sexta-feira, 23 de abril de 2010

Da Gazetaweb - MCCE/AL colhe assinaturas para a Campanha Ficha Limpa

22.04.2010 | 16h37

Ação visa colher assinaturas para pressionar Congresso Nacional a aprovar projeto de lei que impede a candidatura de quem tiver condenação na Justiça

Gazetaweb- com Porllanne Santos

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral de Alagoas (MCCE/AL) recolhe, desde esta terça-feira (20), assinaturas no centro de Maceió para a Campanha Ficha Limpa, que pretende melhorar o perfil dos candidatos a cargos eletivos do país, tornando mais rígidos os critérios de inelegibilidade, baseado na vida pregressa dos candidatos. A ação está sendo organizada em todo o Brasil, pelo MCCE nacional.

De acordo com o coordenador geral do MCCE/AL, Antônio Fernando da Silva, a coleta de assinaturas na capital alagoana vai até esta quarta-feira (24), às 14 horas. Já na próxima semana, a equipe deverá se deslocar a Arapiraca, onde deverão continuar os trabalhos no município. Segundo Antônio, a intenção é recolher cerca de dois milhões de assinaturas, em todo o país. “Estamos contando com a participação de todos os brasileiros nesta luta tão importante da nossa história. Precisamos de cerca de dois milhões de assinaturas para pressionar o Congresso Nacional a aprovar este projeto e impedir que tanta gente ruim fique no poder”, disse.

Sobre a participação do povo alagoano na campanha, Antônio da Silva informou que, ‘apesar de as pessoas serem muito acomodadas, é notória a vontade de acabar com a corrupção’. “Nós não chamamos ninguém, elas vêm espontaneamente. Vêm motivadas pela vontade de ter um país mais limpo, sem corrupção’, destacou o coordenador geral do MCCE/AL, acrescentando a importância do apoio da Ordem dos Advogados do Brasil/AL (OAB/AL), neste trabalho.

Para o servidor público Carlos Henrique (45), esta é uma ótima oportunidade de cobrar da Justiça atitudes mais ferrenhas contra a corrupção. “Se passamos em um concurso ou arrumamos um emprego, temos que ter ficha limpa para atuar, e porque não esta lei ser implantada para políticos? Para mim eles ainda deveriam ser universitários”, alegou o servidor que compareceu à tenda armada pelo MCCE/AL para dar sua assinatura para a campanha.



Antônio da Silva informou ainda que, mesmo após este período de coleta de assinaturas no Centro, os interessados que não tiveram a oportunidade de colaborar com a campanha durante esta semana poderão se dirigir à sede do Movimento, localizado no Palácio do Trabalhador, na Rua Moreira Lima, no Centro, com o título de eleitor, e deixar assinatura.

A Campanha

Com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país, a Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008. Para isto, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.

No dia 29 de setembro, o MCCE nacional entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, o Projeto de Lei de iniciativa popular, junto com 1 milhão e 300 mil assinaturas, o que corresponde à participação de 1% do eleitorado brasileiro. O projeto já foi protocolado na mesa da Câmara e iniciou seu processo de tramitação na Casa, bastando apenas ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras. A votação deverá ocorrer na primeira semana de maio deste ano.

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=203575
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

De O Globo - CCJ pode incluir no Ficha Limpa recurso que suspende condenação

Plantão | Publicada em 20/04/2010 às 16h37m

Valor Online

SÃO PAULO - Na contramão do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), representantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara estudam as condições de incluir no texto do projeto Ficha Limpa a possibilidade dos políticos condenados em segunda instância em decisão colegiada registrarem suas candidaturas.

Isso desde que os interessados apresentem um recurso da condenação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teria o poder de conceder o efeito suspensivo. Desta forma, a condenação ficaria suspensa. De acordo com o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), a mudança na CCJ tem como objetivo prevenir qualquer risco de perseguição política.

O projeto original estipulava que o político perderia o direito de concorrer já na condenação em primeira instância, mas o relator, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), alterou a regra, com a anuência do MCCE, e permitiu que a inelegibilidade só estaria configurada com a condenação colegiada.

Leia a matéria na íntegra em: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/04/20/ccj-pode-incluir-no-ficha-limpa-recurso-que-suspende-condenacao-916392145.asp
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Da Agência Câmara - Temer quer votação do Ficha Limpa em duas semanas

20/04/2010 17:02

No enceramento da sessão do plenário, o presidente da Câmara, Michel Temer, disse que na semana que vem vai se dedicar à votação das sete medidas provisórias que estão trancando a pauta. Na semana seguinte, sua intenção é levar para o plenário a votação do projeto Ficha Limpa (PLP 518/09 e outros).

Reportagem - Alexandre Pôrto/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção
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Da Agência Câmara - CCJ adia votação das emendas do projeto Ficha Limpa

20/04/2010 13:26

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) decidiu adiar para a próxima quarta-feira (28), às 10 horas, a votação das 28 emendas apresentadas em Plenário ao Projeto Ficha Limpa. A proposta torna inelegível por oito anos quem for condenado, em órgão colegiado, por conduta em que há intenção de violar a lei. O deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP) foi nomeado relator das emendas.

A decisão foi tomada em reunião de representantes dos partidos na comissão.

O projeto Ficha Limpa (518/09) é de iniciativa popular. A proposta recebeu mais de 1,6 milhão de assinaturas, coletadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Originalmente, o projeto inclui na lista de impedimentos ao registro de candidatura para qualquer cargo político a condenação em primeira instância ou o recebimento de denúncia nas instâncias superiores relativa a crimes graves.

O grupo de trabalho que analisou a proposta aprovou substitutivo que impede a candidatura de políticos que renunciam para escapar de processos disciplinares por quebra de decoro parlamentar. Como esse texto recebeu emendas, cabe à CCJ analisar as possíveis modificações, antes que a matéria seja votada pelo Plenário.

Da Redação/ML

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Nova reportagem sobre o PL Ficha Limpa no CQC


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segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que podemos fazer pela aprovação imediata, e sem alterações, do Projeto Ficha Limpa?

Deixe aqui a sua sugestão.

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Veja depoimentos de quem participou do debate do Estadão, em 16/4/10



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Do Estadão - ONGs reforçam pressão por 'ficha limpa'

Em evento promovido pelo 'Estado', entidades defendem a tese de que, aprovado agora ou não, projeto ajudou a mudar cultura política

19 de abril de 2010 | 0h 08

Moacir Assunção - O Estado de S.Paulo

O futuro do chamado projeto ficha limpa, em apreciação no Congresso Nacional, foi o principal assunto discutido em debate promovido pelo Estado, na sexta-feira, 16, que reuniu no salão nobre da empresa as sete principais Organizações Não-Governamentais (ONGs) da área de fiscalização da atividade política e o Ministério Público Federal (MPF). A importância de o projeto ser votado a tempo de valer para as eleições deste ano – em maio, antes das convenções de junho – e de ser mantido o texto original, sem emendas que o descaracterizem, foi o principal consenso do encontro das ONGs.


Veja também:


Ouça a íntegra do debate

Assista aos depoimentos dos representantes das ONGs


Durante a discussão, mediada pelo jornalista Roberto Godoy, os participantes foram questionados se consideram que o Congresso vai votar o projeto e o que ocorrerá se isso não acontecer. As entidades pressionam os deputados para que a proposta, considerada um marco no combate pela transparência e contra a criminalização da política, seja aprovada logo.

Apesar de apoiado por 1,6 milhão de eleitores de todo o País por meio de assinaturas entregues ao Congresso, o projeto não teve aprovado o seu pedido de urgência urgentíssima para tramitação e está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até o fim deste mês, sob o compromisso de que retornará ao plenário em 5 de maio para votação.

Pela internet, as entidades já estão pressionando os parlamentares para evitar emendas que descaracterizem o texto negociado na Casa. “Se vai ser aprovado e a tempo não sabemos, mas o mais importante é que a discussão está posta e é irreversível a mudança na cultura da sociedade. A população tem acompanhado com muito interesse este debate. Estamos criando um círculo virtuoso para que as pessoas de bem passem a se interessar por política”, defendeu Jorge Donizeti Sanchéz, da Amarribo.

Luciano Santos, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), afirmou não ter dúvida de que o ficha limpa será aprovado. “Nossa expectativa não é se vai passar. É que tem que passar. Não há outra resposta que o Congresso possa dar a essa questão”, avaliou. “O que nos parece é que o presidente da Câmara (Michel Temer – PMDB-SP) está efetivamente interessado na aprovação. A votação em plenário deveria ter acontecido há duas semanas, mas as manobras regimentais que foram feitas para atrasá-lo demonstraram que há muitos interesses contrários ao projeto. Há consequências, no entanto, desse pensamento que já chegou à sociedade. O PV baixou resolução que só admite candidato que tenha ficha limpa. Isso demonstra que esse debate está surtindo efeito. O PDT de Brasília também determinou, em meio ao escândalo, que só aceitará postulantes a cargos públicos com passado sem problemas com a Justiça.”

Claudio Abramo, da Transparência Brasil, discordou dos colegas no que diz respeito à apreciação rápida do projeto. “Não é totalmente tranquila assim a aprovação ou que seja aplicável a esta eleição. Surgirão contestações que farão referência à lei eleitoral”, disse. “Fomos olhar a legislação dos países desenvolvidos para ver como é a questão das eleições em relação a pessoas que têm processos e em nenhum deles há proibição. Seria uma inovação no Brasil. Aqueles que se oporão, que são muitos, irão ao STF para contestar, com certeza”, continou Abramo. “O princípio da inocência até prova em contrário, que é o trânsito em julgado, vai ser aventado, com certeza, para combater a proposta.”

