sábado, 27 de fevereiro de 2010

Da Agência Câmara - Líderes divergem sobre prioridade de projetos neste semestre

25/02/2010 20:43

Após a conclusão da votação dos projetos sobre o pré-sal, prevista para 10 de março, a pauta do Plenário ficará liberada para inclusão de outras propostas.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a prioridade é aprovar 13 medidas provisórias e outras matérias de interesse da população. Como exemplo, ele citou a universidade Brasil-África, "que é muito importante para as relações do Brasil no hemisfério sul"; e a regulamentação das agências reguladoras. "Tem projetos de banda-larga que são interessantes para o País; e outros que estão tramitando na Casa, que vamos levar para o presidente Michel Temer para serem votados."

O líder Vaccarezza confirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai vetar a emenda ao projeto do fundo social do pré-sal, aprovada ontem, que incluiu a previdência entre as áreas beneficiadas.

A emenda ao Projeto de Lei 5940/09 determina que 5% dos recursos do fundo social que serão destinados ao combate à pobreza sejam alocados em um fundo específico que seria gerido pelo Ministério da Previdência com a finalidade de “recompor a diferença entre o que foi recolhido em salários mínimos e o efetivamente pago pela Previdência Social a seus segurados”.

Ficha Limpa


Segundo o vice-líder do DEM deputado Índio da Costa (RJ), o foco do partido nas próximas semanas será a aprovação dos projetos que tratam da Ficha Limpa (PLP 518/09).

Relator do grupo de trabalho criado para analisar as propostas, Índio da Costa vai entregar o parecer até 17 de março para inclusão na pauta. O parlamentar quer a entrada em vigor da ampliação das restrições para as candidaturas já nas eleições de outubro. "Nosso objetivo é fazer com que as pessoas que se candidatem queiram fazer política para melhorar o País, e não sejam pessoas que estão condenadas e que vão, sob o manto de proteção do foro especial, se proteger daquilo que fizeram no passado. Nosso interesse é que o Parlamento melhore."

Para o líder Cândido Vaccarezza, o Ficha Limpa ainda precisa sofrer alterações. Ele defende a inelegibilidade para o candidato somente após decisão judicial definitiva. O texto em análise no grupo de trabalho impede a candidatura daqueles condenados em primeira instância.

PEC dos Cartórios e jornada


Tanto os deputados do DEM como os da base governista serão liberados para votar conforme suas convicções em relação à polêmica PEC dos Cartórios, que está pronta para ser votada em plenário desde 2007 e já entrou e saiu da pauta seis vezes. Se aprovada, a PEC vai assegurar cargo vitalício, sem concurso público, para quem exerceu funções de tabelião e notário entre 1988 e 1994.

Segundo Vaccarezza, o governo também não quer entrar na discussão sobre a redução da carga horária de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas. A intenção é construir um acordo sobre o tema. Já o vice-lider do DEM não acredita que a matéria seja votada até outubro próximo, mês das eleições.

Continua:

Íntegra da proposta:

Reportagem - Idhelene Macedo/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/145395-LIDERES-DIVERGEM-SOBRE-PRIORIDADE-DE-PROJETOS-NESTE-SEMESTRE.html
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Da Agência Câmara - Ficha Limpa: inelegibilidade poderá depender de julgamento colegiado

24/02/2010 19:32

Saulo Cruz
Miguel Martini (D): audiência pública enfraqueceu a tese da primeira instância para deixar político inelegível.


O presidente do grupo de trabalho que analisa o projeto Ficha Limpa (PLP 518/09), deputado Miguel Martini (PHS-MG), afirmou nesta quarta-feira que a discussão sobre a matéria se aproxima do consenso em pelo menos um ponto: o cidadão se tornaria inelegível após ser condenado por crimes graves em órgão colegiado e não mais em primeira instância, como prevê o texto atual.

A ideia vem sendo defendida por parlamentares e por integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne 43 entidades e organizou a coleta de 1,3 milhão de assinaturas do projeto de iniciativa popular. “A partir da audiência pública realizada na terça-feira (23), algumas convicções se materializaram. A questão da primeira instância praticamente caiu”, disse Martini.

Outra proposta apresentada no debate que deverá ser incluída no projeto, segundo o deputado, é a de criar exceção para os crimes hediondosA Lei 8072/90 define como hediondos os crimes de latrocínio, extorsão qualificada por morte, extorsão mediante seqüestro, estupro, atentado violento ao pudor, disseminação de epidemia que provoque morte, envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal causando morte e genocídio. A pena para o crime hediondo deve ser cumprida integralmente em regime fechado. Além disso, esse crime é insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança. . Nesse caso, a condenação em primeira instância seria suficiente para declarar a inelegibilidade. “Vamos definir quais crimes estarão na exceção”, disse.

Órgãos colegiados são aqueles em que as decisões são tomadas em grupo, como é o caso dos tribunais de Justiça. “É mais viável não só do ponto de vista político, para facilitar a aprovação do projeto, mas juridicamente também tem mais sentido. Não se pode colocar a decisão nas mãos de um único juiz de primeira instância”, reforça o relator do grupo, Indio da Costa (DEM-RJ).

Cronograma


Em reunião nesta quarta-feira, o grupo definiu a sua metodologia de trabalho. O relator receberá sugestões de emendas dos parlamentares até a próxima reunião, marcada para a quarta-feira (3). No encontro, ele apresentará uma proposta preliminar, que será colocada em discussão.

A votação do texto final do relator está prevista para o dia 10 de março, quando a proposta deverá ser entregue ao presidente da Câmara, Michel Temer. A meta é a de que o projeto seja votado em Plenário ainda em março.

O relator ressaltou que os trabalhos serão focados no aperfeiçoamento do PLP 518/09. As demais propostas que tratam das regras de inelegibilidade em tramitação na Câmara não serão analisadas pelo grupo. “Mas vou receber sugestões de todos os deputados, inclusive dos autores de outros projetos semelhantes”, disse Costa.

Audiência pública


Ainda na reunião desta quarta-feira, o grupo de trabalho decidiu convidar os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Brito, além do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para audiência pública na próxima terça-feira (2).

Segundo o autor do requerimento aprovado, deputado Gerson Peres (PP-PA), o objetivo é discutir a constitucionalidade e a legalidade da proposta.

Outro requerimento, apresentado pelo relator, previa a realização de audiências públicas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O pedido, porém, foi retirado de pauta pelo próprio autor, após deputados manifestarem preocupação com o prazo de entrega da proposta final.

Íntegra da proposta:

Declaração da Arquidiocese de Belo Horizonte sobre o Projeto Ficha Limpa

22 de fevereiro de 2010

A Arquidiocese de Belo Horizonte convoca os cristãos de boa vontade para o acompanhamento da tramitação do Projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional, subscrevendo nota conjunta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – rede que congrega 43 organizações da sociedade civil responsáveis pela realização da Campanha Ficha Limpa – e tendo em vista os debates em curso na Câmara dos Deputados acerca do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) 518/2009 sobre a vida pregressa dos candidatos.

É de suma importância que a sociedade continue atenta, conferindo o mesmo e intenso apoio que vem dando à Campanha Ficha Limpa – expresso na coleta de mais de 1,5 milhão de assinaturas que viabilizaram a introdução do projeto – para que se acelere a tramitação do PLP 518/2009 no Congresso Nacional.

A participação efetiva dos cristãos com ações concretas é decisiva para que não ocorram novos adiamentos na discussão e na aprovação dessa matéria, pautada na defesa da ética na política e na salvaguarda dos interesses públicos.

Muitas são as ações concretas possíveis e urgentes ao nosso alcance:

1) Cada cidadão procure o deputado federal ou senador em quem votou e solicitar o apoio do parlamentar ao Projeto de Lei. Da mesma forma, pode enviar aos parlamentares e outras pessoas mensagens eletrônicas, cartas e abaixo-assinados para sublinhar e fortalecer a urgência da aprovação dessa matéria.

2) As comunidades e grupos eclesiais organizem eventos (debates, reuniões) para articular a adesão do maior número possível de cristãos empenhados nessa ação de mobilização social e política pela tramitação e aprovação do referido projeto.

A Arquidiocese de Belo Horizonte disponibiliza os trabalhos do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política e do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp) para eventual assessoria a comunidades, movimentos e organizações sociais interessados na mobilização pela aprovação do Projeto.

