forma.
4) Vários nomes veem sem assinatura."

*
Marina Campos (palhaça Consuelo)
"Foi um prazer enorme poder usar toda a força da linguagem do palhaço para sensibilizar as pessoas para uma causa tão fundamental. Acredito que a arte tem uma função cidadã, não é apenas um mero canal de expressão; ela pode estar a serviço das relações e do melhor entendimento entre as pessoas, e essa foi nossa principal intenção durante os dias de trabalho no Conjunto Nacional. Foram dias muito divertidos para os palhaços Nilo, Abigail, Brigitte e Consuelo, que, aliás, adoraram ajudar as equipes de voluntários. O saldo foi positivo: 2534 assinaturas e o dobro de risadas!"

*
Caci Amaral
"Alguns advogados questionam a proposta da campanha ficha limpa - reconhecem o risco que a sociedade corre ao eleger políticos corruptos ou implicados em crimes graves - mas acreditam que a solução estaria na divulgação dos fatos para esclarecimento da população, de forma que se preserve o princípio da presunção da inocência.

Diretamente ligado ao princípio da presunçãio da inocência está a discussão sobre a constitucionalidade do projeto ficha limpa.
Vale lembrar que o princípio constitucional da presunção da inocência já não se aplica para candidatos a cargos públicos ou a firmas particulares onde se pede comprovante de bons antecedentes para admissão no emprego.

Também, renomados autores consideram que para o direito eleitoral deve se levar em consideração os princípios também constitucionais da probidade e da moralidade da administração pública, não se aplicando o princípio da presunção da inocência, pois não estamos condenando o candidato e muito menos interferindo na integridade de sua vida, de seus bens ou de sua liberdade, presevados a partir do preceito constitucional da presunção da inocência.

A Campanha Ficha Limpa quer preservar o bem público, a integridade da adminstração dos bens que são de toda a sociedade e a lisura do processo eleitoral."

*
Luiz Antonio de Souza Amaral
"A grande maioria das pessoas convidadas ou mesmo atraídas pela mensagem do banner que interrogava se eles gostariam que só pessoas com ficha limpa, isto é, sem condenações pudessem se candidatar aderiam prazeirosamente a participar da coleta de assinaturas para a apresentação do projeto de iniciativa popular.

Invariavelmente agradeciam por alguem estar promoventdo a iniciativa de moralizar a vida pública de nosso país e parabenizavam o esforço das pessoas que voluntariamente exerciam essa manifestação de cidadania."

Campanha Ficha Limpa coleta mais de 2.500 assinaturas no Conjunto Nacional, em São Paulo

Segunda coleta no local, realizada ao longo da semana passada, recebeu 2.534 assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos


De segunda a sexta-feira da semana passada (26 a 30/1) a Campanha Ficha Limpa organizou, pela segunda vez, uma coleta especial de assinaturas dentro do Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo. A primeira coleta, realizada em novembro do ano passsado, contabilizou 2.280 assinaturas; em função deste resultado bem-sucedido, a administração do Conjunto Nacional convidou a Campanha a retornar ao local.

Esperava-se atingir o mesmo número de assinaturas que a edição passada. Mais uma vez o resultado surpreendeu: foram 2.534 assinaturas em cinco dias – uma média de 500 por dia.

A ação contou com diversos voluntários e novas adesões de pessoas que, ao conhecerem a proposta da Campanha, voltaram ao posto de coleta para auxiliar na obtenção de assinaturas.

"Não posso assinar mais vezes para mudar logo esta situação?" e "É pra já, assino!" foram frases ouvidas várias vezes por quem ficou no posto de coleta. Houve também as pessoas que pararam para debater.

Em dois dias a Campanha foi animada pelos palhaços Nilo, Abigail, Brigitte e Consuelo, que mostraram forma bem-humorada à população a proposta da Campanha. "Foi um prazer enorme poder usar toda a força da linguagem do palhaço para sensibilizar as pessoas para uma causa tão fundamental”, diz Marina Campos, a palhaça Consuelo, que propôs a ação do grupo no local. “O saldo foi positivo: 2534 assinaturas e o dobro de risadas!".

A TODOS OS QUE TRABALHARAM PARA A SEGUNDA COLETA NO CONJUNTO NACIONAL, MUITO OBRIGADA!