Chico Whitaker, da Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e à Impunidade (Abracci), contestou: “Quero colocar em dúvida sua informação (de Abramo). Recebi dos colegas do MCCE, entre os quais juristas, promotores e juízes, a informação de que há vários outros países com legislação muito mais dura do que o que estamos fazendo aqui. Mas a indignação do cidadão tem crescido bastante. Nestes dias, conversei com a deputada federal Luíza Erundina (PSB-SP), condenada em última instância por assunto que não tem a ver com improbidade e ela me disse para ficar despreocupado, que ela pagaria o preço de não poder participar da eleição se fosse o caso. Achei isso uma enorme demonstração de ética da parte dela.”

O procurador eleitoral Pedro Barbosa Neto lembrou que a questão do ficha limpa, embora seja uma discussão nova na sociedade já está prevista na legislação. “É possível que tenha confrontos no STF e isso faz parte. O que os senhores estão fazendo, na verdade, é corrigir uma mora do Judiciário. No artigo 14 inciso nono da Constituição já se fala em vida pregressa do candidato. Este é um preceito constitucional desde 1994.”

Barbosa Neto esclareceu, ainda, a preocupação de Abramo, da presunção de inocência, frequentemente usada pelos adversários do ficha limpa para tentar desqualificá-lo. “No Brasil, de vez em quando há a banalização de direitos fundamentais. A presunção de inocência está ligada ao direito penal e nós estamos falando de legislação eleitoral. A questão é relacionada à precaução do cidadão”, disse.

Para Maurício Broinizi, do Movimento Nossa São Paulo, o projeto oferece um marco político fundamental à política brasileira. “O ficha limpa constitui um questionamento profundo dessa política que se instalou no Brasil a ponto de precisarmos que o candidato ao poder político demonstre que não tem currículo que o desabone”, defendeu. No País, a atividade política é identificada pela juventude como tendo relação direta com a corrupção, o que é muito complicado.”

Rosângela Giembinsky, do Voto Consciente, disse que os parlamentares precisam lembrar-se bem de suas responsabilidades ao votar a lei. “Nossos parlamentares estão perdendo a oportunidade de escrever a história desse País. Eles estão defendendo a classe corrupta, que não está no Congresso, que são os vereadores e prefeitos que os elegeram. A sociedade está madura para esse momento e o está pedindo. Nossos congressistas estão perdendo a possibilidade de passar para a história desse País.”

Gilberto Palma, do Instituto Ágora em defesa do Eleitor e da Democracia, afirmou que espera a aprovação o mais rápido possível do projeto. “O tema da ficha limpa se constitui um marco que tem todas as características do antes e do depois da política brasileira, em termos de sua evolução e da democracia no Brasil.”

Se o projeto não passar e, portanto, não valer para as eleições de outubro, Santos, do MCCE, afirmou que as entidades farão listas de candidatos que têm problemas com a Justiça para evitar que os eleitores votem neles. “A própria Abracci já se manifestou nesse sentido”, revelou.

Eleições Municipais


Além do ficha limpa e das grandes questões nacionais, os representantes das ONGs presentes ao evento concordaram que é preciso investir no âmbito local, nas eleições nos municípios, nas quais, no entender da maioria, se iniciam os problemas com corrupção eleitoral.

“Eu estou esperando ansiosamente as eleições de 2012. Esta sim vai fazer diferença. A vida se passa nas cidades. A Amarribo tem feito esta ligação entre as pessoas inconformadas e indignadas nas pequenas e médias cidades. Temos um kit com 50 arquivos que é enviado para as ONGs locais da nossa rede de 190 entidades, no sentido de qualificá-las para fiscalizar o poder público municipal”, disse Sanchéz.

Abramo, por sua vez, defendeu a tese de que, para além de uma questão cultural, a corrupção tem raízes econômicas, centradas nas relações políticas na cidade. “Oitenta por cento dos municípios brasileiros dependem de repasses do governo federal para sobreviver e todo mundo depende da prefeitura nos recantos mais distantes. Numa situação destas não há o contraditório local.”

Whitaker concordou. “O problema é que tudo isso é uma rede de compromissos, de cumplicidade. No sistema eleitoral brasileiro, a base é o vereador, e a coisa é terrível. Cansamos de ouvir as pessoas dizerem que ‘no meu município, o cara entrou na política pobre e saiu rico’. O Legislativo é importantíssimo porque o prefeito não pode fazer nada sem a autorização dos vereadores, e se eles se vendem ao Executivo a situação fica muito difícil.”

Broizini lembrou que, graças à Constituição de 1988, as cidades assumiram um papel bem mais importante que em outras épocas da história do País. “A Constituição transferiu para os municípios um conjunto de responsabilidades e recursos bem maiores que antigamente. Como a base do mau uso do dinheiro público ocorre nas cidades , acredito que é fundamental que a gente coloque este debate em todas as esferas e que não fique restrito às fichas das candidaturas”, afirmou. “Há uma lei que deve entrar em vigor em um mês e meio que é a 119, conhecida como Lei Capiberibe, que considero fundamental para estabelecer a transparência da administração pública. Muitas vezes os mecanismos de corrupção não vão para a ficha do candidato porque há meios institucionais de manipular as informações”, disse.

A rede de corrupção


Além de pressionar os próprios candidatos a cargos públicos no sentido de impedir a candidatura dos chamados fichas-sujas, as entidades consideram importante que os partidos também sejam forçados a recusar candidaturas de pretendentes com problemas na Justiça.

Abramo defendeu a tese de que a política brasileira está invadida por aventureiros. “Quem são os responsáveis pela escolha dos candidatos? Os partidos políticos. Uma das perguntas que se precisa fazer é como se poderia estimular as agremiações a vetar o ingresso de pessoas que têm características que não recomendam que entrem na vida pública. Os partidos também precisam ser fiscalizados para evitar problemas com fichas-sujas.”

Whitaker fez discurso semelhante. “Poderíamos dizer aos candidatos o seguinte: mesmo que ele pessoalmente não seja ficha-suja, pode estar sendo apoiado por uma rede na qual há problemas sérios de corrupção. A Abracci está abordando a questão da cultura política do brasileiro, desde que o querido e pobre Gerson, pobre porque foi usado, disse que tem que levar sempre vantagem em tudo”, recordou. “Sempre me lembro de situações que presenciei em que o sujeito dizia que fez algo porque o chefe fazia. ‘Se ele pode, porque eu não posso’, era o raciocínio mais comum.”

Rosângela, do Voto Consciente, acrescentou que há uma desproporção entre o número de cidadãos em geral e políticos processados no País. “ Dez por cento, em média, das pessoas respondem a ações judiciais. No Congresso, esse número é pelo menos duas vezes maior.” Whitaker ponderou que nem sempre os políticos são processados por improbidade, mas muitas vezes por força de interesses poderosos contrariados no município.

Futuro


E o que se pode esperar do futuro da cidadania na construção de uma sociedade mais preocupada em fiscalizar seus representantes nos poderes públicos? Com exceção de Abramo, que demonstrou uma postura mais pessimista, os demais concordaram que a sociedade civil tem obtido, aos poucos, mais qualificação para fazer o controle democrático dos políticos em todos os níveis, o que deve contribuir para melhorar a participação política.

“A exemplo da Lei 9.840, também aprovada por uma lei de iniciativa popular há dez anos e que já levou à cassação de mais de mil pessoas por compra de voto, o ficha limpa é pedagógico, porque demonstra à sociedade que ela pode participar do projeto legislativo”, afirmou Santos, do MCCE.

Broizini lembrou que, nos últimos anos, várias iniciativas de ONGs como a que ele próprio representa convergiram no sentido de fornecer instrumentos à cidadania para fiscalizar políticas públicas. “Hoje, a sociedade tem dados, indicadores e planos de metas para acompanhar e fiscalizar as ações governamentais. Existe até uma metodologia de fiscalização dos executivos municipais desenvolvida pela Amarribo, com ótimos resultados. Se a gente juntar essa cultura que foi acumulada por esse conjunto de entidades da sociedade civil teremos condições não só de estabelecer o que é proibitivo para autoridades públicas como criar um novo padrão de fiscalização da atividade política”, opinou.

Whitaker também demonstrou otimismo. “ A Abracci começou esse processo pela inversão, explicando como denunciar e encontrar caminhos para superar a cultura da corrupção. Agora. a política de acompanhamento é um processo um mais longo. A gente está dando passos. Em 1964, por causa do golpe militar, houve aquela interrupção de um processo que estava caminhando. A política passou a ser um negócio perigoso. Não se podia falar de temas políticos em casa porque isso era até arriscado. Tudo isso vai andando e criando a impressão na população de que é possível fazer mudanças”.

Esse processo, entretanto, é longo na visão do veterano militante. “A ficha limpa é uma etapa. O único problema é que são passos longos demais. A cada dez anos damos um na construção de uma sociedade mais cidadã. Eu sei que é duro, mas as leis de iniciativa popular têm um efeito pedagógico extraordinário. Logo depois da aprovação da Lei 9.840, que pune a venda de votos, tivemos notícias de câmaras que tiveram 100% de renovação, Houve um caso famoso de Juciape (BA), em que um prefeito foi cassado porque deu uma caixa d’água a um eleitor e a tomou de volta quando perdeu a eleição. Em suma, aos poucos o político vai percebendo que vale a pena ser honesto.”

Ele, que acompanha a tramitação do Ficha Limpa no Congresso pela Abracci e MCCE, contou que durante a exposição do projeto em Brasília no início de abril, 30 parlamentares se inscreveram para discursar e apenas quatro se colocaram contrários à proposta. “Eles usaram argumentação típica de quem nem se deu, ao menos, ao trabalho de ler o projeto, se referindo à presunção da inocência e a temas relacionados a isso”, explicou.

Abramo se declarou pessimista quanto ao futuro. “ Eu discordo de que a corrupção na política ocorra devido a fatores culturais ou tenha a ver com a notória falta de relação entre eleitor e eleito. Me parece ser consequência das condições estruturais da política brasileira, por exemplo, o fato de as câmaras e assembleias não funcionarem. Isso ocorre porque o Executivo tem o poder de comprar o Legislativo com cargos. É tudo muito objetivo e o processo se faz objetivamente. Não é cultural, não é moral, não é um problema ético, é material. Como se resolve isso? alterando a Constituição e limitando drasticamente a quantidade de pessoas que o administrador, seja do Executivo, Judiciário ou Legislativo, pode nomear.”