Neste momento decisivo para que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular 518/2009 seja aprovado e traga mudanças importantes para o cenário eleitoral e político do país, é fundamental que a sociedade civil se empenhe para que o tema não saia da pauta de discussão do Congresso e se converta em legislação o mais rapidamente possível.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte
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Da Rádio Vaticano - Campanha Ficha Limpa requer sociedade vigilante

Belo Horizonte, 23 fev (RV) - O Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou ontem uma declaração sobre o Projeto Ficha Limpa.

No comunicado, a Arquidiocese de Belo Horizonte convoca os cristãos para o acompanhamento da tramitação do Projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional, subscrevendo a nota conjunta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) 518/2009 diz respeito à vida pregressa dos candidatos.

"É de suma importância que a sociedade continue atenta, conferindo o mesmo e intenso apoio que vem dando à Campanha Ficha Limpa – expresso na coleta de mais de 1,5 milhão de assinaturas que viabilizaram a introdução do projeto – para que se acelere a tramitação do Projeto de Lei no Congresso Nacional" – escreve Dom Walmor.

O arcebispo acrescenta que a participação efetiva dos cristãos com ações concretas é decisiva para que não ocorram novos adiamentos na discussão e na aprovação dessa matéria, e deu sugestões para ações concretas: por exemplo, cada cidadão pode procurar o deputado federal ou senador em quem votou e solicitar o apoio do parlamentar ao Projeto de Lei. Da mesma forma, pode enviar aos parlamentares e outras pessoas mensagens eletrônicas, cartas e abaixo-assinados para sublinhar e fortalecer a urgência da aprovação dessa matéria.

Já as comunidades e grupos eclesiais podem organizar eventos para articular a adesão do maior número possível de cristãos empenhados nessa ação de mobilização social e política pela tramitação e aprovação do projeto. Nesse sentido, a Arquidiocese de Belo Horizonte disponibiliza os trabalhos do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política para eventual assessoria a comunidades.

"Neste momento decisivo para que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular 518/2009 seja aprovado e traga mudanças importantes para o cenário eleitoral e político do país, é fundamental que a sociedade civil se empenhe para que o tema não saia da pauta de discussão do Congresso e se converta em legislação o mais rapidamente possível" – conclui o arcebispo de Belo Horizonte. (BF)

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=359166
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Grupo de Trabalho da Câmara prepara texto para Plenário

qui, 25/02/2010 - 09:37 — MCCE

O Grupo de Trabalho (GT) montado na Câmara dos Deputados para encaminhar a proposta do PLP 518/09, projeto da Ficha Limpa, ao Plenário retomou seus trabalhos após a repercussão positiva da audiência pública de terça-feira, 23, quando os deputados federais ouviram o MCCE sobre o projeto. Os parlamentares acreditam que as informações repassadas pelo Movimento na audiência devem contribuir para o bom encaminhamento da proposta na Casa.

Após uma tarde de discussões sobre o projeto de lei da Ficha Limpa (PLP 518/09) durante audiência pública, os deputados que integram o GT da Ficha Limpa da Câmara deram continuidade às estratégias para preparar um texto substitutivo a ser apresentado ao presidente da Casa, Michel Temer, até o dia 17/03. A partir das contribuições que o MCCE passou aos parlamentares na audiência, serão recebidas agora sugestões dos deputados do GT para o texto final, que segundo consenso do grupo, terá como eixo principal a proposta do PLP 518/09.

O prazo para que o relator do texto, deputado Índio da Costa, receba as sugestões será até o dia 03/03, na próxima reunião do grupo. Depois disso, o deputado terá mais uma semana para apresentar um texto final. Por proposta do deputado Chico Alencar, aceita pelo GT, esse texto será ainda apresentado para as entidades do MCCE, que poderão fazer suas considerações antes do texto ser entregue ao presidente da Câmara.

Para o membro do MCCE e da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP/CNBB), Francisco Whitaker, os trabalhos dessa tarde foram bem proveitosos. “Ontem (na audiência), foi um passo decisivo que nos mostrou que é possível apresentarmos um projeto que seja aceito pela maioria do Congresso e que não desfigure nosso projeto inicial. A reunião de hoje confirmou isso”, ressaltou Whitaker.

Mas apesar dos bons resultados da última semana na Câmara, o membro do MCCE lembra a toda a sociedade e principalmente aos militantes do MCCE, que chegou a hora de se realizar atos públicos e mobilizações que reforcem o apoio ao projeto pelo país. Inclusive alguns deputados do GT se mostraram favoráveis a participar de eventos para discussão e apoio à proposta quando convidados. “Toda essa tramitação se dará num espaço de tempo muito curto e as mobilizações precisam se intensificar nesse momento”, diz Whitaker. Em São Paulo, no dia 8 de março, será realizado um ato público Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito da USP, das 11h às 13h.

O Grupo de Trabalho agendou uma audiência pública com os presidentes do STF, Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, e com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, para próxima terça-feira, dia 02/03, a ser confirmada pela agenda dos convidados. A audiência é aberta à sociedade a partir das 14h na Câmara dos Deputados.

Fonte: SE-MCCE e Campanha Ficha Limpa SP
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2a Audiência Pública do GT da Ficha Limpa

"Hora decisiva. Participe!"

O que é: Protesto

Data de início: terça, 2 de março às 14:00

Término: terça, 2 de março às 17:00

Local: Plenário 2 da Câmara dos Deputados

Para ver mais detalhes e confirmar presença, clique no link abaixo:
http://www.facebook.com/n/?event.php&eid=328172988330&mid=1efca1cG5af31615d7ffG62c013G7

Enviado por Márlon Reis, do Maranhão
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ATO EM SÃO PAULO DIA 8 DE MARÇO - ESTÁ CHEGANDO A HORA DECISIVA!

Evento: Ato Público em favor da Ficha Limpa dos candidatos

"Está chegando a hora decisiva!"


O que é: Protesto

Data: segunda-feira, 8 de março às 11:00

Local: Faculdade de Direito da USP

Para ver mais detalhes e confirmar presença, clique no link abaixo:
http://www.facebook.com/n/?event.php&eid=325243207307&mid=1efcd73G5af31615d7ffG62c197G7

Enviado por Márlon Reis, do Maranhão

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Discussão sobre Ficha Limpa avança na Câmara dos Deputados

qua, 24/02/2010 - 09:56 — MCCE

Nesta terça-feira (23/02) o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) foi ouvido durante a audiência pública sobre o PLP 518/09, da Ficha Limpa, na Câmara dos Deputados. Este foi um passo importante para o avanço da discussão sobre o projeto de lei que trata sobre a vida pregressa dos candidatos, entregue na casa em 29 de setembro do ano passado.

O grupo de trabalho parlamentar, criado pelo presidente da casa, Michel Temer, para elaborar um substitutivo ao PLP, tem até o dia 17 de março para finalizar sua proposta. A audiência pública foi sugerida com o objetivo de esclarecer dúvidas e saber a opinião dos propositores da iniciativa, o MCCE.

Apesar da coleta de assinaturas oficial ter sido finalizada no ano passado, num total de 1,5 milhão de adesões, mais 77 mil foram entreguem ontem ao coordenador do grupo de trabalho da Câmara sobre o tema, deputado Miguel Martini. Na avaliação do representante da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e membro do Comitê 9840 de São Paulo, Francisco Whitaker, o PLP dá continuidade a conquistas de mais de 20 anos de luta dos movimentos sociais. “Estamos exigindo a aperfeiçoamento da democracia”, definiu. Além dele, estavam na mesa de debates, o jurista Marcelo Lavenerè, a diretora do MCCE, Jovita José Rosa, o presidente da Abramppe, Márlon Reis, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara, e o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

O líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen, declarou apoio ao projeto, além de defender a aprovação da lei ainda em 2010. O relator do substitutivo, Índio da Costa, também se mostrou favorável a uma rápida tramitação do PLP. “Do que depender de mim e desse grupo de trabalho, o projeto irá para votação ainda em março”, afirmou.

O grupo de trabalho sobre a Ficha Limpa deverá se reunir hoje às 14h30, para, entre outros temas, definir a realização ou não de audiências públicas sobre o PLP nos Estados. Uma parte do grupo acredita que a discussão com a sociedade, em algumas regiões do país, pode esquentar o debate e dar segurança o voto dos parlamentares quando o PLP chegar no plenário.