Um grande abraço,

Equipe de divulgação/mobilização
Campanha Ficha Limpa em São Paulo

Corrupção eleitoral esquentou o debate no FSM

Nesta sexta-feira, 30/01, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) realizou a oficina "Como combater a corrupção eleitoral", parte da programação do Fórum Social Mundial. Cerca de 50 pessoas ouviram e debateram sobre o trabalho do Movimento, a Lei 9840, a Campanha Ficha e a nova campanha do MCCE, Corrupção Eleitoral e Saúde.

A oficina "Como combater a corrupção eleitoral" aconteceu nessa sexta-feira, 30/01, às 15:30h, na Universidade Federal do Pará (UFPA), reunindo cerca de 50 pessoas interessadas em conhecer as ações que o MCCE vem desenvolvendo. Na ocasião, foi lançada a campanha 2009 do Movimento: Corrupção Eleitoral e Saúde, que tratará do uso da Saúde como mercadoria para troca de votos. A nova ação foi apresentada pela diretora da Secretaria Executiva do Comitê Nacional do MCCE e representante da União dos Auditores do SUS (Unasus), Jovita José Rosa. Ela falou sobre a importância de esclarecer a sociedade de que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado.

O integrante do Comitê Nacional do MCCE, Gilberto Sousa, representante da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), abriu a oficina fazendo um breve histórico da Lei 9840, de iniciativa popular, e da criação do Movimento. Em seguida, o representante da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) no Comitê Nacional, Márlon Reis, falou sobre o conteúdo da Lei 9840 e das cassações dos políticos que praticaram corrupção eleitoral. A secretária executiva do Comitê Nacional do MCCE, Suylan Midlej, falou da estrutura do Movimento e do funcionamento dos comitês, a partir dos três eixos de trabalho: fiscalização, educação e monitoramento. O tema suscitou muito debate entre os participantes da oficina, que fizeram sugestões para o aperfeiçoamento do MCCE.

Segundo Márlon, depois da criação da Lei, que instituiu a compra de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa como infrações eleitorais, o número de perda de mandatos cresceu bastante no país. Até 2000, poucos eram os registros de políticos cassados por essa razão. Em 2007, pesquisa divulgada pelo MCCE revelou que 623 políticos já haviam perdido seus mandatos por essa mesma razão.

Demonstrando de modo prático os trabalhos realizados com a Lei 9840, os comitês estaduais do Pará, Maranhão e São Paulo falaram sobre suas experiências no combate à corrupção eleitoral. Pedro Sérgio Martins, Guilherme Zagalo e Luciano Santos, respectivamente, retrataram suas atuações nas denúncias de irregularidades eleitorais, do crescimento da participação social nesse trabalho, assim como falaram das dificuldades enfrentadas. A lentidão nos julgamentos dos processos e o poder que muitos grupos políticos ainda exercem no interior são alguns exemplos.

Depois de uma rodada de perguntas e discussões, a oficina continuou, agora falando sobre a Campanha Ficha Limpa, ação iniciada em abril de 2008 e que já coletou mais de meio milhão de assinaturas contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça. Márlon Reis foi quem falou sobre a Campanha e como ela vem ganhando o apoio da sociedade. O juiz eleitoral também esclareceu alguns aspectos jurídicos que envolvem o tema, como a constitucionalidade do Projeto de Lei. De acordo com Márlon, o Direito Eleitoral é regido pelo princípio da precaução. "Não estamos julgando ninguém culpado. A Lei já determina o perfil de quem pode disputar eleições, analfabetos e esposas de prefeitos, por exemplo, não podem. Nós só estamos acrescentando um novo critério nesse perfil", destaca.

A oficina se estendeu até às 19h, com os participantes discutindo seus questionamentos e tirando suas dúvidas sobre o tema. Durante o evento, formulários da Campanha Ficha Limpa circularam entre as pessoas presentes, coletando mais assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos.

A mesma oficina será apresentado neste sábado, 31/01, na Tenda Irmã Dorothy, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), das 12h às 15h.


Cristiane Vasconcelos
Assessoria de Comunicação – Comitê Nacional
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
comunicacaomcce@gmail.com
http://www.mcce.org.br/