Sanchéz considera que há avanços, apesar dos percalços. “Há anos atrás, não tínhamos a lei de responsabilidade fiscal (LRF). Recentemente, foi aprovada no Congresso a lei de acesso às informações públicas. Avanços estão acontecendo não na velocidade que nossa sensibilidade cidadã gostaria, mas não sou pessimista a ponto de achar que as mudanças não estão ocorrendo. É possível sim uma cruzada cidadã em prol das transformações. Vamos fazer a nossa parte como cidadãos.”

Santos afirmou que conversar com as pessoas nas filas de adesão ao projeto Ficha Limpa pelo País representou a sua principal motivação para acreditar que o País pode mudar em termos de avanço da consciência cidadã.

“Nessa semana tivemos o caso de um deputado distrital em Brasília que saiu do cárcere para assumir a sua vaga como representante da população no Parlamento. Quando ouvíamos as pessoas nas filas elas diziam, por outro lado, que pela primeira vez viam alguém querendo fazer algo. É com esta festa no arraial como o caso de Brasília que queremos acabar com o projeto Ficha Limpa”, comentou.

Palma afirmou que além do ficha limpa é necessário haver uma mudança de mentalidade na política brasileira “Partidos cumpriram um papel importante, mas é preciso observar os atores que estão emergindo”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ongs-reforcam-pressao-por-ficha-limpa,540036,0.htm
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sábado, 17 de abril de 2010

Na TV Terra - Chico Whitaker fala sobre o adiamento da votação do Projeto Ficha Limpa

Acesse:

http://terratv.terra.com.br/Especiais/Noticias/4416-288521/Ficha-Limpa-e-chance-de-reabilitar-classe-politica-diz-Whitaker.htm
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Debate

Participamos hoje sexta feira dia 16/04 de um debate na sede do Jornal O Estado de São Paulo com diversas outras entidades, MCCE, ABRACCI, VOTO CONSCIENTE, AMARRIBO, INSTITUTO AGORA, MOVIMENTO NOSSA SÃO PAULO E PROCURADORIA REGIONAL ELEITORAL, sobre fiscalização nas eleições onde o tema central foi o Projeto Ficha Limpa; este assunto será objeto de uma matéria no jornal de segunda, dia 19, e no mesmo dia será veiculado na Rádio Eldorado.

O debate foi muito interessante e demonstrou que todas as entidades participantes esperam a aprovação do projeto como única forma de resposta do Congresso de forma a melhorar a qualidade da representação politica que temos hoje e que, independente do resultado, o debate já esta posto na sociedade e que na prática será utilizado nas eleições que se avizinham, seja pelo impedimento dos que tenham condenação ou pelo banimento do eleitor na hora da escolha.

Luciano Santos

MCCE
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Do Correio do Povo de Alagoas - STF prepara força-tarefa para julgar processos de parlamentares

sábado, 17.04.2010, 09:03 (GMT-3)

A histórica impunidade de deputados federais, senadores e ministros, que por terem foro privilegiado respondem a processos em instâncias superiores pode estar sujeita a ingerência de uma força-tarefa, que está sendo montada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com uma mudança no regimento, proposta pelos ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso. Veja os alagoanos que serão atingidos

Até hoje o STF jamais condenou qualquer integrante do Congresso, em parte por culpa da falta de consistência nas provas levantadas pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal (PF).

Uma unidade da PF ficaria à disposição do tribunal para tornar mais ágeis as diligências necessárias para julgar os processos contra esses políticos. A alteração do regimento pode ser aprovada antes que Gilmar Mendes deixe a presidência do Supremo, no dia 23 deste mês.

A mudança regimental regularizaria a tramitação dos inquéritos para torná-los mais rápidos, pois não existe uma norma interna específica que trate da questão. Para os ministros do Supremo isso seria necessário para deixar claros prazos e procedimentos.

Cerca de 150 parlamentares respondem a processos no STF por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, irregularidades eleitorais, além de tentativa de homicídio e estelionato. Existem pelo menos 35 tipos de crime preliminarmente atribuídos a 129 deputados e 23 senadores em 332 investigações em andamento no Supremo.

Os processos contra parlamentares alagoanos correm em segredo de justiça e os deputados federais Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL), pelo inquérito 2758 por crime contra a liberdade pessoal (ameaça) e crimes eleitorais; Francisco Tenório (PMN-AL), no inquérito 2622 por captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral; Olavo Calheiros (PMDB-AL), pelo inquérito 2426 referente a crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético e inquérito 2695, por crime de competência aguardam decisão do STF.

Os senadores Fernando Collor (PTB-AL), na ação Penal 451 por crime contra a ordem tributária/ apropriação indébita previdenciária e ação Penal 465 por corrupção passiva, peculato, tráfico de influência, corrupção ativa e falsidade ideológica e Renan Calheiros (PMDB-AL), no inquérito 2593, por investigação penal e que pretende se reeleger também estão na lista dos parlamentares que podem ser investigados pela força-tarefa do STF.

A maioria das acusações diz respeito a atos praticados quando os atuais deputados e senadores exerciam outros cargos públicos. Nos inquéritos aparecem acusações que nada têm a ver com o exercício de qualquer função pública, como tentativa de homicídio, trabalho escravo, estelionato, contrabando, incêndio, lesão corporal, crime contra o sistema nacional de armas e contra a liberdade individual.

Existe ainda, 12 denúncias pelos chamados crimes de honra, como calúnia, difamação e imprensa, de menor gravidade, pois não envolvem o uso indevido de recursos públicos. Em 105 investigações, os ministros do Supremo encontraram elementos para colocar 46 deputados e sete senadores na condição de réus de ações penais, último passo para a condenação.

Importância da iniciativa do STF

Segundo o professor e cientista político Eduardo Magalhães a prerrogativa do foro privilegiado torna difícil o julgamento desses políticos, além de haver poucos esforços para que isso aconteça. Para ele, a reação da sociedade diante da corrupção e impunidade faz o Brasil viver um momento histórico, como a iniciativa popular do projeto Ficha limpa, que conta com um abaixo-assinado com a participação de quase 2 milhões de pessoas em todo o país.

“A corrupção faz parte do histórico brasileiro, mas apesar da lentidão da justiça esse quadro poderá mudar com iniciativas semelhantes a essa força-tarefa. Mas, não vejo como resolver essas questões a toque de caixa, pois todos têm direito a defesa. Aqueles que respondem a processos agem como se nada tivesse acontecido, apesar das provas. Os mais sábios se beneficiam disso, mas não só em Alagoas é assim. O Brasil ocupa o 72° lugar entre os países mais corruptos do mundo”, afirmou.

Magalhães lamentou a relação estreita entre os três poderes, que em alguns momentos podem não ser independentes, destacando que é o presidente da república quemescolhe os ministros do STF, assim como o governador decide quem deve compor o Tribunal de Justiça.

O cientista político lembrou a crítica do presidente Lula contra a justiça eleitoral, após duas multas por fazer propaganda eleitoral antecipada em favor da ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O presidente afirmou que não poderia ficar subordinado ao que um juiz diz.

“Há um equilíbrio, mas ao mesmo tempo uma ingerência de controle e proteção. Sempre que há políticos processados isso fica claro. Os ministros afirmaram que ninguém tem o direito de eleger um sucessor e o Lula reclamou, mas foi ele quem fez a indicação do ministro José Antonio Dias Toffoli. O presidente fez um comentário, mas poderia ter sido um crime”, destacou Magalhães.

O cientista político afirmou que a Constituição Federal (CF) permite o “malabarismo” de políticos que dificilmente serão punidos, caso cometam crimes, devido a más interpretações. Magalhães destacou que a CF também permite iniciativas populares, geralmente feitas por meio de um determinado número de assinaturas, recolhidas nos estados e que devem ser consideradas pelo Congresso Nacional.

“Com o “Ficha limpa” a população clama pelo fim da impunidade entre os políticos, que não podem ficar para sempre no poder. Se aprovado, quem for processado em 1° instância já não pode se candidatar. O uso de abaixos-assinados para cobrar respostas dos parlamentares vem se intensificando. No Estado a Fundação de Amparo à pesquisa (Fapeal) é fruto da iniciativa de professores. O Congresso tem que dar respostas a sociedade”, ressaltou.

Fonte: http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Politica/12834/
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CCJ escolherá novo relator para Projeto da Ficha Limpa

qui, 15/04/2010 - 12:48 — MCCE

O projeto de lei que trata das inelegibilidades não entrou na pauta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta quarta-feira (14/04). A ausência do tema, no entanto, foi tratado por alguns parlamentares durante a reunião, entre eles Rodrigo Rollemberg, Miguel Martini e Marcelo Itagiba. Segundo o presidente da CCJ, Eliseu Padilha, o relator do projeto seria o deputado Jaime Martins, no entanto ele está em missão em Washington, nos Estados Unidos. A preocupação dos deputados e do MCCE é que a CCJ tem até o dia 29 de abril para analisar o projeto e devolvê-lo ao plenário, para votação.

O presidente da comissão disse que a CCJ pretende facilitar os encaminhamentos do projeto de lei, no prazo indicado por Temer, por esta razão um novo relator será nomeado. O deputado Marcelo Itagiba, inclusive, disponibilizou seu nome para assumir a relatoria do PLP. “Me ofereço, porque esta casa precisa dar uma resposta à sociedade”, afirmou.