Fonte: Assessoria de Comunicação - SE MCCE

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Da Folha Online - OAB defende proibição de candidato condenado em segunda instância

22/02/2010 . 17h42

colaboração para a Folha Online

O presidente OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, afirmou nesta segunda-feira que apoia o projeto de lei que impede os candidatos com "ficha suja" na Justiça. No entanto, para ele, só devem ser impedidos os candidatos que foram condenados na segunda instância por um colegiado de juízes.

Pela atual legislação, a candidatura só é proibida para os políticos que foram condenados em última instância, sem possibilidade de recurso. "É preciso que aquele que busca a eleição para um cargo público tenha reputação ilibada e idoneidade moral para postular o mandato", afirmou o presidente da OAB.

O projeto de iniciativa popular recebeu mais de 1,5 milhão de assinaturas e tramita no Congresso desde outubro de 2009. O texto prevê que condenados em primeira ou única instância por crimes graves não possam disputar eleições.

Apelidado de "ficha limpa", o projeto está sob análise de um grupo de trabalho na Câmara. A expectativa é que até o dia 17 de março esse grupo apresente uma nova proposta negociada entre as entidades que pressionam por sua aprovação e os parlamentares.

A proposta ganhou força depois do surgimento, em novembro passado, do escândalo envolvendo o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), que está preso na Polícia Federal.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u697326.shtml
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Da Agência Câmara - Deputados vão discutir o Ficha Limpa com movimento anticorrupção

22/02/2010 08:40

O grupo de trabalho criado para definir um texto de consenso para os projetos de lei que tratam da Ficha Limpa (PLP 518/09 e outros) realiza audiência pública nesta terça-feira (23) para ouvir representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. O debate está marcado para as 14 horas no plenário 2.

A entidade, composta por 43 entidades da sociedade civil, organizou a coleta de assinaturas para a apresentação do PLP 518/09 como proposta de iniciativa popular. O projeto recebeu 1,3 milhão de assinaturas, coletadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A proposta torna inelegível candidato condenado em primeira instância ou denunciado por crimes como improbidade administrativa, uso de mão-de-obra escrava e estupro.

Na quinta-feira (25), está prevista nova reunião do grupo para avaliar a audiência desta terça-feira e decidir se haverá novos debates. O relator do grupo de trabalho, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), acredita que será difícil aprovar a proibição de condenados em primeira instância se candidatarem. Por isso, ele considera indispensável discutir a proposta com os parlamentares e a sociedade.

Índio da Costa também teme que eventuais mudanças na proposta apresentada pela sociedade civil pelo Congresso sejam consideradas retrocesso em relação ao texto original. "Daí a importância das audiências públicas com a sociedade."

Conclusão dos trabalhos


Segundo o presidente do grupo de trabalho, deputado Miguel Martini (PHS-MG), o grupo deve encerrar os trabalhos até 17 de março.

Íntegra da proposta:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Do Blog do Noblat - Arruda Ajuda

Mary Zaidan

O espetáculo de corrupção explícita protagonizado pelo governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e seus comparsas conseguiu fazer um milagre que santo algum imaginaria possível: obrigar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário a se coçarem para dar resposta aos brasileiros, fartos de tanta ladroagem e malversação do dinheiro público.

Além de ter motivado a atitude inédita do STJ de prender preventivamente um governador, o escândalo foi a gota d’água para a Câmara dos Deputados se mobilizar e debater a inelegibilidade dos que têm dívidas com a Justiça.

Até o presidente Lula - que em dezembro dizia que as imagens da corja do DF não falavam por si - entrou da onda.

Aproveitou-se dos holofotes e enviou à Câmara um projeto de lei que pune empresas que pagam propinas a agentes públicos.

Mesmo que seja só mais um jogo de cena - pois nada indica que Lula fará qualquer esforço para colocar sua larga maioria parlamentar para aprová-lo – o mérito de a proposta governamental anticorrupção ir parar no Congresso é de Arruda.

No Legislativo, mal o ano começou, o presidente da Câmara Michel Temer (PMDB-SP) apressou-se em garantir que colocaria em pauta o projeto de lei de iniciativa popular (PLP 518/09), conhecido como “ficha limpa”, que impede os “fichas sujas” de serem candidatos.

Com 1,5 milhão de assinaturas, a proposta chegou ao Parlamento em setembro do ano passado, sendo rechaçada pela maioria devido ao rigor de suas punições.

Articulada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e mais de duas centenas de entidades civis, a emenda só obteve apoio imediato de 22 dos 513 deputados.

E, como outros tantos projetos similares que há mais de 10 anos se escondem nos escaninhos do Congresso, acabou sendo engavetada.

Agora, por obra e graça de Arruda, ela encabeça a lista dos 14 projetos de teor semelhante que começaram a ser analisados por um grupo especial suprapartidário.

A emenda popular impede o registro de candidatos condenados “em primeira ou única instância” por desvio de verbas públicas, racismo, homicídio, estupro e tráfico de drogas.

Estabelece ainda a inelegibilidade por oito anos de todos os culpados, mesmo para os que renunciam aos mandatos para evitar uma eventual cassação. Se a regra já valesse, o próprio Arruda - que em 2001 abriu mão do Senado para não ser defenestrado – há muito estaria fora de cena.

Vista por muitos como um julgamento sumário que fere o princípio da presunção da inocência, a proposta está longe de querer prejulgar ou culpar alguém.

Apenas fixa regras mais rígidas para a disputa do voto popular, exigindo do candidato o que é obrigatório para os cidadãos comuns: um atestado de bons antecedentes.

O relator do grupo especial, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), já adiantou que o texto original será amenizado para ter alguma chance de aprovação em plenário. A idéia central, ainda longe de ser consensual, é subir o impedimento para condenações em segunda instância.

É melhor do que nada e já seria um grande avanço. Mas, como a Câmara não dá ponto sem nó, o substitutivo em negociação inclui a proteção dos atuais “fichas sujas”, empurrando a vigência das novas regras para as eleições de 2012.

Embora atenda ao dispositivo legal que impede mudanças na legislação eleitoral nos 12 meses antes do pleito, ao fixar uma data na lei, tira-se a chance de o TSE incluir a matéria em suas resoluções para as eleições de outubro deste ano.

Há outro fator que o grupo especial da Câmara deveria analisar. E também aí o governador Arruda pode ser de grande valia.

Sua prisão, decidida para que suas ações não minassem as investigações sobre os descalabros do DF, adiciona o caráter preventivo à emenda contra os “fichas sujas”. Afinal, ela impede que condenados ganhem o absurdo foro privilegiado, emperrando o andamento do processo.

Resta-nos torcer para que as excelências com assento na Câmara consigam achar o juízo perdido e aprovem o projeto “ficha limpa”.

Do contrário, além de sustentar e estimular a corrupção, estarão enterrando de vez o sopro de esperança que o STJ deu aos brasileiros ao prender Arruda. E vão ferir de morte a presunção popular – ainda que inocente – de que vale a pena lutar por alguma dignidade na política.

Mary Zaidan
é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'.


Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/21/arruda-ajuda-268047.asp
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MCCE convoca sociedade para audiência pública sobre Ficha Limpa


Na próxima terça-feira (23/02) a Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública a respeito do projeto de lei 518/09, da Ficha Limpa. Esta foi a primeira e mais importante resolução do grupo de trabalho sobre o PLP, criado no Congresso, por determinação do presidente da casa, Michel Temer. A audiência será às 14h, no Plenário 2 da casa.
O grupo de trabalho da Câmara, com 16 integrantes de diferentes partidos políticos, foi delegado para fazer o substitutivo do projeto e apresentá-lo ao Temer até o dia 17 de março. Até lá, além da audiência, em que a sociedade civil, representada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), será ouvida, haverá reunião do GT todas as quartas-feiras, às 16h30, aberta ao público.

Já a audiência pública será a oportunidade do MCCE, propositor do projeto, dar sugestões e propor diretrizes ao substitutivo. Por esta razão, o movimento convoca a sociedade a participar da audiência. Não será permitida a entrada de manifestantes com apitos ou demais objetos barulhentos. A segurança da Câmara permite a manifestação com faixas, uma vez que estas não sejam expostas com madeiras.