Apesar dos entraves na discussão do projeto, o membro do MCCE, Francisco Whitaker, disse que ainda acredita na votação da proposta em maio. “A questão é que a minoria de ‘fichas sujas’ está pautando a decisão da maioria ficha limpa”, justificou Whitaker. Para ele, a posição da sociedade civil, expressa em mais de 1,6 milhão de assinaturas, irá prevalecer na decisão dos deputados. Enquanto isso, o MCCE retoma a coleta de assinaturas e mobilizações em todo o país.

O texto do substitutivo tem como principal base o PLP 518/09, Projeto da Ficha Limpa, proposto pelo MCCE. O substitutivo, como a própria Constituição exige em seu artigo 14, parágrafo 9º, preza pela probidade administrativa a moralidade para o exercício do mandato eletivo, considerada a vida pregressa do candidato. O texto final foi elaborado pelo Grupo de Trabalho da Câmara, coordenado pelo deputado Miguel Martini, e escrito pelo relator Índio da Costa, em consenso com as idéias e sugestões defendidas pelo MCCE. O texto final do projeto definiu que ficariam inelegíveis pessoas condenadas por órgão colegiado em crimes tipificados no próprio projeto.

Fonte: Assessoria de Comunicação SE-MCCE
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AVISO: Ficha Limpa ainda não foi votado

sex, 16/04/2010 - 11:52 — MCCE

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) esclarece que, ao contrário da mensagem que circula na internet por email de rementente desconhecido, o projeto de lei da Ficha Limpa ainda não voi votado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá escolher o relator para o projeto na próxima semana. A promessa do presidente Michel Temer é que o projeto permaneça nesta comissão até o dia 29 de abril, sendo levado ao plenário para votação em seguida.

O MCCE pede aos apoiadores do projeto que não passem emails com informações equivocadas num momento crucial para a vitória da Ficha Limpa no Congresso Nacional.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Texto do Projeto Ficha Limpa será revisto, desta vez na CCJ

sex, 16/04/2010 - 12:10 — MCCE

Depois de seis meses da tramitação do projeto Ficha Limpa na Câmara dos Deputados, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Eliseu Padilha, afirmou nesta quinta-feira (15/04) que irá construir um novo texto sobre a lei das inelegibilidades com líderes dos partidos na comissão. Além disso, um novo relator será escolhido, já que o nome indicado, o deputado Jaime Martins, encontra-se em missão oficial no exterior.

Na avaliação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a decisão de Padilha desconsidera todo o trabalho do grupo criado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, com o objetivo específico de elaborar um texto consensual sobre a Ficha Limpa. O documento foi feito e, depois te entregue a Temer no dia 17/03, a expectativa do MCCE é que este texto consensual tivesse ido a plenário para votação.

Sobre o isso, o membro do MCCE, Márlon Reis, questiona: “Qual a legitimidade da CCJ para construir outro texto, depois que o projeto de lei foi exaustivamente aperfeiçoado pelo grupo de trabalho e a sociedade civil?”. O também presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) se refere ao trabalho do GT, no período de 23 de fevereiro a 17 de março, quando o grupo formado por todos os partidos políticos se reuniu semanalmente para debater o projeto e realizou duas audiências públicas para ouvir os propositores do PLP.

Além disso, tanto o relator do projeto, deputado Índio da Costa, quanto o coordenador do GT, Miguel Martini, participaram de atos públicos no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, onde também puderam ouvir a opinião da sociedade sobre o tema.

Márlon Reis lembrou ainda que todos os partidos escolheram um representante para participar do grupo de trabalho sobre a Ficha Limpa e que este era um importante espaço de debate sobre o tema com diálogo aberto com a sociedade. “Não vejo como farão um trabalho melhor do que aquele que já foi feito. Sem contar o tempo dispensado até agora”, criticou.

Padilha afirmou ainda que será escolhido um relator para a matéria no plenário da comissão. A decisão sobre a elaboração do novo texto foi tomada depois do encontro do presidente da CCJ com os líderes de bancadas de oito partidos: PT, PC do B, PMDB, PR, PSDB, PSC, PP e PV.

Fonte
: Assessoria de Comunicação da SE- MCCE com informações do site Congresso em Foco.

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Do 45 Graus - Líderes vão relatar Ficha Limpa na CCJ

Data: 15-04-2010 12:45:00

O líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (GO), entrou nesta quinta-feira (15) com um pedido para retirar a relatoria do projeto ficha limpa das mãos do deputado Jaime Martins (PR-MG), que se encontra em viagem oficial a Washington. Segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Eliseu Padilha (PMDB-RS), com esse pedido, a construção do relatório do projeto que torna inelegíveis candidatos que respondem a processos será feita pelos líderes de partido, sem a designação de um relator específico.

“Ficou decidido que vamos construir um texto com os líderes de partido na comissão. Depois vou escolher um relator só para relatar a matéria no plenário da comissão. Todas as lideranças trabalharão juntas para construir um texto com o máximo rigor diante dos que não querem nada e o mínimo entre aqueles que querem tudo”, disse Padilha.

A decisão foi tomada hoje após encontro de Padilha com líderes de bancadas de oito partidos: PT, PCdoB, PMDB, PR, PSDB, PSC, PP e PV. O presidente da CCJ afirma que a decisão é para evitar disputas partidárias em torno da relatoria da matéria e para dar oportunidade a todas as legendas de participar da elaboração do relatório. Segundo Padilha, o relatório preliminar deve ser concluído até o início da próxima semana, quando o texto será distribuído para os membros da comissão.

“Na semana que vem, vamos repassar o texto para todos os membros da CCJ, titulares e suplentes, para eles oferecerem subsídios para construção do texto final. Queremos chegar em um ponto de encontro entra a vontade dos parlamentares”, afirmou.

A escolha do relator Jaime Martins havia desagradado a parlamentares e representantes de entidades favoráveis ao projeto. Além da preocupação com o prazo – a CCJ tem até o dia 29 para aprovar a proposta –, os defensores da proposta alegam que o PR tem feito várias objeções à proposição.

“Queremos construir um texto com o máximo de consenso para que, quando ele for ao plenário da comissão, não tenha discordâncias que comprometam o texto aqui construído”, disse Padilha, que adiantou também que pretende sugerir ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), um relator para o plenário da Casa.

Fonte: http://45graus.com.br/lideres-vao-relatar-ficha-limpa-na-ccj,geral,61436.html
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De O Globo | Editorial - Socorro na Câmara aos fichas-sujas

Publicada em 15/04/2010 às 15h36m

Apesar de a ideia de que o Legislativo tende a refletir o perfil da sociedade ser considerada, em si, um exagero, a verdade é que a leniência da legislação eleitoral com a qualificação dos aspirantes a representantes do povo levou o país a confirmar a tese - e pelo seu pior aspecto. Ou seja, se há criminosos de toda ordem numa comunidade, eles irão, em algum momento, ter acesso a cargos públicos eletivos. É o que, infelizmente, aconteceu. Chegou-se ao paroxismo de haver em Câmaras e Assembleias pessoas em dívida com a Justiça, conhecidos da polícia, e não por crimes de opinião, como se esperaria de políticos.

Leia o texto na íntegra em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/04/15/socorro-na-camara-aos-fichas-sujas-916347847.asp
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Participe da campanha da Avaaz - envie mensagens para a CCJ

Caros amigos,


O Projeto de Lei Ficha Limpa está em perigo. Semana passada o Congresso adiou a votação com o intuito de dar mais tempo para "aprimorar" o projeto, ou seja, enfraquecê-lo para que ele não remova eficazmente corruptos das eleições.

Muitos parlamentares temem essa nova lei já que dezenas deles respondem a processos na justiça
. Eles estão tentando influenciar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a enfraquecer o projeto. Nossas vozes precisam falar mais alto -- esta é uma luta pelo futuro do nosso país. Clique abaixo para mandar uma mensagem para a CCJ, pedindo que eles se mantenham firmes contra a corrupção:

http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?mcce

Juntos, nós mostramos o apoio massivo da população brasileira pela Ficha Limpa. No entanto, precisamos fazer mais -- vamos mostrar aos políticos que estamos determinados, não iremos parar e que se formos ignorados, eles irão pagar o preço nas eleições. A CCJ deveria apoiar o projeto de lei, mas é provável que políticos corruptos estejam tentando oferecer acordos e troca de favores para eles enfraquecerem a Ficha Limpa. Nós podemos oferecer uma proposta melhor: se eles apoiarem a Ficha Limpa, ele poderão manter seus empregos.

Vamos inundar a comissão de revisão com milhares de mensagens e telefonemas
pedindo que eles tomem a decisão certa: não tolerar a corrupção e se recusar a enfraquecer o texto. A população brasileira quer essa lei e merecemos que ela seja aprovada pelo Congresso:


http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?mcce


Neste ano eleitoral, nós possuímos um grande poder coletivo para mudar a política. Ao redor do mundo, a Internet vem se mostrando uma nova força política, uma forma de democratizar a política e criar novos canais de participação para a população. Se soubermos utilizar esta ferramenta, nossos políticos finalmente entenderão que se nós os elegemos, eles trabalham para nós.

Se trabalharmos juntos, o Ficha Limpa pode se tornar lei mês que vem!

Com esperança,

Graziela, Ricken, Alice, Luis, Pascal, Ben, Iain, Paul and the whole Avaaz team


PS. Estamos quase conseguindo 2 milhões de assinaturas para a petição pela Ficha Limpa - se você ainda não assinou clique aqui: http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/


Saiba mais:

Usuários de redes sociais se mobilizam a favor do Projeto de Lei Ficha Limpa:

http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/04/06/usuarios-de-redes-sociais-se-mobilizam-a-favor-do-projeto-de-lei-ficha-limpa/


Câmara adia para maio a votação do projeto Ficha Limpa, O Globo, 07/04/2010:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/07/camara-adia-para-maio-votacao-do-projeto-ficha-limpa-916272868.asp
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domingo, 11 de abril de 2010

Do 24h News - Temer pede à CCJ rapidez na análise do projeto Ficha Limpa

09/04/2010 - 16h33

O presidente da Câmara, Michel Temer, pediu ontem aos integrantes da Comissão de Constituição e de Justiça e de Cidadania celeridade na análise das propostas sobre o Ficha Limpa (PL 518/09 e outros). Os líderes partidários decidiram na quarta-feira (7) adiar a votação das propostas para maio e encaminhar os projetos à CCJ para eventuais mudanças no texto do deputado Indío da Costa (DEM-RJ), relator do grupo de trabalho constituído pela Presidência da casa para analisar o tema.

Temer explicou aos integrantes da CCJ que o objetivo é cumprir o acordo com os líderes que prevê a conclusão da análise da proposta pela comissão no dia 29 de abril e a votação pelo Plenário na primeira semana de maio.

Detalhamento da lei
O presidente sugeriu que a comissão avalie a possibilidade de detalhar os tipos de crimes que tornarão os candidatos inelegíveis. Ele lembra que a legislação ambiental, por exemplo, prevê um número muito grande de crimes que, potencialmente, poderiam se constituir em casos de inelegibilidadeTrata-se do impedimento a que uma pessoa concorra a uma eleição. Pode ser absoluta, referindo-se às eleições em geral, ou relativa. Segundo o jurista Pinto Ferreira, há três tipos de inelegibilidade relativa: - o primeiro diz respeito ao exercício de certas funções (inelegibilidade relativa funcional); - o segundo concerne ao parentesco (inelegibilidade por parentesco); - o terceiro abrange a obrigatoriedade de domicílio eleitoral no estado ou no município por prazo entre um ou dois anos, fixado conforme a natureza do mandato ou função. Fonte: TRE-DF.

O presidente da CCJ, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), assegurou que a comissão vai priorizar a análise das propostas sobre ficha limpa para viabilizar os prazos do acordo. "Tenho certeza que essa comissão garantirá a celeridade necessária".

Fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=325047
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Do Congresso em Foco - Aumenta pressão popular pela votação da ficha limpa


09/04/2010 - 17h41


Fábio Góis

Se depender da interação social por meio da internet, o adiamento da votação do projeto da ficha limpa (PL 158/2009) não significa que os políticos em débito com a Justiça terão vida fácil. Nos últimos dez dias, segundo a rede de mobilização global Avaaz, mais de 200.000 pessoas já assinaram uma petição para que a matéria, de iniciativa popular, seja apreciada pelo Congresso o quanto antes, com efeito já para as eleições deste ano.

Mas alguns deputados vêm trabalhando para retardar esse processo – de maneira que pessoas com qualquer condenação judicial possa se candidatar normalmente. A matéria deveria ter sido votada na quarta-feira em plenário, mas uma manobra conduzida pelos líderes do PT, PMDB, PP, PCdoB e PR remeteu o projeto de volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Mas a manobra não arrefeceu os ânimos dos eleitores-cidadãos, para quem “a pressão está funcionando”. “Se eles acham que a nossa mobilização massiva vai dispersar – vamos mostrar que eles estão errados. Encaminhe este email, poste no tTwitter, compartilhe no Orkut, e vamos conseguir muito mais que a nossa meta de 2 milhões de assinaturas!”, diz uma mensagem eletrônica enviada à redação do Congresso em Foco por um leitor engajado à causa.

Na página eletrônica do Avaaz, uma espécie de placar eletrônico em tempo real repassa as assinaturas feitas via Twitter ou outro mecanismo tecnológico, de maneira que a iniciativa popular atinja a meta de 2 milhões adesões, em registros atualizados segundo a segundo. Até a publicação desta matéria, às 17h41 desta sexta-feira, a página registrava 1.836.121 milhão de adesões.

Em mensagem dirigida aos “prezados parlamentares”, a comunidade virtual comunica: “Nós pedimos vosso apoio ao Projeto de Lei da Ficha Limpa (PLP 518/2009). Contamos com o seu voto por eleições limpas, onde candidatos condenados por crimes graves como assassinato e desvio de verbas públicas se tornem inelegíveis. Nossos votos em outubro dependerão da sua atuação neste momento crucial da política brasileira”.

Prioridade?


O projeto ficha limpa havia sido apensado ao Projeto de Lei Complementar 168/1993, que tramita em regime de prioridade, para que fosse acelerada sua tramitação (em vão, como foi visto nesta semana). Com base no substitutivo elaborado em consenso entre os partidos no grupo de trabalho e apresentado pelo relator, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), a proposição promove alterações na chamada Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar 64/1990).

Em síntese, torna mais difícil o registro de candidatos com problemas na Justiça: a inelegibilidade para aspirantes a cargos eletivos será considerada após condenação em qualquer órgão colegiado, independentemente da instância – uma vez que, no caso de políticos e militares, o julgamento em primeira instância já é feito nas respectivas instituições.

Leia
mais sobre o projeto e conheça sua íntegra

Leia também:

Eles são contra a ficha limpa. E assumem


Aos parlamentares contrários ao projeto, os militantes da comunidade virtual avisam: “Alguns deles não querem que a Ficha Limpa seja válida para as eleições de outubro. Mas eles não entendem o que está acontecendo – um movimento imbatível pela política limpa começou no Brasil. E não vamos parar até vencermos”.

Como está registrado em sua página eletrônica, a Avaaz (termo que significa “voz” e “canção” em diversos idiomas) é uma “rede de campanhas globais” que reúne 3,9 milhões de pessoas, mobilizadas “para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais”. Ainda de acordo com a apresentação, a equipe Avaaz atua presencialmente em 13 países de quatro continentes, “operando em 14 línguas”. Os membros da organização estão distribuídos “em todos os países”, a interagir inclusive por meio das páginas virtuais do Twitter e do Facebook.

Leia tudo o que o Congresso em Foco já publicou sobre processos contra parlamentares

Veja a lista dos parlamentares processados, por estado


Veja a lista dos parlamentares processados, por partido

Quem tem medo do projeto de lei ficha limpa?

Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=32514
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Da Folha Online - Base aliada propõe flexibilizar projeto que veta político ficha suja

08/04/2010 - 19h35

da Sucursal de Brasília

Partidos aliados ao presidente Lula apresentaram formalmente hoje diversas propostas para flexibilizar o projeto que propõe a inelegibilidade de políticos com "ficha suja".

No total, foram 28 emendas de diversos deputados, principalmente do PP, PTB e PR. O líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), também apresentou proposta de um texto mais flexível. Grande parte dos deputados querem deixar inelegível apenas aqueles que tenham sido condenados em decisão transitado em julgado. Ou seja, não alterando em nada o que já acontece hoje.

A proposta original, protocolada no ano passado com 1,6 milhões de assinaturas, dizia que não poderia concorrer quem tivesse condenação em primeira ou única instância.

Em uma comissão especial, o texto já sofreu modificações, facilitando a vida de políticos. Com a mudança, ficaria inelegível apenas aqueles que sofressem condenação por órgãos colegiados, em qualquer instância.

Na emenda de Fernando Ferro, ele estabelece a possibilidade de suspensão da inelegibilidade quando houver recurso contra a decisão colegiada, com "fortes indícios da possibilidade de acolhimento da pretensão recursal". Segundo ele, "para garantir, em essência, os direitos e garantias fundamentais inscritos na Constituição federal".

Em outro tópico, a proposta da comissão especial estendia o prazo da inelegibilidade para até oito anos após o cumprimento da pena ou rejeição das contas. Pelas regras atuais, o período de inelegibilidade é de até três anos após o cumprimento da pena. Entre as emendas apresentadas há propostas intermediárias, como por exemplo, a de não poder concorrer após decisões judiciais por cinco anos.

Depois de ser discutido no plenário da Câmara ontem, o texto retornou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e só volta para votação em maio. Todas as emendas seguem para análise da CCJ.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u718198.shtml
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A votação do Projeto Ficha Limpa foi adiada para maio. O que você achou disso?

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Da Rádio Câmara - "Ficha Limpa" será votado em maio

O projeto Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos que tenham condenação judicial, deve ser votado em maio, após análise da Comissão de Constituição e Justiça. Um acordo feito pelo presidente Michel Temer fixou a data de 29 de abril como limite para a votação na CCJ.

"Eu votaria hoje, mas não há acordo numérico, então eles querem um prazo para acertar o mérito, porque também eu não quero levar essa matéria ao plenário e o plenário não votar essa matéria, seria desmoralizante para a Casa"

A proposta será levada ao plenário da Câmara nesta quarta-feira, mas sem a aprovação do regime de urgência, o texto vai receber emendas e retornar para a comissão.

O líder do Democratas, deputado Paulo Bornhausen, de Santa Catarina, apresentou o pedido de urgência, mas apenas cinco outros líderes assinaram o requerimento, no total de 161 nomes quando o mínimo necessário é de 257 assinaturas.

Segundo Bornhausen, a opinião pública precisa convencer os partidos que se recusaram a aceitar a urgência a votar o projeto Ficha Limpa ainda neste semestre.

"A urgência se faz necessária para que possamos ter a certeza que esse projeto será debatido em plenário, o tempo inteiro com clareza, à luz do dia"

O relator do projeto, deputado Indio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, também reforça a importância da pressão popular em um projeto que nasceu da sociedade.

"A única forma desse projeto ser aprovado nessa Casa, apesar da boa vontade do presidente, do relator, do grupo de trabalho e da sociedade civil, é que as pessoas continuaem avançando, pressionando e assinando abaixo assinado até a sanção presidencial"

O presidente Michel Temer disse que há garantias dos partidos que não assinaram o regime de urgência a votar com rapidez na CCJ.

"Eu extraí dos líderes do PT e do PMDB, de todos os líderes, que se até o dia 29 de abril a comissão não tiver concluído os seus trabalhos os líderes assinaram imediatamente a urgência"

O líder do PT, deputado Fernando Ferro, de Pernambuco, disse que a rejeição da urgência não significa que a Câmara vai deixar de votar o proejto Ficha Limpa.