O GT sobre o PLP da Ficha Limpa também não descarta a realização de audiências em alguns estados. A sugestão do relator do grupo de trabalho, deputado Índio da Costa, é de que o PLP seja discutido com diferentes segmentos da sociedade civil antes de seguir ao plenário.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SE-MCCE.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Da Folha de São Paulo - Proposta contra ficha suja ganha fôlego

São Paulo, domingo, 14 de fevereiro de 2010


Com crise no DF, Casa vê chance de aprovar projeto que impede candidatura de quem responde a ação


MALU DELGADO
DA REPORTAGEM LOCAL

O desgaste extremo da classe política, exposto em minúcias com a prisão preventiva do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), pode viabilizar a votação do projeto de lei de iniciativa popular (PLP 518/09) que impede a candidatura de quem responde a processos judiciais.

Fruto de uma rara articulação social que reuniu 1,5 milhão de assinaturas, o projeto apelidado de "ficha limpa" está sob análise de um grupo de trabalho na Câmara. A expectativa é que até o dia 17 de março esse grupo apresente um "substitutivo", ou seja, uma nova proposta negociada entre as entidades que pressionam por sua aprovação e os parlamentares.

Há chance de aprovação, mas já estão em curso na Câmara negociações para alterar o texto. A nova proposta deverá determinar como inelegível quem tiver contra si alguma decisão judicial colegiada de segunda instância. E, para não minar pretensões eleitorais imediatas, a vigência seria em 2012.

O texto original da proposta prevê que não podem ser candidatos os que "forem condenados em primeira ou única instância ou tiverem contra si denúncia recebida por órgão judicial colegiado". Rigorosa, a proposta aumenta o período de inelegibilidade em praticamente todos os casos (hoje previstos na Lei de Inelegibilidades, de 1990) para oito anos.

Ainda que pareça improvável a votação do projeto em ano eleitoral, há um certo clima de otimismo por questões conjunturais. Em primeiro lugar, o próprio presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sente-se pressionado a colocar o projeto em votação. Indicado do PMDB para ocupar a vaga de vice na chapa da pré-candidata petista Dilma Rousseff, Temer quer expor algum legado popular de sua gestão na Casa.

Por outro lado, a corrupção é tema incômodo ao DEM, que abrigou Arruda há até pouco tempo, e ao PT, que teve dirigentes envolvidos no escândalo do mensalão, em 2005.
O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), que será relator da proposta negociada, diz: "Para o DEM, só os ficha limpa podem ser candidatos". Segundo ele, a aprovação "parece mais factível" se a restrição for para condenados em segunda instância. "Quando há uma pessoa pedindo, o Congresso tem de ouvir. Quando há 1,5 milhão, tem de fazer", disse.

"Não haverá consenso nisso, mas é possível pactuarmos uma maioria", disse o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

"Evitar que pessoas com passado não recomendável não possam ser candidatos é uma velha discussão que agora parece madura, especialmente com o caso Arruda", afirmou Francisco Whitacker, do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção, idealizador da proposta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1402201005.htm
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Artigo - Ficha Limpa na Gaveta, Suja nas Eleições

Folha de S.Paulo -15/02/2010

Tomás Balduíno

A gente se pergunta: a quem, afinal, esse Congresso representa? Qual a relação que esses nobres deputados têm com a sociedade civil?

UM MILHÃO e quinhentas mil assinaturas entregues a Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados, em 29 de setembro de 2009, foram o fruto de uma bela e esperançosa campanha nacional visando apresentar um projeto de lei exigindo ficha limpa dos candidatos a cargos eleitorais. Um evento histórico da maior importância para a democracia brasileira.

Houve destacada participação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da presidência da CNBB, dom Geraldo Lyrio e dom Dimas Barbosa, insistindo, na coletiva do dia 11 de dezembro, na agilidade na aprovação do projeto para barrar a corrupção na política.

A magnitude do acontecido mereceria uma comemoração das mais festivas. O que se viu, entretanto, depois da entrega oficial, foi um Congresso silencioso, reticente, triste...

O deputado Michel Temer, desde o primeiro momento, se entrincheirou no adiamento da pauta do projeto para fevereiro de 2010, alegando agenda cheia, recesso parlamentar e outras prioridades. Dizia estar dialogando com os líderes para que esse projeto de lei não corresse o risco de "não ser aprovado".

Passado um mês de sua entrega, não havia relator designado e entrou no inexorável ritmo do passo lento daquela pesada máquina burocrática. Uma decepção! A ficha limpa foi para a gaveta de Michel Temer. Quanto aos demais deputados, não se tem registro de posicionamento público, a não ser o do deputado José Genoino (PT-SP), que subiu à tribuna, em 4 de novembro, para criticá-lo.Para Genuíno, a proposta é "inconstitucional" e "autoritária". É preciso recordar, porém, que ele é réu no processo do mensalão que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Seu discurso recebeu apoio de quatro deputados, entre eles o de Geraldo Pudim (PR-RJ), que já foi alvo de questionamentos na Justiça, e Ernandes Amorim (PTB-RO), que admitiu responder a processos e inquéritos judiciais.

Genoino se posiciona pela liberação das fichas sujas nas eleições, pela manutenção da impunidade dos que acorrem à campanha eleitoral em busca de um cargo público, para lhes garantir fórum especial e blindá-los contra os instrumentos comuns e normais da Justiça.

Vários políticos se precipitam em busca da eleição logo após terem cometido crimes, até de homicídio. Conseguem multiplicar recursos financeiros e, consequentemente, o número suficiente de eleitores para elegê-los.

Agora, na semana passada, depois de quatro meses de espera na Câmara, os líderes partidários decidiram criar uma comissão para, simplesmente, modificar o texto da proposta porque, segundo eles, haveria dificuldades de aprovar o veto à candidatura de políticos com condenação em primeira instância na Justiça.

A gente se pergunta: a quem, afinal, esse Congresso representa? Qual a relação que esses nobres deputados têm com a sociedade civil organizada para que uma mobilização popular séria, prevista na Constituição, como a que ofereceu à nação um número tão expressivo de assinaturas, acabe, na Câmara, num leviano joguete de interesses escusos de senhores votando em causa própria?

Está de parabéns dom Dimas, secretário-geral da CNBB, que mais uma vez se posicionou com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral: "Não se tolera mais adiamento do projeto. O movimento topa dialogar com quem de direito no Congresso. Não aceita, porém, alterações redacionais que venham desfigurar os princípios que norteiam a iniciativa".

A ficha limpa é um passo de suma importância para salvar a democracia e para garantir a credibilidade do processo eleitoral. Mas não é tudo, pois uma análise mais profunda do nosso processo eleitoral nos leva à melancólica conclusão de que ele é estruturalmente corrupto.

Vou citar, para concluir, uma autoridade no assunto, João Heliofar de Jesus Villar: "Como procurador regional eleitoral no Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de atuar em quatro eleições e refletir demoradamente sobre essa loucura que é o processo das eleições no Brasil. Quem trabalha na fiscalização dos pleitos sabe que o sistema está desenhado para não funcionar. Não se trata de fiscalização ineficiente e sim de fiscalização impossível. (...) Há um consenso silencioso na classe política de que o caixa dois é uma necessidade inafastável".

Antes de qualquer reforma política entregue a esses mesmos senhores, emerge, pois, a nossa inarredável responsabilidade como sociedade civil organizada.

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PAULO BALDUINO DE SOUSA DÉCIO , o dom Tomás Balduino, 87, mestre em teologia e pós-graduado em antropologia e linguística, é bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Do Diário de Cuiabá - Líderes divergem sobre ‘Ficha Limpa’

ÂNGELA JORDÃO
Especial para o Diário

O projeto de Lei “Ficha Limpa” pode não ser aprovado até as eleições deste ano. As discussões sobre a propositura, que conta com a adesão de 1,3 milhão de assinaturas, coletadas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), estão longe de ser consenso entre parlamentares federais de Mato Grosso do PSDB, PT, PP e PSB, ouvidos pelo Diário.

Pela proposta, estão proibidos de concorrer às eleições pessoas condenadas em primeira instância, ou com denúncia recebida por um tribunal por crimes de racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, além de pessoas já condenadas por compra de votos ou uso da máquina pública. As ações precisam ser movidas pelo Ministério Público, para evitar que sejam apenas de uso político do adversário.