"Nós temos que construir uma maioria para votar esse projeto. Não vamos precipitar apenas para justificar uma posição e dizer que estamos a favor apressadamente, porque nós somos a favor, eu assine esse projeto, e vamo votar sim, agora achamos importante corrigir imperfeições que ele tem"

Segundo juristas ouvidos pela maioria do colégio de líderes, ainda que a Câmara consiga aprovar o projeto Ficha Limpa em maio, não haveria tempo para que as novas regras para candidatura de políticos pudesse valer para as eleições de outubro.

De Brasília, Keila Santana.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
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Da Gazeta de Ribeirão - Editorial: A necessidade da ficha limpa

Riberão Preto, SP

A política brasileira tem sido caracterizada mais pela sucessão de escândalos e pelo descrédito dos investidos no poder do que pelas suas atribuições constitucionais. Se há um parâmetro de julgamento para a classe política, o Congresso Nacional é hoje um símbolo de escárnio pela sociedade civil, de abandono de quaisquer resquícios de ética e probidade, de um grupo de usurpadores instalados em posições chave para esvaziar os cofres públicos em seus esquemas nefandos.

Uma oportunidade de dar início a um profundo processo de transformação é a votação do projeto de lei que impede a candidatura de políticos condenados por crimes graves em qualquer instância da Justiça. A proposta nasceu da iniciativa popular articulada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne 43 entidades. Foram coletadas 1,3 milhão de assinaturas. O projeto tramita no Congresso Nacional e deveria ser votado nesta semana e acaba de ser transferido para maio, para um novo parecer da Comissão de Justiça e Redação.

O projeto traz avanços significativos para o processo eleitoral. Ao impedir a candidatura de cidadãos que estejam condenados, mesmo em primeira instância, cria uma barreira moral para a entrada na vida pública. Impede ainda que representantes ligados a correntes criminosas assumam cargos públicos com intenções sub-reptícias.

Está embutida ainda o fim da renúncia como instrumento para fugir dos processos de cassação, um dos cânceres que permitem que figuras mantenham seus direitos políticos, a despeito das evidências suficientes para bani-las do panorama político. É um recurso legal abusivamente utilizado por todos aqueles que driblam o peso da lei e garantem seus direitos políticos. O próprio ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, logrou construir sua carreira nefasta depois de se manter elegível, ao renunciar no episódio do painel do Senado, em 2001, escapando de um processo que certamente ceifaria sua vida política por alguns anos.

Se os parlamentares afastam das próprias cabeças a ameaçadora pendência de um instrumento moralizador, a sociedade deve pressionar para fazer prevalecer seu desejo de limpeza da vida pública. Enquanto os efeitos legais não se concretizam, há sempre o caminho alternativo de tornar públicas as fichas sujas de candidatos, em processo longo mas eficiente de conscientização dos eleitores.

Fonte: http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1682133&area=92010&authent=103B47467C60039A817FEDDFEAB9A2

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Do Estadão - Grupo vai ao Congresso pressionar por ficha limpa

Moacir Assunção - O Estado de S.Paulo

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) deve promover, na próxima semana, um ato público no Congresso para pressionar os parlamentares pela aprovação do projeto 518/09, que institui a obrigação de ficha limpa para políticos. "Nossas primeiras preocupações são com o estrito cumprimento dos prazos para apreciação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a manutenção da proposta tal como é, sem que haja mutilações ou tentativas de desidratação", afirmou o coordenador do movimento e juiz eleitoral Marlon Reis. O compromisso com os deputados é que o projeto seja apreciado ainda este mês.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou que a entidade também está se organizando para pressionar os deputados a aprovar o projeto da ficha limpa.

A partir da próxima semana, segundo ele, todas as seccionais da OAB pelo País e as representações regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vão promover discussões e convidar os deputados em suas bases para que digam se são favoráveis ou contrários à proposta.

"Em Brasília, os deputados estão distantes de suas bases. Nos seus próprios Estados queremos que eles se definam", afirmou Cavalcante. A ideia é constranger os parlamentares, para que assumam publicamente o apoio ou a rejeição à proposta, que recebeu o apoio de 1,6 milhão de eleitores.

"Sofremos um revés anteontem com o adiamento da votação do projeto, mas esta não é uma causa perdida", disse Reis.

Eleições. A expectativa do movimento, que reúne 44 entidades da sociedade civil, é que o projeto ainda possa valer para as eleições deste ano. No momento, eles pretendem esperar a definição do relator da proposta na CCJ e, após isso, iniciar a pressão sobre os parlamentares.

O projeto que institui a ficha limpa deve passar por votação nominal, o que, para o movimento, funcionará como um constrangimento adicional aos parlamentares, que terão de declinar seus votos em público. "A sociedade civil já demonstrou, por meio das assinaturas e da internet, que quer a ficha limpa. Resta saber o que os deputados vão dizer", afirmou Cavalcante.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100409/not_imp535960,0.php
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Do Estadão - Entidades dizem que vão manter pressão por ficha limpa

AE - Agência Estado

Diante do adiamento da votação em plenário do projeto conhecido como "ficha limpa", as entidades que defendem sua aprovação começam a se mobilizar para exercer pressão sobre os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Ao mesmo tempo, se preparam para negociar com o Senado para evitar novas emendas após a aprovação pela Câmara.

Partidos da base aliada do Planalto mandaram para a "geladeira", ontem, o projeto de lei que impede a candidatura de políticos com "ficha suja". A votação foi adiada para a primeira semana de maio. A negativa dos líderes em pedir urgência para o projeto obrigou que sua análise seja feita pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com o atraso, é praticamente impossível que o impedimento para os políticos condenados por órgão colegiado se candidatar tenha validade para as eleições de outubro.

O coordenador político do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Francisco Whitaker, não vê como derrota a não-aprovação, ontem, do pedido de urgência urgentíssima para o PLP 518/09, que institui a obrigação de ficha limpa para políticos.

"Na verdade, mandar o projeto para a CCJ foi um meio-termo. Se fosse aprovada a urgência urgentíssima seria um resultado fantástico, muito além do que esperávamos", disse Whitaker. Segundo ele, o adiamento permitirá que o MCCE tenha mais tempo para convencer os parlamentares a aprovarem o projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,entidades-dizem-que-vao-manter-pressao-por-ficha-limpa,535560,0.htm

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Pesquisa do MCCE mapeia parlamentares favoráveis à Ficha Limpa

dom, 11/04/2010 - 11:28 — MCCE

Na véspera do início da votação do substitutivo do PLP 518/09, Projeto Ficha Limpa, pautado para ir à plenário amanhã (07/04), na Câmara dos Deputados, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulga o resultado de pesquisa feita entre os 513 deputados(a) da Casa. O objetivo da pesquisa, realizada de 19 de março a 05 de abril, foi mapear o apoio ao projeto na Câmara, a partir de uma demanda da própria sociedade. 15% dos parlamentares responderam à pesquisa. No total, participaram 77 deputados(a). Destes, 73 responderam apoiar o projeto e 4 ainda não se decidiram. Considerando-se todos os 33 subscritores do PLP 518/09, o número de apoiadores subiria para 84 – isso porque destes, 11 não chegaram a responder a pesquisa. Apesar de o MCCE considerar que o apoio dos subscritores ao projeto, para que a participação fosse oficialmente validada na pesquisa, é exigida uma resposta por email.

Pesquisa objetiva


No dia 19/03 a pesquisa, com a seguinte pergunta formulada pelo MCCE: Em relação ao substitutivo do PLP 518/09, Projeto Ficha Limpa, que será levado à Plenário, qual a posição do (a) senhor(a) deputado(a), foi enviada a todos os 513 parlamentares. Havia três opções de resposta: Apóia, Não apóia ou Ainda não se decidiu. Depois do primeiro envio, três pessoas do MCCE ficaram responsáveis de ligar para os gabinetes de todos os deputados(a) para comunicar sobre a realização da pesquisa. Em paralelo com esse trabalhão de ligação, e para ter a certeza que todos receberiam o documento, a pesquisa foi reenviada mais duas vezes, nos dias 22 e 29/03. Os telefonemas do MCCE, informando sobre o fato e convidando os parlamentares a participarem foram feitos até ontem (05/04).

A iniciativa da pesquisa deve-se à necessidade de atender os questionamentos da sociedade civil feitos ao MCCE, divulgando as posições dos parlamentares sobre o projeto. A lista completa, por estado e por partido poderá ser consultada no site do MCCE (www.mcce.org.br). Os parlamentares que ainda quiserem responder à ela poderão fazê-lo entrando em contato com a Secretaria Executiva do Movimento. As novas respostas serão atualizadas no site da rede diariamente.


Veja os resultados:



Resultado da pesquisa por estado.pdf


Resultado da pesquisa por partido politico.pdf

Resultado Geral da pesquisa Ficha Limpa.pdf


Listagem conferida depois da divulgação.pdf

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Promessa de votação do Projeto Ficha Limpa para maio decepciona mais de 1,6 milhões de brasileiros

qui, 08/04/2010 - 17:01 — MCCE

Há quase seis meses da entrega do projeto de iniciativa popular da Ficha Limpa no Congresso Nacional, a promessa de votação do substitutivo do PLP 518/09, no dia 07/04, na Câmara dos Deputados, acabou sendo adiada para maio. A tentativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) de conseguir a aprovação de requerimento de urgência para que a proposta fosse votada ainda na quarta-feira (07) não evitou que o projeto sofresse emendas de partidos e fosse enviado para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ).

A partir de agora a luta do MCCE e dos mais de 1,6 milhões de assinantes do projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos continuará na CCJ da Câmara dos Deputados. Para o Movimento, como foi dito em nota publicada ontem (07), foi uma surpresa a decisão de nem se chegar a iniciar a votação do substitutivo do PLP 518/09, projeto da Ficha Limpa. A nova proposta é que o projeto fique na CCJ até o dia 29/04 e retorne para votação na primeira semana de maio. Caso até o final de abril a análise não tenha se encerrado na Comissão, o projeto voltaria de qualquer forma para ser votado em regime de urgência no Plenário.