Uma audiência marcada para o próximo dia 23, na Câmara Federal, pode inclusive selar um entendimento para que o projeto seja votado e que possa valer para a eleição ainda deste ano.

“O grupo de trabalho busca um texto de consenso, já que há aspecto que enfrenta resistência, a exemplo da dificuldade de garantir o direito de ampla defesa do candidato”, explicou o deputado Carlos Abicalil (PT). Neste caso, é o que prevê a proibição de concorrer pessoas que tenham sofrido denúncia recebida por um tribunal sem que tenham sido julgadas.

Para os deputados, o impedimento só deve valer para os processos que já tenham sido julgados. “Pode gerar algo perigoso, como uma onda de denuncismo. Um adversário político poderá inventar uma denúncia, sem nenhuma verdade, e isso fazer com que o outro perca seu direito a eleição”, ressalta o deputado Valtenir Pereira (PSB).

Para Valtenir, basta apenas o julgamento em primeira instância. Mas, mesmo assim a decisão final deveria ficar sob a responsabilidade do juiz eleitoral. “Deve ser analisado caso a caso. O juiz é quem deverá determinar se o pretende pode ou não ser candidato. Se já houve sentença, qual foi o crime”.

O parlamentar diz que o projeto é de extrema importância para a política brasileira. “Se para apenas um candidato em concurso público é exigido uma certidão negativa de antecedentes criminais, porque o mesmo não deve ser exigido dos nossos homens públicos. Os candidatos terão que comprovar idoneidade”, questiona.

A Câmara Federal um grupo de trabalho por conta da resistência dos parlamentares que não chegam a um consenso sobre o texto final.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=364892

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Deputados sugerem série de alterações no projeto

Especial para o Diário

Já o deputado Eliene Lima (PP) argumenta que o projeto precisa deixar muito claro o que é “ficha limpa” e “ficha suja”. Eliene defende também que só deveria ser impedido de se candidatar aqueles que tiverem processos julgados em segunda instância e esgotados os recursos. Contudo, o próprio parlamentar aponta que o problema, nestes casos, é a morosidade da Justiça. “A Justiça precisa ser mais rápida, ágil. Tem que mudar. É preciso uma mudança radical no julgamento de processos envolvendo políticos”.

A deputada Thelma de Oliveira (PSDB) também defende que seja considerado o julgamento em segunda instância. Ela informa que o PSDB está trabalhando uma emenda para melhorar o projeto e que o partido irá discutir isso com os demais parlamentares após o carnaval. “Somos a favor do projeto, sem dúvida, deve haver uma forma de controle. Estamos trabalhando para melhorar a proposta atual”.

Carlos Abicalil conta que uma saída para o impasse seria que, “no critério da condenação em primeira instância seja acrescentado a necessidade de uma decisão por órgão colegiado, ou seja, que a sentença de condenação não tenha sido dada por apenas um juiz”. (AJ)

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=364893
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Brasil sem corrupção - será possível?

Caros amigos,


Uma proposta de lei que pode limpar a política brasileira banindo candidatos corruptos das eleições está circulando no congresso. Para passar essa lei precisamos que milhares de pessoas enviem mensagens aos seus líderes políticos. Clique abaixo para participar:


Imagine um governo sem corrupção. Onde políticos que desviassem verbas públicas, que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas ou crimes severos fossem banidos das eleições.

A campanha nacional pelo “Projeto de Lei Ficha Limpa” está demandando justamente isto, porém não será fácil passar esta lei sem uma oposição forte de políticos corruptos.

Estamos em ano de eleição e os políticos se preocupam com a sua imagem pública, então vamos enviar milhares de mensagens para os líderes de todos os partidos pressionando-os a apoiarem o “Projeto de Lei Ficha Limpa". Este ano o que eles menos querem é publicidade negativa, então vamos mostrar que estamos prestando atenção em suas ações e que nossos votos dependem disso - só com pressão popular eles irão passar a lei a tempo.

Clique abaixo para enviar uma mensagem pelo nosso site, e depois encaminhe este alerta para todos os seus amigos:

http://www.avaaz.org/po/brasil_sem_corrupcao/?vl

O Brasil inteiro quer esta reforma – os nossos parceiros do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral conseguiram coletar 1,5 milhões assinaturas para esta lei visando proibir a candidatura de pessoas que cometeram crimes graves, como assassinato, estupro, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. No momento, um grupo de trabalho está revendo a lei antes de enviá-la para votação e não temos tempo a perder, ela precisa ser votada nas próximas semanas para que seja válida nas eleições de outubro.

Não é uma batalha fácil - a corrupção está entranhada em nosso sistema político, e existem diversos interesses poderosos contra esta lei. No entanto, em ano eleitoral onde o que eles mais querem é atenção, só a pressão pública pode influenciar os nossos deputados a votarem certo. Uma enxurrada de mensagens irá mostrar aos deputados que eles têm mais a perder não aprovando essa lei do que votando a favor.

Caso passe, esta lei vai revolucionar a política brasileira, retirando do governo todas as figuras carimbadas que só querem encher os bolsos de dinheiro. Tentados em desviar verbas públicas, com esta lei, os políticos irão pensar duas vezes se vale a pena arriscar a sua carreira política.

Nós já aguentamos o suficiente - não queremos mais bandidos nas eleições! Vamos lutar por um Brasil melhor - mande esse alerta para todos que você conhece:

http://www.avaaz.org/po/brasil_sem_corrupcao/?vl

Com esperança, Alice, Paul, Graziela, Ricken, Luis, Iain, Pascal, Milena, Ben, Paula, Benjamin e toda a equipe Avaaz

Fontes:

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral:
http://www.mcce.org.br/

Grupo de trabalho analisará projeto 'ficha limpa' – O Globo:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/09/grupo-de-trabalho-analisara-projeto-ficha-limpa-915821446.asp

Ficha limpa no Congresso – Correio do Povo:
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=966560&tit=Ficha-limpa-no-Congresso

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral consegue assinaturas necessárias para levar Projeto Ficha limpa ao Congresso – Correio Brasiliense:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/17/politica,i=142687/MOVIMENTO+DE+COMBATE+A+CORRUPCAO+ELEITORAL+CONSEGUE+ASSINATURAS+NECESSARIAS+PARA+LEVAR+PROJETO+FICHA+LIMPA+AO+CONGRESSO.shtml

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Da Agência Câmara - Ficha Limpa e mais nove projetos endurecem regras de inelegibilidade

28/01/2010 17:19

O projeto de iniciativa popular que exige "ficha limpa" dos políticos para que possam ser candidatos tramita junto a outras nove propostas semelhantes. O tema vem sendo discutido na Câmara desde 1993 e os projetos estão prontos para entrar na pauta de votações do Plenário.

Com a abertura do ano legislativo, na próxima semana, a Câmara deverá retomar uma discussão que pode mudar o cenário político do País: as regras de inelegibilidade dos candidatos, definidas na Lei Complementar 64/90. Tramitam na Casa dez propostas que tornam a lei mais rígida. Só no ano passado foram apresentados seis projetos. Um deles, conhecido como “ficha limpa” (PLP 518/09), é de iniciativa popular e recebeu 1,3 milhão de assinaturas.

Um dos 22 parlamentares que subscreveram o projeto da ficha limpa, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) espera que ele seja votado antes de junho, mês no qual os partidos oficializam suas candidaturas. “Assim, o TSE baixaria as regras das eleições já em conformidade com a nova lei”, acredita. De acordo com ele, a previsão é de q

ue o tema seja levado para a reunião de líderes já em fevereiro. Em dezembro, o presidente da Câmara, Michel Temer, disse que se empenhará em colocar a proposta em votação neste ano, mas ele acredita que as novas regras valerão apenas para 2014.

Prontos para votação

O primeiro projeto a tratar do tema na Câmara foi o PLP 168/93, de autoria do Executivo. Desde 2001, quando a CCJ aprovou o substitutivo do deputado Jaime Martins (PR-MG), o texto está pronto para entrar na pauta do Plenário. Na época, havia apenas uma proposta apensada (PLP 22/99). Sem consenso dos líderes, a proposta ficou parada e, desde 2001, recebeu mais oito projetos apensados, entre eles o “ficha limpa”.