O esforço para aprovação da proposta continua em todo o Brasil, com mobilizações e com a volta da coleta de assinaturas nos estados. A meta é chegar agora a 2 milhões de assinaturas que serão entregues novamente na Câmara.

Após passar mais de um mês sendo analisado por um grupo de trabalho criado pelo presidente da Casa, Michel Temer, especificamente para elaborar um texto final que seria votado em Plenário, o projeto Ficha Limpa passará por nova análise agora na CCJ. Representantes de todos os partidos faziam parte do grupo de trabalho, justamente com o intuito de receber sugestões de todos para o texto final. Na discussão, acertou-se em alterar a condenação exigida no PLP 518/09, de primeira instância para órgão colegiado.

O MCCE seguirá acompanhando todo o trâmite do texto na CCJ para evitar qualquer descaracterização que inviabilize o projeto, como algumas emendas já apresentadas. Para qualquer cidadão acompanhar as propostas de mudança no projeto basta acessar o site da Câmara dos Deputados (www.camara.gov.br) e buscar pelo PLP 518/09 ou seguir as decisões da CCJ diariamente.

Com o envio do projeto emendado para a Comissão, o espaço da Sessão Extraordinária da Câmara do dia 07/04, acabou sendo destinado ao debate sobre a Ficha Limpa com a palavra aberta aos deputados. Dos 30 deputados que se pronunciaram, apenas quatro se mostraram contrários ao projeto.

Fonte: MCCE
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Nota pública MCCE sobre adiamento da votação do Projeto Ficha Limpa

qui, 08/04/2010 - 10:37 — MCCE

Foi com surpresa e decepção que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) recebeu a notícia que, antes mesmo de ser levado a Plenário, o colégio de líderes, em sua maioria, decidiu encaminhar o substitutivo do PLP 518/09, Projeto Ficha Limpa, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Pelos sucessivos diálogos com parlamentares, a qualidade do texto e o tempo de discussão da proposta na Casa, entendemos que o projeto já está pronto para votação.

O Movimento defende que não há argumento concreto que justifique o adiamento desta votação. Do mesmo modo, tentativas de descaracterizar o projeto não serão aceitas, uma vez que o grupo de trabalho, criado pelo próprio presidente da Casa, com representantes de todos os partidos políticos, não só acatou as sugestões do MCCE, como aprimorou a proposta.

O maior questionamento do Movimento e da sociedade é quanto à necessidade de remeter o projeto à CCJ, o que nada mais seria do que uma forma de atrasar a votação da proposta. Ora, se entre 23 de fevereiro e 17 de março, repetimos, um Grupo de Trabalho foi formado na casa com o único objetivo de elaborar um substitutivo que agregasse sugestões de todos os partidos, qual a razão para retroceder à CCJ?

Diante disso, o MCCE afirma a Campanha Ficha Limpa seguirá, com a mobilização da sociedade e a pressão popular para a votação do projeto. Se para alguns líderes partidários 1,6 milhão de assinaturas dizem pouco, para as entidades que compõem o MCCE elas expressam que a luta por um cenário eleitoral brasileiro mais transparente não deve esmorecer, principalmente às vésperas de mais um pleito eleitoral.

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Ficha Limpa chega à pauta da Câmara nesta quarta-feira (07/04)

Nesta quarta-feira (07/04) o substitutivo que trata dos casos de inelegibilidades, chega ao Plenário da Câmara dos Deputados, pouco mais de 6 meses depois do presidente da Casa, Michel Temer, receber o Projeto de Lei de iniciativa popular da Ficha Limpa, assinado por mais de 1,6 milhão de assinaturas de eleitores e eleitoras de todo o país.

O texto do substitutivo que será votado na quarta-feira tem como principal base o PLP 518/09, Projeto da Ficha Limpa, proposto pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O substitutivo, como a própria Constituição exige em seu artigo 14, parágrafo 9º, preza pela probidade administrativa a moralidade para o exercício do mandato eletivo, considerada a vida pregressa do candidato. O texto final foi elaborado pelo Grupo de Trabalho da Câmara, coordenado pelo deputado Miguel Martini, e escrito pelo relator Índio da Costa, em consenso com as idéias e sugestões defendidas pelo MCCE. O Movimento participou tanto das reuniões semanais do GT, de 23 de fevereiro a 03 de março, quanto das audiências públicas sobre o tema realizadas em diferentes estados brasileiros.

“Após todas as discussões sobre o projeto, necessárias até para um melhor entendimento dos parlamentares sobre o tema, o MCCE acredita que o texto está pronto para ser votado e aprovado. Agora é só fazer valer a vontade de 1,6 milhão de brasileiros. Todo o Brasil está de olho na votação desta quarta-feira”, diz a secretária executiva do MCCE, Cristiane Vasconcelos. Um dos pontos mais sensíveis do projeto foi contornado a partir do entendimento, tanto do MCCE quanto dos parlamentares, que a condenação se dará por um órgão colegiado. Mais que mostrar a disposição do MCCE para dialogar com os parlamentares, a alteração demonstra o esforço para a elaboração de uma lei que tem como objetivo principal tornar cada vez mais transparente o cenário eleitoral brasileiro.

Lançada em 2008, a Campanha Ficha Limpa apresentou um projeto de lei sobre a vida pregressa dos candidatos, para criar critérios mais rígidos para o registro de candidaturas. Ela serviu de base para a retomada da discussão sobre os casos de inelegibilidades na política nacional. O projeto Ficha Limpa e mais outros 10 projetos de lei compõem o substitutivo a ser votado nesta semana. Conheça o PLP original, as sugestões do MCCE ao GT da Câmara e o texto que irá ao plenário no site www.mcce.org.br.

Fonte: MCCE
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Do Paraná Online - Ficha Limpa

Ficha Limpa

Cresce no meio online a campanha pela aprovação do Ficha Limpa (PLP 518/09). A votação está prevista para entrar na pauta amanhã na Câmara dos Deputados. O projeto de lei de iniciativa popular reuniu até agora 1,6 milhão de assinaturas para impedir que políticos com condenação na Justiça possam concorrer às eleições, o objetivo é chegar a 2 milhões de assinaturas.

Fonte: http://www.parana-online.com.br/colunistas/238/75766/
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Da Agência Câmara - Projeto da 'Ficha Limpa' pode ser votado esta semana

A Câmara poderá votar na quarta-feira o projeto Ficha Limpa, que prevê oito anos de inelegibilidade para pessoas condenadas por crimes graves. Os deputados vão analisar o substitutivo do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que estabelece a inelegibilidade dos candidatos somente após a condenação em órgão colegiado, independentemente da instância.

O texto original impedia a candidatura de quem tivesse condenação em primeira instância, mas o relator alterou essa exigência com o objetivo de evitar perseguições políticas.

Ao marcar a data da votação, o presidente da Câmara, Michel Temer, pediu aos líderes partidários a apresentação de sugestões de suas bancadas. Segundo Temer, poderá haver alterações no texto aprovado pelo grupo de trabalho.

A proposta Ficha Limpa é uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e recebeu mais de 1 milhão de assinaturas de apoio, coletadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A proposta deverá ser analisada em sessão extraordinária, pois a pauta das sessões ordinárias está trancada por nove medidas provisórias.

Fonte: Agência Câmara
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domingo, 4 de abril de 2010

Curso Técnicas das Representações Eleitorais - participe

CONVITE

Prezad@s amig@s,

Tendo em vista a proximidade das eleições, e com o objetivo de colaborar para que o processo eleitoral se caracterize pela lisura e respeito à legislação vigente, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – Estadual SP promoverá, em parceria com a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (Ministério Público Federal) e o Ministério Público Estadual, o curso:


Técnicas das Representações Eleitorais

O curso, gratuito, objetiva formar multiplicadores que, em seus bairros e municípios, possam:

- Preparar processos de denúncia referentes à conduta de candidatos em desacordo com a legislação eleitoral, a fim de facilitar a apresentação das mesmas ao Ministério Público;
- Orientar outros voluntários interessados em colaborar no processo de acompanhamento das eleições.


Data: 14 de abril de 2010 (quarta – feira)
Hora: Das 9h30 às 16h00
Local: Auditório do Ministério Público Federal
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2020

Número de vagas: 60 (preenchidas por ordem de inscrição)

Inscrições: Enviar e-mail com nome completo, telefone para contato e cidade para:

Carmen Cecília de Souza Amaral - caciamaral@ig.com.br

MCCE Estadual São Paulo
Procuradoria Federal de São Paulo
Ministério Público Estadual – Assessoria Eleitoral
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Da Agência Câmara - Ficha Limpa: relator vai participar de bate-papo com internautas

26/03/2010 17:02

A proposta - que será votada pelo Plenário no dia 7 de abril - torna inelegível por oito anos quem for condenado, em órgão colegiado, por conduta em que há intenção de violar a lei. A medida pode valer nas eleições deste ano.

Edson Santos

Relator quer ouvir as sugestões dos internautas para a proposta, que recebeu 1,6 milhão de assinaturas da população.


A Agência Câmara promove bate-papo pela internet, no dia 6 de abril (terça-feira), a partir das 15 horas, com o deputado Indio da Costa (DEM-RJ). Ele é o relator do texto aprovado pelo grupo de trabalho que analisou as propostas que exigem Ficha Limpa obrigatória para os candidatos nas eleições em todos os níveis. A proposta impede o condenado por órgão colegiado de se candidatar por oito anos.

Para participar do chat, o interessado deverá acessar o site www.agencia.camara.gov.br e clicar no banner do bate-papo, que estará disponível no alto da página da agência.

Essa é a chance para todos apresentarem sugestões, críticas e questionamentos diretamente ao parlamentar que redigiu as novas normas, que devem entrar em vigor para as eleições deste ano.