Quando o substitutivo ao PLP 168/93 for a Plenário, todas as propostas apensadas serão discutidas ao mesmo tempo. Para contemplar as mais recentes, os deputados poderão apresentar emendas e destaques ao substitutivo. Se estiver tramitando em regime de urgência, o presidente escolherá um deputado para relatar o texto final em plenário. Caso contrário, as propostas retornarão, em conjunto, para a análise das comissões. “Estou inteiramente à disposição para aperfeiçoar o projeto”, afirma Jaime Martins.

Condenados em primeira instância

Uma das alterações previstas no substitutivo prevê que, para se tornar inelegível, o candidato não precisará mais ser condenado com trânsito em julgado – quando não há mais possibilidade de recurso. Nos casos de processos eleitorais, criminais e de abuso de poder, bastaria uma condenação em primeira instância. A proposta também aumenta o prazo de inelegibilidade de três para oito anos (veja quadro).

Já o projeto da ficha limpa - defendido por diversas entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - propõe mudanças mais amplas. Além das alterações previstas no substitutivo, o projeto de iniciativa popular acrescenta dispositivos à lei. Um deles prevê que parlamentares que cometeram quebra de decoro fiquem inelegíveis por oito anos, mesmo que renunciem antes para evitar a cassação.

Em comum, todos os projetos apensados têm a intenção de melhorar o perfil dos candidatos a cargos eletivos no País. Mas as diferenças são várias: o PLP 487/09, por exemplo, prevê a necessidade de condenação em segunda instância para tornar o condenado inelegível. A proposta é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Polêmica

A expectativa de enrijecer as regras de inelegibilidade, em pleno ano eleitoral, começa a dividir opiniões. Indicado à liderança do governo na Casa, o deputado Cândido Vaccarezza (SP) afirma que o projeto da “ficha limpa” não é democrático. “Sou defensor do Estado de Direito. Ninguém pode ser condenado se um processo não transitou em julgado”, diz. “Minha posição é clara e vou dizer isso no colégio de líderes.”

Jaime Martins (PR-MG), autor do substitutivo ao PLP 168/93, diz que as mudanças são necessárias para garantir a moralidade nas eleições. Para ele, retirar a exigência do trânsito em julgado não elimina o princípio da presunção da inocência. “O que ocorre é que as ações costumam demorar décadas. Muitasvezes a pessoa morre e o processo continua, ou seja, a morosidade da Justiça acaba servindo de refúgio para a impunidade”, afirma.







De O Globo - Proposta de alteração do projeto de político ficha limpa deve ser entregue em março

Plantão | Publicada em 10/02/2010 às 19h41m

Isabel Braga

BRASÍLIA - O grupo formado por representantes de todos os partidos da Câmara e encarregado do texto alternativo do projeto Ficha Limpa deverá apresentar as alterações ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) no dia 17 de março. A proposta de iniciativa popular que veta a candidatura de políticos que tenham condenação na Justiça, segundo os líderes, deve ser votada até o fim de março. Na primeira reunião do grupo, também já foi marcada uma audiência com representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), no próximo dia 23.

Integrante do grupo, o deputado Jefferson Peres (PP-AM), disse que é importante ouvir juristas...


Leia a matéria na íntegra em: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/10/proposta-de-alteracao-do-projeto-de-politico-ficha-limpa-deve-ser-entregue-em-marco-915835806.asp
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Do Portal Canção Nova - Passado de políticos deve ser "limpo", defende deputado federal

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010, 15h37

Leonardo Meira
Da Redação, com reportagem de Ronaldo da Silva


Os líderes partidários da Câmara dos Deputados criaram um grupo informal para sistematizar as propostas de emendas ao projeto de lei da Ficha Limpa (PLP 518/09).

O grupo é coordenado pelo deputado federal Miguel Martini (PHS/MG). Na tarde desta terça-feira, 9, o parlamentar foi entrevistado pelo jornalista Ronaldo da Silva no programa Tarde Especial, da Rádio Canção Nova em Brasília.

"É um direito da sociedade querer que seu representante, ou aquele que vai administrar a coisa pública tenha uma vida ilibada, que tenha realmente uma pureza enquanto pessoa, homem público, cidadão, cidadã", defende o deputado.



Ronaldo da Silva - O que é, exatamente, o projeto Ficha Limpa


Miguel Martini - O artigo 14 da Constituição Federal indica: "§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta".

Já existe uma lei complementar, ultrapassada, que prevê que todos podem concorrer enquanto uma matéria ou acusação não tiver transitado em julgado, ou seja, até esgotar a última instância

Com a aprovação do PL isso irá mudar. Hoje, há presunção de inocência: a modificação é que alguém já condenado em segunda instãncia não poderá concorrer.

Isso dará à sociedade mais segurança, proteção e, para nós, que somos homens públicos, quando andamos com o broche de deputado federal, há pelo menos a presunção da dúvida sobre se a pessoa é ou não honesta. Se passar essa nova legislação, alguém que for eleito poderá gozar da reputação de ficha limpa. Isso dará mais força moral para o mandatário e, ao mesmo tempo, fortalece muito mais a democracia.

Aqueles que não querem a aprovação é porquê, sem dúvida nenhuma, uma vez aprovada essa lei, ficarão de fora do processo, porque realmente estão com processos tramitando.

Aqueles que tem realmente ficha limpa, quem prima pela seriedade, quer a aprovação o mais rapidamente possível. É um direito da sociedade querer que seu representante, ou aquele que vai administrar a coisa pública tenha uma vida ilibada, que tenha realmente uma pureza enquanto pessoa, homem público, cidadão, cidadã. Da mesma forma que quando qualquer empresário vai contratar um administrador financeiro ou alguém que vai gerir as coisas dele, a preocupação não é só com a competência, mas também com a probidade.

Vamos dar um salto extraordinário de qualidade aprovando esse projeto de lei. Sabemos que haverá dificuldades; porém, não mudamos as coisas com facilidade. E é assim mesmo, o processo é luta. Sinto que Deus, hoje, me honrou com essa possibilidade de ser um dos instrumentos que vai acelerar esse processo de votação.



Ronaldo - Boa parte dos parlamentares hoje não teria essa ficha limpa, que possibilitaria que eles se candidatassem a uma reeleição. Exatamente por esse motivo, vocês sabem que não terão um caminho fácil para a aprovação desse PL.


Martini - Nós sabemos disso; porém, o projeto. como está presentado, admite alguma modificação sem perder o foco central. O que nós vamos fazer: hoje, o PL prevê que alguém que for denunciado ou condenado em primeira instância está impedido de concorrer. Nós sabemos de, infelizmente, perseguições políticas aos montes.

Ter um processo de improbidade administrativa não significa que a pessoa seja desonesta, ou que tenha feito algo errado. Significa que adversários entram com ação contra aquela pessoa e, muitas vezes, há perseguições políticas em que os juízes de determinada comarca têm mesmo um grupo político, e eles então conseguem uma condenação.

Quando leva para uma segunda instância, aí as pessoas envolvidas já são mais isentas e a possibilidade de uma perseguição política já é muito menor. Por isso, se levarmos isso, a condenação à improbidade administrativa para segunda instância, muitas pessoas honestas, boas poderão concorrer, mesmo tendo passado por um processo em primeira instãncia.

Então, o que se vai buscar é isso; não queremos dar instrumentos para que os maus consigam impedir os bons de concorrer. Se a pessoa é boa, ela tem o direito de concorrer; agora, se é má, tem que ser impedida. E a legislação tem que valorizar isso, separar joio do trigo.

Esse é o grande trabalho que essa comissão terá que fazer. Já pedimos auxílio às entidades, inclusive a CNBB, que deve nos acompanhar também nesse processo. Eu já conversei até com alguns bispos que também acreditam que se deve ter cuidado para que haja uma legislação onde se impeça verdadeiramente aqueles que não devem estar na vida pública, por não terem ficha limpa.



Ronaldo - Então, em resumo, a hora é de dar celeridade para que se consiga aprovar esse PL até junho.


Martini - Exatamente, e o meu papel, Deus colocou na minha mão para desempenhar com toda a rapidez. Vamos andar com esse processo, eu não quero demorar muito tempo com isso não.

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Da Agência Câmara - Ficha Limpa enfrenta resistências entre partidos na Câmara


10/02/2010 20:18


Britto Junior
Representantes dos partidos no grupo de trabalho que analisa o Ficha Limpa não conseguiram chegar a um texto de acordo sobre o tema.

A primeira reunião do grupo de trabalho criado para propor um texto de consenso aos projetos que tratam da Ficha Limpa (PLP 518/09 e outras 13 propostas que tramitam em conjunto) mostrou que o tema enfrenta resistência em alguns partidos.

Representando o PP, o deputado Gerson Peres (PA) disse que, da forma como foi proposto por iniciativa popular, o projeto da Ficha Limpa apresenta "claras inconstitucionalidades". No mesmo sentido, o deputado Vicente Arruda (PR-CE) disse que o projeto fere o princípio constitucional que diz que ninguém é culpado enquanto não houver sentença definitiva contra si.

"A prática do crime só pode ser comprovada depois de transitar em julgado a decisão judicial”, afirma Arruda. “Se o sujeito está com um processo, torná-lo inelegível é um absurdo. Nós não podemos simplesmente nos considerar donos da verdade e não permitir que o povo se manifeste sobre em quem quer votar."

Vicente Arruda questionou ainda a discussão do assunto em pleno ano eleitoral. "De acordo com o artigo 16 da Constituição Federal, qualquer matéria eleitoral só poderá ser aplicada se votada um ano antes das eleições".

Eleições de outubro

Em contrapartida, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), um dos coordenadores da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, disse que o projeto da Ficha Limpa não fere a Constituição e poderia valer para as eleições de outubro.

"A inelegibilidade antecede a formação das chapas. Então, se é um fato que antecede o processo eleitoral e a definição da lista dos candidatos pelos partidos, só entrarão os candidatos que estão 'limpos', digamos assim”, avalia. “Então não há por que estabelecer essa regra de que só entraria em vigor para as eleições de 2012".

Paulo Rubem Santiago entende ainda que os parlamentares têm de responder à demanda da sociedade quando o direito individual de presunção da inocência entra em conflito com o direito coletivo ao patrimônio público.

"Não se pode permitir, depois de uma primeira ou de uma segunda condenação, que se volte a arguir a presunção de inocência até a última instância, e os danos que foram causados não sirvam para absolutamente nada”, defende o deputado. “A impunidade termina fortalecendo grupos que atuam de forma corrupta na administração pública, prejudicando o acesso da população aos bens sociais."

Primeira instância

Segundo o relator do grupo de trabalho, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), será difícil aprovar na Câmara a proibição de candidaturas de condenados apenas em primeira instância. No entanto, Indio da Costa diz temer que, se o Congresso aprovar a restrição para condenados em segunda instância, a sociedade considere um retrocesso em relação ao texto original.

Por isso, ele destaca a importância de discutir o assunto em audiências públicas. A primeira foi marcada para o próximo dia 23, quando os deputados vão ouvir representantes das entidades que colheram assinaturas da população para o projeto da Ficha Limpa.

No dia seguinte, haverá reunião de trabalho para decidir se outras audiências serão necessárias. Essa comissão informal de deputados deve encerrar os trabalhos em 17 de março, para permitir que o tema seja votado em Plenário logo em seguida.

Reportagem - Alexandre Pôrto
Edição - Newton Araújo

Da Agência Câmara - Relator acredita que mudanças do Ficha Limpa só valerão em 2012

10/02/2010

O relator do grupo de trabalho que vai analisar o projeto Ficha Limpa (PLP 518/09) e outras 13 propostas que tramitam em conjunto, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), acredita que as mudanças nas regras de inelegibilidade, se aprovadas, só valerão a partir das eleições de 2012.

A previsão é de que o texto final seja votado em Plenário até o fim de março. Costa afirma que o texto pode até explicitar que as regras valerão a partir de 2010, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) teria de ser consultado sobre a constitucionalidade da aplicação da lei neste ano.

O relator lembra que, de acordo com a Constituição, leis que alterem o processo eleitoral só são aplicadas um ano após o início de sua vigência. “Acharia ótimo se pudesse valer a partir de 2010, mas essa é uma questão que o STF tem que responder”, disse.


Análise técnica
Costa afirma que já solicitou a uma equipe técnica a análise das 14 propostas que tratam do tema. Um deles, o Projeto de Lei Complementar 404/08, é de sua autoria. O texto prevê casos em que o candidato se torna inelegível por três anos quando condenado em primeira instância.

O Ficha Limpa – proposta de iniciativa popular que recebeu mais de 1,3 milhão de assinaturas – também prevê inelegibilidade após condenação em primeira instância, mas amplia o prazo de três para oito anos e inclui novos dispositivos na legislação (Lei Complementar 64/90). Um deles prevê que parlamentares que cometerem quebra de decoro se tornarão inelegíveis mesmo se renunciarem para evitar a cassação.

Participação da sociedade
O relator do grupo de trabalho afirma que pretende ouvir o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e todas as entidades que apoiaram o Ficha Limpa. Para ele, uma alternativa a ser discutida é condicionar a inelegibilidade à condenação em segunda instância. O deputado afirma que o texto final deverá atender aos anseios da sociedade, mas também ter a viabilidade de ser aprovado pelo Congresso.


Reportagem – Daniella Cronemberger
Edição – Paulo Cesar Santos
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grupo de Trabalho do Projeto Ficha Limpa inicia atividades hoje

GT é composto por representantes dos partidos e da sociedade civil

O Grupo de Trabalho instalado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para discutir o teor do PLP 518/2009 e de outros projetos de lei que tratam de inelegibilidades, tem sua primeira reunião hoje, dia 10/02, às 16h30, no plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados.

O grupo é presidido pelo deputado Miguel Martini (PHS/MG) e tem como relator o deputado Indio da Costa (DEM/RJ).

A reunião acontece com representantes dos partidos e da sociedade civil. O MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), responsável pelo encaminhamento, ao Congresso, do projeto de lei de iniciativa popular que resultou no PLP 518/09, estará presente e irá acompanhar de perto todas as ações do grupo.

O GT objetiva inicialmente apresentar uma proposta para o Colégio de Líderes até a semana que vem, para que os líderes definam quando ela será submetida ao plenário.

Além do PLP 518/2009, serão também discutidos os projetos de lei 168/93, 22/99, 35/2003, 203/2004, 446/2009, 487/2009, 499/2009, 519/2009 e 544/2009.

Durante as atividades do Grupo de Trabalho outras propostas e/ou projetos também poderão ser apensados.


PLP 518/2009: mobilização popular

O PLP 518/2009 é originário do Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos, assinado por 1,5 milhão de brasileiros e entregue no Congresso Nacional em 29 de setembro de 2009. Ele propõe aumentar as situações que impeçam o registro de uma candidatura, incluindo:

. Pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal (no caso de políticos com foro privilegiado) em virtude de crimes graves como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Essas pessoas devem ser preventivamente afastadas das eleições ate que resolvam seus problemas com a Justiça Criminal;

. Parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição e fugir de possíveis punições;

. Pessoas condenadas em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa;

. Estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos;

. Tornar mais rápidos os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos.
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Do Diário do Nordeste - Câmara cria grupo para discutir projeto

10/2/2010

Brasília A Câmara criou ontem um grupo de trabalho para discutir os projetos que vetam candidaturas de políticos com "ficha suja". Como não há consenso entre os deputados para a votação dos projetos, o grupo vai tentar reunir as propostas em um texto único para ser submetido à análise do plenário.

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), trabalha para conseguir aprovar no primeiro semestre uma agenda de votações de apelo popular. Temer quer ganhar força na Casa para ser indicado à vice-presidência na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida presidencial.

O projeto dos "ficha limpa" está na lista do peemedebista. Apresentado em setembro passado com 1,3 milhão de assinaturas, o texto prevê que condenados em primeira ou única instância por crimes graves não possam disputar eleições. A ideia que mais ganha força entre os parlamentares é estabelecer que a restrição para a candidatura de políticos com problemas na Justiça só seja aplicada após análise do processo em segunda instância do Judiciário.

Desde o ano passado, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral pressiona o Congresso para colocar em votação o projeto impedindo a candidatura de políticos com "ficha suja" em todas as esferas de Poder. Segundo o movimento, o projeto não é contra o parlamentar, mas é a favor da dignidade do trabalho parlamentar e do Executivo.