Combate à corrupção

A proposta foi uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e recebeu 1,6 milhão de assinaturas, coletadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O substitutivo aprovado pelo grupo de trabalho torna inelegível, pelo prazo de oito anos, quem for condenado por órgão colegiado – é o caso de quem tem foro privilegiadoO foro privilegiado ou especial consiste na prerrogativa de julgamento de autoridades por tribunais, eliminando-se o julgamento de primeira instância, nos quais a condução do processo e o julgamento cabe a apenas um juiz. Esse foro é normalmente associado à impunidade, pelo fato de esses processos se acumularem nos tribunais e acabarem não sendo julgados. Nos crimes comuns, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar o presidente da República, o vice-presidente, os deputados e senadores, os ministros do próprio tribunal e o procurador-geral da República. Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar os governadores, e aos tribunais de Justiça, os prefeitos., por exemplo - e por conduta dolosa, ou seja, quando há intenção de violar a lei.

O substitutivo também impede a candidatura de políticos que renunciam para escapar de processos disciplinares por quebra de decoro parlamentar.

Votação em 7 de abril
O projeto está previsto para ser votado na quarta-feira (7). Ao marcar a data da votação da proposta, o presidente Michel Temer pediu aos líderes a apresentação de sugestões de suas bancadas. Segundo ele, poderá haver alterações no texto aprovado pelo grupo de trabalho para que a proposta seja votada pelo Plenário.

Quando aprovadas, as medidas serão incluídas na lista de impedimentos ao registro de candidaturas para qualquer cargo político eletivo estabelecida pela Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90).

O texto original previa a inclusão na Lei de Inelegibilidades do impedimento para se candidatar de quem tivesse condenação em primeira instância ou fosse denunciado nas instâncias superiores por crimes graves. A proposta foi subscrita pelo deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e outros 21 deputados. Com isso, contornou-se o processo de conferência de assinaturas, que poderia durar meses.

O projeto Ficha Limpa ganhou tramitação acelerada ao ser apensadoTramitação em conjunto. Quando uma proposta apresentada é semelhante a outra que já está tramitando, a Mesa da Câmara determina que a mais recente seja apensada à mais antiga. Se um dos projetos já tiver sido aprovado pelo Senado, este encabeça a lista, tendo prioridade. O relator dá um parecer único, mas precisa se pronunciar sobre todos. Quando aprova mais de um projeto apensado, o relator faz um texto substitutivo ao projeto original. O relator pode também recomendar a aprovação de um projeto apensado e a rejeição dos demais. a outras propostas que tratam de inelegibilidades, tramitam por vários anos e já estavam prontas para votação em plenário. São cerca de 40 propostas.


Confira quem já está sujeito a julgamento por órgãos colegiados


Reportagem - Newton Araújo
Edição – Simone Ravazzoli

Fonte: Agência Câmara

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Chegou a hora: participe da campanha da Avaaz pela aprovação do Projeto Ficha Limpa

Caros amigos,

Chegou a hora: dia 7 de abril será a votação do Projeto de Lei Ficha Limpa. Nossos deputados têm uma escolha -- votar a favor da lei e remover criminosos da política, ou ficar do lado dos corruptos ao custo de toda a nação.

Não será uma vitória fácil, forças corruptas estão resistindo – somente uma mobilização massiva poderá vencê-los. Esta é a reta final para pressionar nossos deputados a votarem a favor da política limpa no Brasil -- vamos inundá-los com mensagens - envie a sua:

http://www.avaaz.org/po/vote_ficha_limpa/?vl


Se a Ficha Limpa passar, candidatos que cometeram crimes sérios como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e assassinato, serão removidos das eleições de outubro. Este pode ser um enorme passo para livrar o Brasil de uma classe política corrupta.

Através de muita pressão popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e da Avaaz, nós ajudamos a introduzir esta lei e aprová-la para votação. Porém se ela passar, vários partidos políticos irão ver seus candidatos desqualificados das eleições de outubro, portanto muitos vão tentar barrá-la no Congresso. Nós não podemos perder esta oportunidade histórica – vamos mobilizar milhares de brasileiros nesta reta final -- envie uma mensagem:

http://www.avaaz.org/po/vote_ficha_limpa/?vl


Em um movimento histórico, mais de 1.6 milhões de brasileiros já levantaram as suas vozes contra a corrupção na política. Nós não podemos perder agora -- cada nome conta – encaminhe este alerta para todos que você conhece!

Com esperança,

Alice, Graziela, Paula, Paul, Ricken, Pascal, Benjamin, Ben e toda a equipe Avaaz

Fonte: Avaaz
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Do Diário de Pernambuco - Finalmente

Finalmente // O projeto Ficha Limpa, que determina oito anos de inelegibilidade para as pessoas com condenação judicial, entra na pauta da Câmara na próxima quarta-feira, segundo garante o presidente Casa, Michel Temer (PMDB-SP). O texto chega ao plenário após grande pressão do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/03/politica2_0.asp
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Do Congresso em Foco - Ficha limpa vira destaque na pauta da Câmara

04/04/2010 - 03h55

Temer promete votar na quarta-feira proposta que restringe candidatura de políticos com pendências judiciais. No Senado, atenções concentradas no pré-sal

Renata Camargo


Além de enfrentarem pressões pela votação da PEC 300
, os deputados terão de encarar nesta semana a votação do projeto de lei da ficha limpa. Mesmo com resistência anunciada de alguns parlamentares, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), comprometeu-se a colocar em votação, na próxima quarta-feira (7), a proposta que torna inelegíveis candidatos que respondem a processos.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), responsável pela coleta de 1,3 milhão de assinaturas para apresentação desse projeto de lei de iniciativa popular, quer mobilizar a sociedade para pressionar a Câmara a votar a proposta. A intenção é mostrar aos deputados que a sociedade está atenta à posição dos parlamentares em relação ao chamado PL Ficha Limpa.

O projeto sofre resistência porque determina que pessoas com condenação judicial por órgão colegiado se tornem inelegíveis pelo prazo de oito anos. Uma forte resistência virá por parte do deputado José Genoino (PT-SP) e um grupo de parlamentares que, assim como ele, avaliam que o projeto é muito rigoroso. Réu do processo do mensalão do PT, Genoino tem defendido que a pessoa só pode se tornar inelegível se o processo estiver em trânsito em julgado (ou seja, julgado em última instância).

Nesta terça-feira (6), o relator do projeto, deputado Índio da Costa (DEM-RJ) participará de um bate-papo com os internautas promovido pela Agência Câmara, a partir das 15h. Para participar da conversa, o interessado deve acessar o site da Câmara e clicar no banner de bate-papo, que estará localizado no alto da página da agência.

Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=32434
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Do Estado de Minas - Projeto Ficha Limpa invade Twitter

Daniela Almeida - Estado de Minas

Publicação: 04/04/2010 07:58 Atualização: 04/04/2010 09:51

Internet vira poderosa arma de divulgação da campanha  -  (Reproducao da Internet.)
Internet vira poderosa arma de divulgação da campanha

A exemplo de políticos que têm usado cada vez mais a internet em suas estratégias eleitorais, cresce no meio on-line a campanha pela aprovação do Ficha Limpa (PLP 518/09). A quatro dias do início da votação na Câmara dos Deputados do projeto de lei de iniciativa popular que reuniu 1,6 milhão de assinaturas para impedir que políticos com condenação na Justiça possam concorrer às eleições, crescem as investidas a favor da matéria no meio on-line. Internautas, ONGs, associações e o próprio Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – responsável pela criação do projeto – criaram páginas de apoio ao PLP em redes sociais, abaixo-assinado no Twitter e até mesmo um sistema automatizado de envio de e-mails aos deputados.

O perfil www.twitter.com/fichalimpa, criado para informar os chamados twitteiros sobre o andamento do projeto no Legislativo e divulgar iniciativas em prol da matéria, já reúne um grupo de 2,3 mil seguidores. Como o serviço permite que cada um que receba uma mensagem possa replicá-la a todos os seus seguidores, cada postagem do Ficha Limpa pode atingir um número de dezenas de milhares de internautas. Só no Brasil, estima-se que o serviço de microblog tenha cerca de 9 milhões de usuários cadastrados. O MCCE mantém ainda páginas no Orkut e no Facebook, onde conta com quase 3 mil fãs.

Outra investida pesada na artilharia on line em defesa do Ficha Limpa foi o sistema automatizado criado pela organização Avaaz. No site www.avaaz.org, o internauta preenche um formulário com algumas informações pessoais, como nome, estado e endereço eletrônico e uma mensagem padrão é enviada por e-mail, pedindo o voto a favor do Ficha Limpa para cada um dos 513 parlamentares na Câmara dos Deputados. De acordo com a ONG, até o momento foram enviados 22,6 mil e-mails.

Ainda no Twitter, um internauta identificado como Zé Roberto, de Niterói (RJ), criou um abaixo-assinado. Para participar, os twitteiros precisam apenas seguir o perfil www.twitter.com/fichalimpaja. As mensagens da página pressionam para que os deputados federais adeptos do microblog também façam sua adesão. A Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação (ADI), em São Paulo (SP), criou o blog
www.campanhafichalimpasp.blogspot.com para dar apoio ao projeto no estado.

Em carta à sociedade brasileira, publicada no site do movimento e divulgada no Twitter, o MCCE pede que a população fique atenta à votação do Ficha Limpa e avisa que a internet será mesmo a sua maior arma para a mobilização pela aprovação da matéria. “A partir do dia 7, o Brasil tem que manter uma mobilização em torno dessa causa. A pressão popular é o nosso maior trunfo! Nessa data, vamos construir uma rede virtual na internet na qual blogs, sites e demais redes sociais tragam como texto principal em suas páginas a votação do projeto Ficha Limpa com o chamado ‘Aprovação já!”, diz o texto.

Fonte: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/04/04/noticia_politica,i=154159/PROJETO+FICHA+LIMPA+INVADE+TWITTER.shtml

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