O projeto enfrenta resistências na Câmara e no Senado. Os parlamentares defendem a manutenção da atual legislação de que a candidatura só deve ser impedida após a análise dos processos em última instância pela Justiça. A justificativa é de que as disputas regionais, muitas vezes, provocam perseguição política que levam a denúncias sem fundamento.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=734473
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De O Globo - Grupo de trabalho analisará projeto 'ficha limpa'

Publicada em 09/02/2010 às 13h58m

Isabel Braga

BRASÍLIA - Os líderes partidários decidiram criar nesta terça-feira um grupo para estudar as propostas de emendas ao projeto de lei Ficha Limpa . Cada partido indicará um integrante do grupo, que levará as propostas de suas respectivas bancadas. A ideia é criar um texto alternativo. O grupo será coordenado pelo deputado Miguel Martini (PHS-MG) e terá como relator o deputado Índio da Costa (DEM-RJ).

Para os líderes, haveria dificuldades de aprovar o veto à candidatura de políticos com condenação em primeira instância na Justiça. Em nota divulgada na sexta-feira, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral...


Leia a matéria na íntegra em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/09/grupo-de-trabalho-analisara-projeto-ficha-limpa-915821446.asp
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Da Agência Câmara - Câmara cria grupo de trabalho para estudar projeto da Ficha Limpa

09/02/2010 12:41


Rodolfo Stuckert



Os líderes partidários decidiram criar um grupo informal para sistematizar as propostas de emendas ao projeto de lei da Ficha Limpa (PLP 518/09). O grupo, coordenado pelo deputado Miguel Martini (PHS-MG), realiza sua primeira reunião nesta quarta-feira (10), às 16h30, no plenário 9. O relator é o deputado Indio da Costa (DEM-RJ).

Cada partido indicará um integrante do grupo, que levará as propostas de suas respectivas bancadas. Segundo Martini, o grupo deverá apresentar uma proposta de redação final ao Colégio de Líderes, para que o projeto seja votado pelo Plenário até o fim de março.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/145117-CAMARA-CRIA-GRUPO-DE-TRABALHO-PARA-ESTUDAR-PROJETO-DA-FICHA-LIMPA.html
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Clipping MCCE - 1/2 a 7/2/10


Da Rádio Câmara - Líderes apoiam projeto "ficha limpa"

De Brasília, Geórgia Mora
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Líderes apoiam projeto "ficha limpa", que torna inelegíveis candidatos que tenham sido condenados pela Justiça em primeira instância em processos criminais, eleitorais e de abuso de poder (PLP 518/09).

Num ano eleitoral, os líderes avaliam que o Parlamento deve dar uma satisfação à sociedade.

Se a proposta for aprovada antes das convenções partidárias de junho, a nova regra poderá ser aplicada para as eleições de outubro, quando o país escolherá o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Um grupo de trabalho foi criado para reunir em um mesmo texto consensual as propostas de 10 projetos sobre o tema que tramitam em conjunto na Câmara.

O líder do PT, deputado Fernando Ferro, rebate as críticas de que o grupo pode atrasar as votações.

"É uma matéria que tem uma necessidade de esta Casa dar uma resposta, mas no mês de março, essa matéria deve vir a votação. Há um congestionamento da agenda com Medidas Provisórias e os projetos do pré--sal, portanto, acho natural que ela venha na sequência"

O líder do Democratas, deputado Paulo Bornhausen, também é favorável à proposta. Ele já indicou o deputado Índio da Costa, do Democratas do Rio de Janeiro, para fazer parte do grupo que vai discutir a matéria. Bornhausen também acredita que não haverá atrasos na votação.
"Com consenso ou dissenso, o que tiver no final de fevereiro, nós vamos abrir março com uma política muito forte de colocar isso em Plenário e o presidente (Temer) tem esse compromisso conosco. Essa matéria é tão importante que ela precisa entrar em pauta no momento que tenha condições de ser votada. Com o pré-sal em pauta, nós teremos dificuldade de votá-la. Essa é a grande realidade. Vamos fazer a votação do pré-sal e em seguida o Democratas vai fechar questão na votação do ficha limpa a partir do início de março que é quando imagino teremos concluído o pré-sal".

A "ficha limpa" será votada diretamente em Plenário. Dos dez projetos sobre o tema, o mais antigo é de iniciativa do Executivo, de 1993.

Entre as propostas, há também um projeto de inciativa popular apresentado ao Congresso em outubro do ano passado e que recebeu 1 milhão e 300 mil assinaturas coletadas em todo país pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Ouça a matéria em http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=99651">http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=99651
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

De O Globo - MCCE diz que não aceita desfiguração do projeto Ficha Limpa

Plantão | Publicada em 05/02/2010 às 17h05m

Isabel Braga

BRASÍLIA - O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) cobrou, mais uma vez, que a Câmara coloque em pauta a votação do projeto "Ficha Limpa". Os líderes partidários decidiram nesta semana criar uma comissão para modificar o texto do projeto de iniciativa popular, isso porque, segundo eles, haveria dificuldades de aprovar o veto à candidatura de políticos com condenação em primeira instância na Justiça. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o MCCE diz que é a favor do diálogo para aprimorar a lei, mas não aceita que "eventuais alterações redacionais venham a desfigurar os princípios que nortearam a iniciativa".

Leia a matéria na íntegra em: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/05/mcce-diz-que-nao-aceita-desfiguracao-do-projeto-ficha-limpa-915793047.asp
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Do Estadão - Projeto Ficha Limpa ficará sujeito a consenso partidário

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010, 09:57 | Online

Temer convidou partidos a participarem da discussão de nova versão, para garantir aprovação do projeto

Bruno Siffredi, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), solicitou que cada partido indique um representante para participar da discussão sobre o projeto de iniciativa popular 518/09 - conhecido como Ficha Limpa - para tentar atingir um consenso em relação à proposta que proíbe a candidatura de postulantes a cargos públicos com problemas na Justiça. O pedido foi apresentado na quarta-feira, 3, durante a reunião com as lideranças partidárias realizada nesta manhã no gabinete da Presidência. Temer é favorável a iniciar a discussão sobre o projeto no plenário na semana que vem.

O projeto Ficha Limpa foi entregue à Câmara em 29 de setembro do ano passado. A ONG Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) já apresentou 1,5 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil em apoio à proposta. O número é maior do que o necessário para que siga adiante, mas o projeto ainda não entrou na pauta do Congresso por falta de acordo entre os líderes. Há resistência em quase todos os partidos, porque o projeto estabelece que não seja concedido registro eleitoral aos políticos condenados em primeira instância por crimes graves, como crimes contra a vida e contra a administração e patrimônio públicos, em ações feitas pelo Ministério Público.

O novo líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, disse que a proposta de Temer é interessante, pois vai permitir que o projeto sofra uma alteração "necessária" antes de ser submetida ao voto. "Nós achamos que ela tem fundamento, mas temos que estabelecer alguns patamares para evitar pré-julgamentos e que seja retirado o direito de defesa", ressaltou.

Ferro assinalou alguns dos motivos que levaram as bancadas partidárias a se posicionarem de maneira contrária à proposta original. "Nós sabemos que muitos processos em primeira instância têm componentes de disputas locais", indicou o deputado. Ferro disse acreditar que, caso não seja alterado, o projeto deixaria os políticos sujeitos à decisões judiciais influenciadas por "pressões políticas e partidárias".

"Inclusive nós sabemos de perseguições políticas, envolvimento de poder judiciário e poder executivo na primeira instância", acrescentou. Ferro admitiu que a formulação original da proposta já foi descartada pelos parlamentares. Caso chegue ao plenário, o Ficha Limpa deverá ser atenuado para que apenas políticos punidos por uma decisão colegiada de segunda instância sejam impedidos de participar das eleições, como já havia sido antecipado na terça-feira.

Michel Temer espera ter as indicações dos representantes de cada partido até as 19h, indicou a assessoria. O presidente da Câmara pretende levar o projeto a voto em março, mas sabe que antes será necessário garantir um consenso entre os partidos para que seja possível conseguir a aprovação em ano eleitoral.


Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,projeto-ficha-limpa-ficara-sujeito-a-consenso-partidario,506314,0.htm

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